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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Colin Potter - A Gain (1982)


Colin Potter é um sujeito lendário. É uma dessas figuras que você nunca ouviu falar, e dificilmente ouvirá de novo, mas ele é uma espécie de lenda dentro do universo underground de fitas k7 caseiras de música eletrônica industrial. Seu domínio sobre o som é incrível, não por acaso ele é também um engenheiro de som. Esta fita em particular conseguiu me desconcertar de uma maneira única como fazia algum tempo não me desconcertava (o que ultimamente só vem ocorrendo quando escuto coisas puxadas para o eletrônico). Já conhecia outro trabalho seu, o Here, mas ele não gerou aquela pegada. Sua música não é algo que tocaria numa festa, não numa festa comum pelo menos. É um tipo de música para ouvir sozinho e de preferência de dia (acredito muito em clima pra música). Este é um trabalho fundamental para mim, uma referência, além do desenho da capa que achei apaixonante, esses contornos de desenhos técnicos, esse modernismo tão bem mostrado pelo Joy Division. Sem falar que é o trocadalho do carilho o nome do albúm.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Wang Wen - IV (2008)

Não sei ao certo quando surge o post-rock, só sei que ultimamente cada vez mais pessoas ao meu redor são apaixonadas pelo estilo. Para mim o post-rock tem o mesmo problema que o do progressivo, as músicas são muito grandes, geralmente muito tranquilas e você tem que sentar e ouvir elas. São músicas que devem ser ouvidas. Isso acaba fazendo com que se torne difícil fazer uma audição do estilo enquanto se está lavando a louça por exemplo (já que você está dividindo sua atenção entre música e louça), acaba-se tendo fácil uma má audição da música e ela acaba causando certa irritação. Nestes tempos de imediatismo ouvir discos do começo ao fim é tarefa árdua. Wang Wen é uma dessas bandas de post-rock que não devem nada a ninguém, seu som é lindo. Considero eles tão bons quanto a turma do Mogwai, mas já aviso que eles são diferentes. Para começo de história os rapazes são da China, parece que cantam em inglês (e muito pouco). Todos os elementos de um bom post-rock estão ali, guitarras infinitas imitando na intensidade das ondas do mar, os famosos crescendo, solinhos e escalas. Este disco foi um achado que acabei tendo por acaso, gosto bastante dele, apesar de ouvi-lo pouco e ter demorado para escutar todas as músicas. Sei que os sujeitos usam alguma coisa das escalas de música chinesa, o que creio acaba dando o toque particular deles. Como me parece ser típico dos chineses, eles fazem tudo bem feito.


Para nossa sorte parece que a própria banda disponibilizou esse disco para download.

De qualquer forma aqui está um torrent subido por mim com o arquivo que eu tenho comigo.

Chute no cü

domingo, 29 de dezembro de 2013

Top Surprise - Klouds EP (2013)

 Não sou de catar novidades, apenas busco música boa, especialmente aquela que você não consegue em qualquer lugar. Numa dessas investidas o site da Bandcamp se mostra ótimo. Foi ali procurando que encontrei este EP simpático da banda Top Surprise. O som deles é bom, especialmente pra que gosta de barulho, o que é de longe a praia deles. Apesar de meu certo desprezo para bandas nacionais que cantam em inglês (tenho aquele lance anti-imperialista sabe?) não posso fazer ou falar nada quando fica bom, e este é o caso doo Top surprise. Infelizmente nunca pude ver uma apresentação ao vivo deles. Foram lançados pela PugRecords.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Spacemen 3 - Sound of Confusion (1986)

Spacemen 3 não me parece uma banda muito conhecida no Brasil. Entatanto não é nenhum achado do baú. Como foi postado o som da banda Pin Ups, lembrei que o som do Spacemen 3 inaugura muita coisa que se pode escutar principalmente no Time will burn. A banda inglesa me parece definir bem o som do que seria este ressurgimento da psicodelia após o pós-punk - My Bloody valentine, Happy Mondays, Jesus & Marychain talvez sejam as bandas mais cotadas deste movimento. Apesar do caráter psicodélico, não espere aquele som já previsível (e lindo) da parte mais famosa de Pink Floyd que esta muito mais para o progressivo do que para psicodelia. A parte psicodélica que me interessa é a da piração de bandas como 13th Floor Elevators, os primeiros discos do Pink Floyd (que acho mais pirados, e mais "difíceis"), os primeiros discos dos Mutantes, Erkin Koray e o uso de fuzz. Chamo de psicodelia de garagem (por ser uma psicodelia que dá para dançar). A banda causou certo alvoroço quando defendeu o uso recreativo de drogas. O mais incrível é que dá para sentir um cadinho de Stooges ali. Aproveite!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pin Ups - Lee Marvin (1997)

Pin Ups é constantemente indicada como uma das bandas mais importantes do underground brasileiro dos anos 1990. O fantástico é a qualidade do som da banda, totalmente ligada na cena gringa que vinha rolando (leia-se: Inglaterra & Estados Unidos). Não devendo em nada para o que vinha sendo produzido lá fora. Pessoalmente gosto mais do Lee Marvin do que do time will burn, os dois únicos discos que conheço da banda (se tiver mais alguma coisa, posta ai). Neste disco em especial, o vocalista original abandona a banda pra se dedicar a sua família, nem chegando a participar do show de lançamento, por isso os vocais são revezados e a baixista Alê começa a cantar. Se você se interessa pela movimentação do underground de 1990 (onde Planet Hemp e Naçao Zumbi são os expoentes maiores), vale a pena ouvir Pin Ups e ficar imaginando como eram os festivais que rolavam, que eu, na época uma inocente criança, via alguma coisa quando minha irmã e primo (mais velhos) trocavam do cartoon network para a mtv na casa do meu avô, já que eu não tinha tv a cabo.

&

sábado, 16 de novembro de 2013

Chapterhouse - Whirlpool (1991)

Chapterhouse parece ser uma daquelas bandas fatásticas que não deram certo, ou seja, não ficaram famosas. Isso não reduz em nada a qualidade das músicas. O som da banda é um shoegazing de primeira, a faixa de abertura, Breathe, é uma maravilha de linda. Como toda vez que eu ouvia essa música perto de alguém me perguntavam "que som é esse?", imagino que mais gente do que eu vai achar este disco coisa fina. Achei-os um pouco mais pop do que o MBV. Na real, pra mim o shoegazing não passa de um pop barulhento.

sábado, 9 de novembro de 2013

Aspidistra - Grip 7 (1991)

Aspidistra não parece ser uma banda famosa, só ouvi falar desse disco que encontrei certo dia por acaso num blogue que desde os temerosos dias do SOPA e PIPA não existe mais. A banda é na linha Shoegazin e Noise dos anos 1990. São só duas músicas no EP. O Som é relaxante, tem aquilo que chamo de um "mar de guitarras".

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pavement - Slated & Enchanted (1992)

 Dos vários discos do Pavement, seu albúm de estréia é de longe meu favorito. O resto do seu trabalho depois deste disco é legal, mas para mim não chega nem perto do que é este disco. Seu som é bem diferente do que vejo depois. As guitarras são mais selvagens, e o som bem mais experimental. Em termos da época em que foi lançado este disco simplesmente é demais. Segue sim a onda da época, mas é um cadinho especial em relação a boa parte do que vinha sendo produzido nos começos de 1990.

sábado, 2 de março de 2013

Kiskin'Zhar - II (2012)


 Baixei o disco recentemente, e bem, não paro de ouvir. Banda de São Petersburgo com músicas que conseguem encaixar muito bem vocais e instrumentos. Fazem aquele som que se encaixa no "alternativo", o que pode significar muita coisa. Realmente a Rússia tem uma cena musical ótima (lembrem de Gogol Bordello). Ah, dei sorte porque baixei o disco pelo capa.

  1. Взорванная Крыса (Rat Blasted)
  2. Цыганская Баба (Gypsy Baba)
  3. Богемен (Bohemia)
  4. Ты Гудок (You Whistle)
  5. 2013


TragaBóiaMarina!