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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

The Organ - Sinking Hearts EP (2002)

The Organ é uma banda fantástica, consta que a vocalista e frontwoman, passou por uma formação clássica e desconhecia as bandas mais soturnas dos anos 80 como cure, smiths, siouxsie etc, só conhecendo mais tarde, se fascinando e montando the Organ. A banda me pegou de jeito, abusando do chorus, das linhas conduzidas por um sofrimento ativo (um sofrimento que se mexe e te faz dançar). Este é o EP siminal antes delas lançarem o disco deradeiro (grab that gun). The organ vale a pena ouvir cada canção, suas músicas caem muito bem.

chutenocÜ!

sábado, 27 de junho de 2015

Neil Young - Neil Young (1968)

Logo no começo de carreira Neil Young lançou aqueles discos maravilhosos, everybody knows this is nowhere, after gold rush, harvest, que são de longe os discos mais significativos e comentados do músico. Apesar deste seu disco de estréia entrar em listagens mais longas do período, é usual que ele fique de fora, a meu ver, não por ser um disco ruim, pelo contrário, nele já podemos ouvir toda a qualidade daquilo que vêm pela frente, mas talvez, por ainda não ser tão maduro (como sempre se busca justificar as coisas) ele não chega a ser uma das obras primas gravadas em seguida. Justiça seja feita, creio que é um disco até melhor que alguns outros que aparecem mais tarde na carreira do sujeito em questão, e que este disco mereceria mais espaço, por isso o coloco aqui. Confesso que escuto o disco e fico imaginando aquelas cidades norte-americanas que ficam justamente no interior do país (como parece ser o caso de Winnipeg, cidade onde Young se criou), e por isso essa fusão com a música country. Pelo que suspeito, essa rapaziada dos anos 60 estava numa vibe de buscar as raízes, retomar o contato com a terra e essas coisas que já ouvimos falar em algum lugar, creio que é dai que os músicos começam a incorporar elementos destas músicas de raiz de seus respectivos países (temos Mogollar, Erkin Koray, Mutantes, Fela Kuti, e toda uma galera que circulava nessa temporalidade. Curioso pensar sobre isso.

ChuteNoCÜ!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Jay Holy - Skeletor EP (2013)

Dicas de amigos sobre música, muitas vezes são as mais acertadas, especialmente quando você não espera nada dessas dicas. Este EP é puxado por belos moogs e sons sintéticos. Seu cover de Skeletons da banda Sound (uma das mais subestimadas do roque) é matador e te convence a ouvir o resto do EP, experiência bem agradável por sinal. Este som é recomendado para quem procura aquele som simples, bem trabalhado e que te envolve. Nessas horas eu insisto com você meu amigo que diz que a música morreu, e quase sem querer repete o discurso da necrosada indústria musical, a música vai bem, está produzindo coisas boas. Aproveite!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mac Demarco - Rock'n'roll Nightclub (2012)

Algumas dicas valem a pena, Mac DeMarco é uma delas. Quando ouvi seu som pela primeira vez percebi que era algo bonito, gostoso e tranquilo de ouvir, mas conforme tomei mais cuidado havia ali algo que não largava os meus ouvidos. Pode ser o reverb que é um dos efeitos mais incríveis, mas só isso não basta. Suas composições são simples, dá para desvendar o "desenho" das notas só de ouvir. Você se toca que o som é simples, sem floreios e firulas. Isso não torna suas composições medíocres. É uma música ótima, para momentos mais tranquilos. Pode combinar com praia, bar e até uma festa. Ou seja, é versátil. Este EP é o que mais venho escutando dele, mas recomendo qualquer coisa do Mac Demarco, mas escute a faixa título só pra começar, Rock'n'roll Nightclub é uma beleza. Suas músicas envolvem.

sábado, 20 de setembro de 2014

The Organ - Grab that gun (2004)

The Organ é uma dessas bandas maravilhosas que duram apenas um instante. Banda formada por mulheres, possuem uma sonoridade bem soturna e próximo as bandas clássicas dos anos 1980, como Joy division, Cure e Smiths, mas com uma cara particular. A referência é clara, bem explícita, mas não é algo forçado. O som limpo, cristalino e cheio de chorus é constante, com linhas de baixo bem definidas e um teclado fazendo arranjos necessários. Fiquei bem impactado quando escutei esse disco pela primeira vez e ainda escuto ele recorrentemente. Nisto tudo, me anima a quantidade de bandas na linha revival do pós-punk durante os anos 2000, esta foi (e continua sendo) uma sonoridade a qual se deve muito. Este é o único álbum completo que gravaram, além deste disco há mais dois EP's. Em 2006 a banda acabou devido a questões pessoais.


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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Neil Young - After the Gold Rush (1970)

Eu nunca havia entendido direito porque o pessoal pira tanto em Neil Young até ouvir o After the Gold Rush. Young já era conhecido meu dos tempos do Buffalo Springfield e dos tempos do soulseek, onde ouvi algumas músicas suas porém não me chamou muita atenção, na época eu queria saber de "rock paulera". Ocorre que faz algum tempo acabei dando mais uma chance e acabei escolhendo este disco pelo fato dele sempre aparecer em tudo que é blogue de música. As músicas são bem folkeadas, violão é o carro chefe. Dá para ouvir aquele som de madeira na maior parte das faixas. O disco é exatamente o que sempre pensei que fosse, boa música para se ouvir e relaxar.

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