Mostrando postagens com marcador blues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blues. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ry Cooder & Vishwa Mohan Bhatt - A Meeting by the River (1993)

Muita gente, incluso eu, conhece Ry Cooder por seu trabalho com o Buena Vista Social Club ou pela trilha sonora de Paris, Texas. Mas Ry Cooder, talvez seja um dos grandes nomes das seis cordas nos EUA e no mundo. O sujeito tem uma sensibilidade interessante para música, buscando ir além do óbvio, bem como transitando por vários ritmos (tarefa árdua para músicos, dado que cada novo ritmo é como aprender uma nova forma de tocar). Este disco é um pouco apagado do lado dos trabalhos já citados, ou da contribuição mais conhecida com Ali Farká Touré. Verdade que não se mostra uma obra tão "completa" quanto os acima citados, mas é um disco que surpreende e entrega boas músicas. É um disco que gosto bastante de escutar no final do dia, com o por do sol. Junto com a "guitarra" temos as citaras* indianas, e outros instrumentos harmonizando bem em longas e meditativas faixas. É um disco que vale a pena ser ouvido.

BahiaPirata!

* verificando, o que Vishwa Bhatt usa é um instrumento entre a citara indiana e a guitarra.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sun Records - the Rhythm & the Blues (2012)

Tempo atrás retomei aquele som 50-toso que eu conhecia pouco. Muitas vezes é uma delícia retomar sons, estilos ou bandas que fazia tempo você não ouvia. Mergulhando nesses sons, a Sun Records se constituiu uma Mecca, e não há nada de novo em dizer isso. O legal mesmo são as coletâneas que tem por ai da Sun, e neles temos uma série de bandas e músicas ótimas que nunca ouvimos falar. O curioso é que a Sun trabalhou muito no esquema dos singles, e esse formato de mídia está ligado a outra forma de ouvir música. As canções aqui são bem interessantes, há mais "músicas negras", da qual Sam Philips (o dono da gravadora) era fanzão. A faixa de abertura "Let the good times roll" e "Polk Salad Annie" são meus dois destaques elegidos, mas vai na fé que o disco todo é fácil, prazeroso de ouvir. Acho incrível que as técnicas de gravação, segundo me parece, eram mais rústicas e ainda assim as canções são ótimas, o que só me faz pensar na relação outra que tinham com a música.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

The Sun Records Collection (1994)

A Sun Records era uma das várias gravadoras pequenas que existiam antes da absorção e monopólio pelas grandes gravadoras. Curioso pensarmos como neste período do começo da música pop como conhecemos e sua tomada da frequência das rádios era basicamente feita na base de singles e ep. A ideia de um álbum na duração de um LP ainda era pouco usual. A Sun acabou ficando famosa por terem passado por ela quase todos os grandes nomes da música na época, sejam eles brancos ou negros, mistureba que dizem dar origem ao roque en rou. Sam Philips, fundador da gravadora, era antenado com a música branca Country mas também adorava a música negra, por isso o que temos aqui é um claro mix de canções com uma pegada mais country enquanto outras são gigantes como Howlin' Wolf, além daquele Rockabilly que bem conhecemos. O grande destaque desta coletânea são as canções esquecidas ao longo do tempo, e os artistas que provavelmente não produziram mais do que algumas poucas canções e pelo esquecimento do tempo ficaram. Nem por isso você deixa de se surpreender, pois se prestar bastante atenção verá que as buscas por uma nova sonoridade já estão presentes ali. Está elencado também na lista de melhores álbuns da revista Rolling Stone, caso isso seja de algum convencimento.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

the Upholsterers - Makers of High Grade Suites (2000)

Jack White trabalhava como aprendiz numa estofaria, foi lá que ele conheceu Brian Muldoon e os dois montaram uma banda, no mesmo estilo de White Stripes, guitarra e bateria. Seguindo essa linha do Flat Duo Jets, Jack White vai mostrar aqui o seu primeiro grito registrado. O curioso é observar a energia das músicas, Apple of my eye, composição do próprio White, é o grande destaque entre as três músicas do EP, todas ouvidas e re-ouvidas incansávelmente.É curioso observar nisso tudo como o punk serve ainda hoje para firmar bases sólidas, mesmo não sendo Jack White um primor em questões técnicas, é graças a sua base punk que a energia e a vontade de tocar estão sempre presentes em suas músicas.


domingo, 23 de março de 2014

Las Vegas Grind, part 2

Las vegas é um simbolo muito forte da cultura americana. Parece que por lá as coisas são todas possíveis, talvez por isso sua conotação sexual tão forte (mesmo que hoje em dia seja proibida a prostituição dentro dos limites da cidade). A música querendo ou não sempre foi algo importante na sociedade, seja como algo principal da noite, seja apenas como ambiência ou como pano de fundo para um show de strip tease. O que chama atenção aqui é este "rockabilly" incomum, particular, estranho, difere do Little Richard, Elvis ou Chuck Berry, mas ainda é Rockabilly. A originalidade chama muito a atenção, talvez pelo propósito final as músicas tem poucas vozes, geralmente quando se canta ou fala é alguma brincadeira ou simplesmente berros e gemidos, essas brincadeiras são acompanhadas pela banda que batuca aqui, toca um acorde diferente ali, muda o ritmo e por ai vai. De qualquer forma é uma boa coletânea para se ter. Logo posto as outras partes (parece que há até o volume 6).

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Gun Club - Mother Juno (1987)

Acredito que Gun Club seja a banda mais famosa a misturar Blues com Punk. É uma mistura inusitada, mas que surte um efeito legal. Este disco em especial foi mais querido por mim durante algum tempo do que o famoso fire of love. As músicas são mais soturnas e adoro esta música simples e negra. Além de tudo a voz de Jeffrey Lee Pierce contém um desespero único. A faixa de abertura Bill Bailey já traz essa descrença com o mundo. Na época eu usava muito o transporte público, e Gun Club soava perfeito quando já estava escuro e era necessário caminhar pelas ruas já quase escuras. Com suas guitarras limpas, melancólicas e inconformadas. Este ar muito mais ligado ao pós-punk que encontramos aqui em Mother Juno acredito estar diretamente ligado ao seu consumo de drogas pesadas. No fim, só pela capa o disco já vale. Gun Club é único.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Las Vegas Grind Part 1




Las Vegas Grind (em 6 partes), é uma série de compilações de rock n'roll, rythm & blues, garagem e soul a-go-go. A perfeita trilha sonora para  strip tease dos anos 60, e pra quem gosta de requebrar ao estilo twist. Las Vegas sempre foi um pólo de entretenimento, boêmia e cabarets, por isso acredito que os discos tenham esse título, apesar dos artistas não necessariamente serem do deserto do estado de Nevada.
Extremamente dançante, brincalhão e até bobinho, as músicas tem aquela conotação sexual cheia de jargões ("oh my baby boo"). Não espere grandes letras, mas uma coleção autêntica de rock oldschool com ótimos ritmos.
Os artistas, em sua maioria, não são conhecidos, mas ao mesmo tempo, não eram  totalmente parte de uma "subcultura", já que na época, gravadoras cediam espaço e rádios eram abertas a música jovem. Em uma proporção diferente da atual, Las Vegas Grind foi o som "hipster" de algum momento dos anos 60.
Las Vegas Grind foi lançado pelo sub-selo Strip, da lendária gravadora Crypt Records. Com o sub-selo Strip, eram lançados compilações rockabilly, garagem e r&b como LV Grind e Jungle Exotica (que pretendo falar sobre mais tarde).
Passe cera no chão, vista um bom sapato ou fique de meias, e se prepare para dançar muito (inspire-se em Mia Wallace e Vince Vega)!





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Gun Club - Fire of Love (1981)

Gun Club é talvez uma das bandas mais particulares dentro desta categoria chamada Punk. A primeira vez que ouvi a música dele foi com sex beat num jogo do filme Scarface que havia uns tempos atrás. Gostei bastante da música e logo procurei mais coisas da banda. Na época havia recém descoberto o soulseek, porém ainda era penoso. Apesar de não estar num limbo completo, Gun Club não é muito popular pelas terras de cá. O som é basicamente uma mescla entre o punk e o blues, uma mistura particular que dá notória originalidade para banda. Com o passar do tempo o som vai ganhando contornos mais depressivos, se não me engano o vocalista era usuário de heroína, o que explica muita coisa...