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sábado, 26 de maio de 2018

Natalia LaFourcade - Musas: un homenaje al folclore latinoamericano en manos de Los Macorinos, vol. 1 (2017)

Natalia LaFoucarde é uma artista impressionante, que demonstra uma capacidade de se reinventar e dialogar com a música desde Hasta la Raiz, de vertente mais pop, até se metamorfosear em Musas, com uma proposta clara de dialogar com a latinoamerica. Para fazer este trabalho em grande estilo, foram recrutados Los Macorinos, dupla experiente de músicos que já trabalharam com gente do peso como Chavela Vargas. As músicas são de uma consistência incrível, que raramente temos oportunidade de ouvir, seus arranjos conseguem trabalhar bem uma complexidade grande, mas ainda suficientemente inteligível sem o dispêndio de uma soma considerável de atenção. Foi Soledad y el mar que me pegou de surpresa, a ponto de não conseguir mais parar de ouvir Natalia Lafourcade, e me levando aos hits Tú si sabes querrme, Rocío de todos los campos e Mi tierra veracruzana. Para mim é um disco de consistência semelhante a um Transa do Caetano Veloso, ou seja, será ouvido durante muito tempo.


VivaAméricaLatina!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Letrux - Em noite de climão (2017)

Letícia Novaes é a grande figura em Letrux, seu projeto solo-coletivo. Sua música é impressionante. Consegue aliar o tom de MPB através de suas letras maravilhosas, construindo verdadeiras paisagens sonoras (e meu Deus como fazia tempo que não ouvia letras tão boas!). Amparada por uma banda ótima, as guitarras sem exageros casam bem com a bateria rítmica*, o baixo marcante e o sintetizador que domina o ambiente. Sua introdução e sua fala no meio, são agradáveis de se ouvir. É um disco que me pegou de surpresa e é daqueles que a gente só vai gostando mais conforme o tempo passa. Faz algum tempo me distancio da música enquadrada no termo geralzão do "rock", por ter ouvido isto a vida inteira e já não me encantar com qualquer coisa. Letrux, entretanto, rendeu e ainda tá rendendo.

&


*e não é o que se espera de uma bateria?

sábado, 18 de março de 2017

Cory Hanson - The unborn capitalist from limbo (2016)

Este disco do Cory Hanson me pegou desprevenido, e é ótimo quando algo assim acontece. Com sua vertente clara pelo folk estadunidense no melhor estilo voz e violão, suas músicas são maravilhosamente complementadas por banda de apoio e orquestra. O resultado deste disco de pouco mais de meia hora, é maravilhoso. Arrisco que é um disco para estar entre os melhores de 2016, e eu nem ouvi os outros. Poderia ser mais um folk manjado, mas não é. Suas músicas são tranquilas, e creio, falam deste limbo que vivemos dos 2000's pra cá. É uma música que te ajuda a absorver os momentos do dia. O violão simplório e marcante dá uma sustentação para todo o resto. Um disco maravilhoso.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Iggy Pop - Post Pop Depression (2016)

Este disco flerta bastante com uma certa alta da música pós-punk-depressiva-noir. A estética é esta o disco todo, e a referência é clara ao lermos uma das faixas chamas german days, nos remetendo as andanas de Pop por Berlim. Não estamos falando de obra-prima, e acredito que Iggy Pop já produziu as obras primas que uma pessoa na terra poderia produzir. Ainda assim o disco é bem consistente, apresenta faixas que valem a pena serem ouvidas muito mais do que uma única vez, como é o caso da minha favorita Gardenia. O fato de contar com um músico experiente como Joshua Homme, mais famoso por sua atuação junto ao Queens of stone age colabora bastante. Suas guitarras não são óbvias, e vão para além da pegada garageira que lhe deixou famoso. O que digo de Joshua Homme é que ele conseguiu ir além daquilo que o consagrou, palmas para ele. E Iggy Pop conseguiu produzir um disco sintonizado, bem acabado e bom de ser ouvido, mais palmas. Lembrando que uma banda não é nada sem a totalidade de seus integrantes, as palmas não podem faltar para Dean Ferita e Matt Helders.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

The Horrors - Luminous (2014)



The Horrors é uma banda da qual meus amigos sempre falavam, e da qual eu exercia muito da minha resistência para bandas atuais. Porém, eles foram me cativando no momento certo, junto com um bom sistema de som, questão pela qual eu prezo cada vez mais. Sua sonoridade flerta com uma série de coisas que eu adoro, muitos efeitos, ambiência, experimentação e uma música nem tão longa (apesar de se estenderem mais neste disco do que em relação ao começo de carreira). Definitivamente eles começaram como uma promissora banda de garagem, e conseguiram galgar um lugar na produção de música de qualidade. Suas músicas soam grandiosas, em largas medidas devido ao seu uso e abuso de teclados e efeitos. Luminous já é a pegada mais madura da coisa toda, seu som é mais grandioso, mais refinado do que nos discos anteriores, vai ver por isso demorei um pouco mais para pegar este disco. Minha teoria de que quanto mais tempo você demorar pra curtir um disco, mais tempo você curte ele na sua vida, algumas vezes acerta.


BahiaPirata!

sábado, 22 de agosto de 2015

Motorama - Alps (2010)

Motorama é uma banda que surpreendeu bastante, pois conseguem fazer um indie com pegada pós-punk muito audível, fácil de escutar e alinhado com as tendências de seu tempo (leia-se o que é produzido no eixo UK-USA), usam o recurso da língua inglesa, mas ao mesmo tempo conseguem manter a sua identidade, deixar uma marca clara de "seu" na música. Segundo pesquisei, eles tem a mesma banda com dois nomes, uma canta em russo e outra em inglês - motorama. Por questões de alfabeto não consegui nada deles em russo, muito treta esse alfabeto cirílico. Seu som é marcado por um vocal grave, guitarras limpas, algumas vezes com algo mais, mas sem exageros (chorus), e teclados para dar um tom mais complexo e elaborado para seu arranjo de sonoridade simples. O uso de reverb somado a composição das canções, faz com que eles consigam dar uma atmosfera ótima em suas músicas. Talvez eles te levem para um daqueles apartamentos modernos da era soviética que ainda estão por lá, e como a neve já cobriu tudo, escutá-los fará todo sentido. A música compass pode te pegar com tudo.

chutenocü!
ps: além do Alps, tem mais dois singles.

sábado, 13 de junho de 2015

Unknown Mortal Ochestra - Unknown Mortal Ochestra (2011)


 Unknown Mortal Ochestra me pegou de surpresa. Imaginava eu que seria mais uma dessas bandas modernosas, mas não se encerram ai. Ruban Nielson conseguiu construir uma sonoridade impar através de sua guitarra, o que é para mim o grande destaque. Basicamente, a banda soa eletrônica, mas não é. Seu som é bem agradavél, nessa onde nova da psicodelia que está em ebulição e talvez Tame Impala seja o grande nome.



CHUTEnoCÜ!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Jay Holy - Skeletor EP (2013)

Dicas de amigos sobre música, muitas vezes são as mais acertadas, especialmente quando você não espera nada dessas dicas. Este EP é puxado por belos moogs e sons sintéticos. Seu cover de Skeletons da banda Sound (uma das mais subestimadas do roque) é matador e te convence a ouvir o resto do EP, experiência bem agradável por sinal. Este som é recomendado para quem procura aquele som simples, bem trabalhado e que te envolve. Nessas horas eu insisto com você meu amigo que diz que a música morreu, e quase sem querer repete o discurso da necrosada indústria musical, a música vai bem, está produzindo coisas boas. Aproveite!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Gattopardo - Gattopardo LP (2014)

Não é todo dia que uma banda aparece fazendo algo diferente da maioria. Em meio a um cenário underground, alternativo e sem dinheiro, as coisas são mais difíceis, nem por isso menos belas. Com um show envolvente a Gattopardo vem fazendo um bom pós-punk em português - algo bem complicado. Com referências bem marcadas que parecem passar por Bauhaus e The Fall, a sonoridade consegue se constituir como algo próprio para além da simples imitação do ídolo. Referências claras, mas que continuam sendo referências. Isto tudo é muito positivo. Confesso que esta é uma das poucas bandas na linha do pós-punk que pude assistir, e valeu a pena!


campodasbandas!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Drive Soundtrack (2011)

Drive é um filme com um roteiro não muito complexo, mas bem construído, junto com toda estética do filme não podemos ignorar a trilha sonora. Elaborada por Cliff Martinez, que trabalha em vários setores da música profissional. A música é boa para climas mais soturnos, noir, na proposta do filme. Os destaques da trilha sonora ficam por conta das músicas não compostas por Cliff Martinez, nightcall, under your spell e real hero.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mac Demarco - Rock'n'roll Nightclub (2012)

Algumas dicas valem a pena, Mac DeMarco é uma delas. Quando ouvi seu som pela primeira vez percebi que era algo bonito, gostoso e tranquilo de ouvir, mas conforme tomei mais cuidado havia ali algo que não largava os meus ouvidos. Pode ser o reverb que é um dos efeitos mais incríveis, mas só isso não basta. Suas composições são simples, dá para desvendar o "desenho" das notas só de ouvir. Você se toca que o som é simples, sem floreios e firulas. Isso não torna suas composições medíocres. É uma música ótima, para momentos mais tranquilos. Pode combinar com praia, bar e até uma festa. Ou seja, é versátil. Este EP é o que mais venho escutando dele, mas recomendo qualquer coisa do Mac Demarco, mas escute a faixa título só pra começar, Rock'n'roll Nightclub é uma beleza. Suas músicas envolvem.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

La Femme - Psycho Tropical Berlin (2013)

La Femme é uma banda francesa que faz um som bem original. Sua pegada eletrônica com direito a energia punk me levam a enquadrar a banda no Cyberpunk. Pode ser algo exagerado, mas ainda considero o mais plausível. Suas letras em francês mostram que mesmo depois de Françoise Hardy, Johnny Hallyday e Mano Negra, a música pop francesa continua viva como nunca! Os synths estão ali junto com bateria, guitarra e baixo, dá vontade de sair pulando na maior parte das canções. É um disco recente - 2013 - e que vem sendo digerido. Recomendadíssimo.


domingo, 17 de agosto de 2014

Charlie Megira & the Modern Dance Club - Love Police (2012)

Charlie Megira me desconcertou. Sua sonoridade já tem algo ali que conhecemos, o abuso do reverb, guitarras nevorsas, vocais berrados, referências claras a um rock "morto", 50toso, ou 90toso, porém tudo isso de uma maneira bem original, pois são referências, não imitações. Confesso que não esperava tanto de um cara alto, desajeitado e estranho vindo de Israel (!). Acontece que você vai pirar no seu som, que passeia pelo shoegazing e surf rock. Talvez temos aqui uma banda que traga algo novo para o rock, porém esse disco é restrito ao que chamamos de underground, não é nada pop, mas é muito bom. Seu disco é selvagem, cru e puro. Já aviso que foi complicadíssimo achar qualquer material dele, então aproveitem a oportunidade, pq o disco vale a pena.

domingo, 13 de abril de 2014

Beach Fossils - What a Pleasure (2011)

Definitivamente a sonoridade atmosférica e sombria dos anos 80 me encanta, mas não são muitas bandas que conseguem fazer este tipo de som com propriedade, Beach Fossil é uma dessas bandas. Suas canções parecem querer te absorver e te levar para algum lugar tranquilo. As guitarras ecoam longe ao longo do disco. Acabei descobrindo o som numa discotecagem, achei tão bom que fui obrigado a perguntar que som que era, e bem, não me arrependi de nada. Para começar a conversa sobre Beach Fossils, deixo este EP lançado em 2011 pelo novaiorquinos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Wild Nothing - Empty State (2013) EP

Wild Nothing foi uma indicação de uma amiga minha. Não sou o tipo de pessoa que fica ligada nas novidades, mas sei que o pessoal do wild nothing está vivo, o que parece ser um bom começo. Seu som está ligado a isso que vêm sendo chamado de dream pop, estilo que me agrada muito e parece ter toques sinceros de LSD. Assisti agorinha o filme As vantages de ser invisível, e bem, apesar de não tocar nenhuma música da banda, o som deles pareceu combinar bem com o clima. Atualmente venho buscando sons novos e a música feita no campo do "eletrônico" está me surpreendendo muito e agradando cada vez mais. Wild Nothing é uma dessas bandas que espero durem mais do que uma estação, pois eles possuem sonoridade suficiente para isso. Usando e abusando de instrumentos tradicionais, associados a esse caráter eletro, acabam criando uma atmosfera sonora muito agradável.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Rakta - S/T (2013)

Muita gente vai querer me atirar pedras ao afirmar que o rock nacional é muito mal representado, não temos grandes bandas, o que temos são bandas que continuam até hoje porque em algum momento lançaram um ou dois discos bons e por causa disso estão ai até hoje. De maneira geral temos músicas fracas, seja pela composição pouco original ou pelas letras capengas. Essas afirmações acima podem dar a entender que um "rock brasileiro" ou uma "cena" rock nacional seja impossível e suas tentativas sejam ridículas, ledo engano. Há muita banda boa, que vai te divertir muito durante o show e que têm músicas boas o suficiente para escutar em casa mais tarde, entretanto estas bandas estão nesta coisa chamada underground e/ou circuito alternativo. O apoio vêm dos fãs que assistem os shows, e só. Rakta é uma dessas bandas. Nunca havia assistido uma banda formada apenas por garotas, o que é muito raro e necessário - afinal, punk rock não é só pro seu namorado. Fui assistir o show das garotas sem conhecer uma música se quer (como venho adquirindo o hábito de fazer), e foi um show que eu não esperava, de tão positivo que acabou sendo. Apesar de não apresentarem nenhum mega virtuosismo no manuseio dos instrumentos, todas elas sabem o que fazer e fazem o necessário. Entretanto elas poderiam cair na velha cartilha punk rock, e criarem uma sonoridade repetitiva, que apesar de serem composições próprias, você já conheceria. Elas trazem um som original que me pareceu uma mistura do punk, pós-punk e uma pegada industrial. Não sei se era pelo espaço pequeno onde elas tocaram, mas conforme a banda desenvolvia seu som acabavam criando toda uma atmosfera sonora que te envolvia e pedia para que se entregasse cada vez mais. Além de tudo a banda fez esta capa lindona.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Top Surprise - Klouds EP (2013)

 Não sou de catar novidades, apenas busco música boa, especialmente aquela que você não consegue em qualquer lugar. Numa dessas investidas o site da Bandcamp se mostra ótimo. Foi ali procurando que encontrei este EP simpático da banda Top Surprise. O som deles é bom, especialmente pra que gosta de barulho, o que é de longe a praia deles. Apesar de meu certo desprezo para bandas nacionais que cantam em inglês (tenho aquele lance anti-imperialista sabe?) não posso fazer ou falar nada quando fica bom, e este é o caso doo Top surprise. Infelizmente nunca pude ver uma apresentação ao vivo deles. Foram lançados pela PugRecords.

sábado, 9 de novembro de 2013

The Field - Looping State of Mind (2011)

Não julgue um disco pela capa. Apesar disso gosto das capas e elas fazem parte de 80% ou 98% do meu julgamento inicial sobre o disco - ou seja, antes de escutar ele. Field é nada mais do que "música eletrônica". Não entendo nada disso e não sei te diferenciar nada nessa área, mas gosto de ouvir mais do que o "tunts tunts" barato que rola na baladas mundo a fora. Ocorre que este disco chegou até mim (dica: verifiquem os torents) e gostei cara, é legal, mesmo não sendo uma obra prima (e nem tudo na vida o será). Pesquisando agora para o post, parece que este álbum ficou entre os melhores de 2011, bem, isso só comprova o quão atrasado eu chego nas novidades. Também pouco me importo com elas.

sábado, 28 de setembro de 2013

Neon India - Era Extraña (2011)

Neon Indian está entre as bandas ativas que mais gosto. Parece que  som do Neon Indian era o que eu estava esperando, rapidinho escutei e digeri os dois discos da banda e sigo escutando desde então. Não é todo dia que escuto algo que me faça ouvir repetidamente de maneira tão frenética. O som dos caras é puro ácido, psicodelia pura. Disco especial pra quem acho que psicodelia é só uma para dos anos 60-70.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

New Order - Lost Sirens EP (2013)

Fiquei surpreso ao saber que o New Order lançava este EP, até onde eu sabia a banda havia acabado e as coisas já se reservavam ao passado. Porém, a indústria da música está sempre esperta e na realidade este EP são as "sobras" das gravações para o querido waiting for the sirens call. Não vejo nada de especial nas músicas, são boas sim, mas não são incríveis. Geralmente evito as novidades, mas esta é irresistível!

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