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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Chet Baker - Italian Sessions (1962)

Chet Baker é definitivamente um dos maiores jazzistas, e mesmo sem ouvir nada de jazz você já ouvi falar dele, ou já escutou alguma vez my funny valentine (que foi por ele imortalizada). Curioso que Baker teve uma carreira conturbada, fazendo sucesso rápido e jovem, logo começa aquele típico caminho para a decadência de deixar muito roqueiro no chinelo. É nesse clima de decadência que ele acaba indo para Itália, onde lançou uma série de materiais medianos, porém este disco é um material acima da média, segundo a jazz times, bem acima da média - e eu concordo. Um disco praticamente tão bom quanto o Chet Baker Sings, apesar da sonoridade e proposta bem distintas. Gosto que o uso do trompete (e as vezes da flugelhorn) são de uma suavidade maravilhosa! É isto que encanta em Chet Baker, e faz com que você possa ouvir músicas e mais músicas. Não por acaso, sua imagem durante muito tempo foi associada a alguma coisa como um James Dean do jazz, rapazinho bonito e sedutor, sua música é assim mesmo.

obs: o catálogo de Chet Baker é algo absurdo, e este disco foi originalmente lançado como Chet is Back em 1962, para em 1990 ser relançado como Italian sessions. Como o arquivo estava assim nomeado, mas a data das gravações é de 1962 preferi ir por este raciocínio.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Charles Mingus - The Clown (1957)

Charles Mingus é o responsável por me fazer atentar para o jazz. Gosto do grave do baixo, conceber a música sem isso é uma coisa difícil para mim. Mingus é baixista, e isto agrada muito, pois seu baixo está sempre presente. Mais do que isso, em Mingus escuto mais do que a simples demonstração de habilidade, muito comum e exaustiva no jazz. Ele e sua banda vão nos conduzindo maravilhosamente bem através de sons que não estão ali para impressionar ninguém, apenas nos preencher. A faixa de abertura é o grande destaque aqui, foi pensando Haitian fight song que o disco Blues & Roots foi concebido. É o grande destaque absoluto do disco. A banda consegue produzir sons variados conforme vai evoluindo sua música, usando bastante de crescendos. Blue Cee e a Reincarnation of lovebird são boas músicas, e dão conta de continuar o disco. Confesso que a faixa título é a que menos me prende, não consigo sentir vontade de ouvi-la, quem sabe um dia mude de ideia. As músicas e os discos de Mingus, continuam valendo a pena serem ouvidos.