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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Money Mark - Mark's Keyboard Repair (1995)

Money Mark é um tecladista japinha que trabalhou com os Beastie Boys durante um bom tempo. Apesar do sucesso com os braquelos judeus do Beastie Boys e alguns discos produzidos, ele também lançou seu material solo. Este é um deles, e temos basicamente uma série de "brincadeiras" com o teclado. É um disco para ser ouvido sem pressa. A faixa "insects are all around us" aparece na trilha sonora de dick & jane.

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

sábado, 30 de novembro de 2013

Amanaz - Africa (1975)

Definitivamente o continente africano guarda muitas surpresas. Nos últimos tempos com a fama que o Criolo ganhou, algumas pessoas mais atentas perceberam que Fela Kuti é uma influência clara. Mais do que influência, é um baita som, criando o Afrobeat. Apesar de Amanaz ser uma banda da Zâmbia, seu som não é Afrobeat, apesar de estar ali o groove, estão bem na linha do rock'n'roll mesmo. Óbvio que seu rock não é o mesmo que o que vinha sendo produzido no eixo USA-UK, mas isso não importa, já que o som é de qualidade. Sua música é tranquila e muito confortável aos ouvidos, I'm very far não sai da minha cabeça, e pouco me incomoda que esteja ali. Gosto de imaginar este disco num daqueles dias tranquilos em que podemos aproveitar a brisa de uma árvore. O continente africano realmente produziu coisas ótimas (há blogues por ai sobre o assunto) que valem a pena ser conferidas. Muita coisa se perdeu devido a condições de armazenamento, muita umidade e óbvio, guerras que nada mais fazem do que devastar tudo que há pela frente.

&

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Di Melo - Di Melo (1975)






 Estes discos da década de 1970 de música brasileira geram uma (sempre) perigosa nostalgia. Misturando elementos do que havia de melhor na época, este disco se constitui. A faixa de abertura Kilariô é um sucesso absoluto até hoje. Segundo parece ele foi re-descoberto nos últimos anos.


  1. Kilariô
  2. A vida em seus métodos diz calma
  3. Aceito tudo
  4. Conformópolis
  5. Má-lida
  6. Sementes
  7. Pernalonga
  8. Minha estrela
  9. Se o mundo acabasse em mel
  10. Alma gêmea
  11. João
  12. Indecisão



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Prodigy - The Dirtchamber Sessions Volume One (1992)


A primeira vez que ouvi "música eletrônica" foi este disco e foi Prodigy. Desde então esse disco é clássico para mim. Mais tarde investigando eu descobri que este albúm foi um projeto especial que fizeram na época, as músicas são basicamente vários samplers de vários artistas e ritmos nas quais as oito faixas não tem um nome espcífico (nunca encontrei pelo menos). um bom disco para ouvir e lembrar da música eletrônica dos 1990.


TragaBóiaMarina!

&

PraQuemGostaDeTorrent!

sábado, 29 de setembro de 2012

Criolo - Nó na Orelha (2011)




 Criolo faz a já tradicional mistura do rap com elementos do jazz, funk e blues, porém o que me chama atenção são o samba (que é sempre bom lembrar), mas principalmente do afrobeat, muito perceptível na canção Bogotá.
   Bacana mesmo é ele ter disponibilizado este baita disco para download gratuito em seu próprio site.


  1. Bogotá
  2. Subirusdoistiozin
  3. Não existe amor em sp
  4. Mariô
  5. Freguês da meia noite
  6. Grajauex
  7. Samba sambei
  8. Sucrilhos
  9. Lion man


tragaabóiamarina!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fela Kuti & Ginger Baker - Live! (1971)


 No ínicio da década de 1970 Ginger baker, baterista do Cream, resolve se aventurar pela Nigéria em busca dos ritmos africanos. Durante esta sua viajem Fela Kuti esteve junto. Imagino que o inglês aprendeu algumas coisas interessantes. O som é na linha do afrobeat, e como sempre, há uma energia na música de Fela Kuti que é única. Minha teoria é que, como ele só realizava gravações "ao vivo" (pelo que sei, sem ser necessariamente em shows) e deixava de executar estas canções depois de gravadas, uma energia diferente rola no som. Segundo a wikipédia, a faixa bonus foi gravada durante o festival de jazz de Berlim em 1978 e adicionado ao album mais tarde.

  1. Let's Start - 8:06
  2. Black Man's Cry - 12:12
  3. Ye Ye De Smell - 13:55
  4. Egbe Mi O - 12:37
  5. Ginger Baker and Tony Allen Drum Solo - live 1978  - 16:21



Traga bóia Marina!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fela Kuti & Afrika'70 - Zombie


   fela kuti é o criador do afrobeat. Artista de grande talento, porém com uma vida bem conturbada. É até hoje uma das grandes (senão a maior) referência no que tange a música africana "moderna". 
   O Afrobeat seria uma mistura do jazz, funk, soul e ritmos africanos. Este albúm contém a música "Zombie", feita para os soldados nigerianos.