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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Chet Baker - Italian Sessions (1962)

Chet Baker é definitivamente um dos maiores jazzistas, e mesmo sem ouvir nada de jazz você já ouvi falar dele, ou já escutou alguma vez my funny valentine (que foi por ele imortalizada). Curioso que Baker teve uma carreira conturbada, fazendo sucesso rápido e jovem, logo começa aquele típico caminho para a decadência de deixar muito roqueiro no chinelo. É nesse clima de decadência que ele acaba indo para Itália, onde lançou uma série de materiais medianos, porém este disco é um material acima da média, segundo a jazz times, bem acima da média - e eu concordo. Um disco praticamente tão bom quanto o Chet Baker Sings, apesar da sonoridade e proposta bem distintas. Gosto que o uso do trompete (e as vezes da flugelhorn) são de uma suavidade maravilhosa! É isto que encanta em Chet Baker, e faz com que você possa ouvir músicas e mais músicas. Não por acaso, sua imagem durante muito tempo foi associada a alguma coisa como um James Dean do jazz, rapazinho bonito e sedutor, sua música é assim mesmo.

obs: o catálogo de Chet Baker é algo absurdo, e este disco foi originalmente lançado como Chet is Back em 1962, para em 1990 ser relançado como Italian sessions. Como o arquivo estava assim nomeado, mas a data das gravações é de 1962 preferi ir por este raciocínio.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Georg Friedrich Händel - Trevor Pinnock- The Harmonius Blacksmith & 4 Suites for Harpsichord (1995)

A busca por novos sons deve ser intensa. Nisto, fucei um tempo atrás gravações sobre Cravo. Instrumento comumente apontado como antecessor do piano, tem seu funcionamento através de pinças sobre cordas. É um instrumento muito característico do período barroco, comumente utilizado para ambientes mais privados, reservados. Gerog Friedrich Händel é um dos grandes expoentes da música barroca. Alemão, vai consagrar seu trabalho em terras inglesas. É verdade que escutar um cravo horas seguidas, pode ser algo cansativo como colocou uma amiga minha, ainda assim é válido escutar este curioso e complexo instrumento trabalhando. A gravação da execução de Pinnock é muito boa, não sendo incomum escutarmos as cordas sendo pinçadas ou as teclas voltando para seu lugar no teclado.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vangelis - Blade Runner (1994)


Talvez seja complicado dizer algo sobre Blade Runner que não seja simples - e merecida - babação de ovo. Em princípio, anos atrás quando ainda frequentava lojas de disco (e estas também existiam), havia visto a trilha sonora de Blade Runner para vender, e me perguntei quem ouviria esta música sem o filme? A música ambiente ainda era algo distante para mim. Verdade que não é uma dessas músicas "mais fáceis" de ouvir, somos de fato muito acostumados com o pop e sua linguagem (não é questão de facilidade ou acessibilidade, linguagem é algo mais ligado a prática). Fazer a trilha sonora de Blade Runner não deve ter sido tarefa fácil, pois se tratando do futuro não cairia bem usar músicas do passado (no caso, nosso presente e tempos anteriores). Neste sentido trouxeram Vangelis e seus sintetizadores formando uma orquestra. Apesar do filme ser de 1982, o lançamento da trilha só ocorreu em 1994, e desde então aparecem várias versões, desde músicas feitas que não são utilizadas no filme, até músicas posteriores mas inspiradas no filme.

BahiaPirata!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dr Dre - The Chronic (1992)

Dr. Dre é o cara daqueles fones da beats, e atualmente é bem famoso pelo seu êxito financeiro no mercado musical. Já sabia que o rapaz mandava ver devido a seu trabalho no NWA, e o quão importante o grupo fora para transformar o Rap. Este disco é um marco do rap dos anos 1990 e não sei como demorei tanto tempo para chegar nele e, acabar só o ouvindo agora depois de assistir o filme sobre o NWA. O que há de mais notável neste disco é a capacidade sintética para com o rap dos anos 90, já que cunha parâmetros (me parece) ainda não foram abandonados. Em larga medida, e digo baseado no que aparece no filme Dope (2015), depois dos 1990's haveria um certo limbo, que ao mesmo tempo que consolida o Rap enquanto o grande gênero Pop, este perde sua capacidade de diálogo para além da ostentação e hedonismo, bem como uma potência de ruptura estética tão clara quanto a que ocorria em discos como este. Que fique claro, não choremos por genialidades perdidas no passado, isso é um conservadorismo dos mais avinagrados (se já não bastasse o conservadorismo por si só). Ainda me pergunto como demorei tanto tempo para chegar aqui. Escutemos o disco.

ChuteNoCÜ!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Money Mark - Mark's Keyboard Repair (1995)

Money Mark é um tecladista japinha que trabalhou com os Beastie Boys durante um bom tempo. Apesar do sucesso com os braquelos judeus do Beastie Boys e alguns discos produzidos, ele também lançou seu material solo. Este é um deles, e temos basicamente uma série de "brincadeiras" com o teclado. É um disco para ser ouvido sem pressa. A faixa "insects are all around us" aparece na trilha sonora de dick & jane.

sábado, 18 de outubro de 2014

Killing Chainsaw - Slim Fast Formula (1994)

Já faz algum tempo que eu venho defendendo a cena alternativa brasileira em relação a mainstream no quesito musical. Parece que após um surto nos anos 1980, o rock brasileiro entra numa decadência... discussões a parte sobre a qualidade do cenário nacional, é uma constatação sincera minha afirmar que é no dito cenário underground brasileiro que as melhores bandas surgem. Apesar de galgarem as rádios nos anos 1990, bandas como Raimundos, Planet Hemp e Nação Zumbi, para citar as mais famosas, são geradas em circuitos independentes. Desse circuito independente (alternativo, underground... como quiser) o grande nome foi sem dúvidas Pin Ups. Quando pesquisei coisas sobre o Pin Ups para postar aqui no blogue, me deparei com Killing Chainsaw (motosserra matadora?), que foi uma grande promessa e como podemos constatar tinha todo potencial para suprir os anseios sobre ela. Mas segundo uma série de fatores (desde pessoais até de "gravadoras") a banda acabou... Este parece ser um dos poucos materiais gravados com boa qualidade sonora - confesso não ter escutado os outros discos. Seu som é marcado aqui pelo peso das duas guitarras, uma bateria ativa e um baixo bem marcado. Uma dificuldade é classificar a banda, pois percebemos a pegada do grunge, a barulheira do shoegazing, e um peso, bem de leve, de metal, mas acho forçado enquadrar a banda em qualquer um dos estilos descritos acima. Uma característica são as letras em inglês, algo muito comum na época, nem que seja no nome da banda - alguém ai falou do Planet Hemp? Talvez por eu ser uma criança, ou pela nostalgia com o passado, os anos 1990 tinham uma efervescência ótima de bandas brasileiras, Killing Chainsaw é uma dessas bandas ótimas que passaram por aqui.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

David Bowie - Earthling (1997)

Que David Bowie é um camaleão todo mundo já sabe, e isso não é nenhuma novidade. O que acontece é que sua produção é vastíssima e muito abrangente. Tem música em italiano, em alemão e até em inglês! Entre este material obscuro de Bowie temos alguns discos inteiros, e Earthling é um destes discos. Inspirado na cena House inglesa dos anos 1990, Bowie resolveu produzir um disco nessa linha. O disco não é uma obra de arte como Ziggy Stardust & the Spiders from Mars ou Heroes, mas ainda assim é bom o suficiente para não diminuir o nome de Bowie. O uso daquelas programações, baterias, sintetizadores e sequenciadores ainda estão ali, como todo bom House deve ter, porém o uso de instrumentos está bem presente e dá o tom original de "Ah, isto é David Bowie". Faixas como Little wonder e Dead Man Walking, poderiam tranquilamente arrasar numa pista de dança. 

domingo, 22 de junho de 2014

Porno for Pyros - Porno for Pyros (1993)

Os anos 1990 trouxeram o rock alternativo para os holofotes, desde então ele se tornou algo mais comum do que parece. Porno for Pyros é uma dessas bandas alternativas garageiras que passaram pela terra no começo dos anos 90. Resultado da interrupção dos trabalhos no Janes Addiction, membros remanescentes acabaram fundando a Porno for Pyros, chegaram a lançar nada mais que dois discos. Este é o primeiro deles. O tom garageiro está bem marcado nas canções, que buscam alcançar alguma psicodelia, algo perceptível pelos efeitos de guitarra e outras estripulias ao longo das canções. Acho curioso que em canções como Black girlfriend e Orgasm, eles lembram bastante uma sonoridade post-rock, porém de uma forma primitiva e relativamente distante deste gênero. É um disco curioso, com música tão estranhas e bizarras quanto a capa do disco.

sábado, 7 de junho de 2014

Unrest - Imperial f.f.r.r. (1992)

Muitas coisas só são devidamente compreendidas após algum tempo, talvez por este motivo sentimentos de nostalgia são tão comuns. Apesar de ter nascido nos anos 1990, e devido a minha idade não ter tido como acompanhar tudo que rolava, o que é meio óbvio, esta é uma década que vem mostrando muita coisa boa para além do grunge. Uma série de bandas produzem discos que dão o ponta pé a sonoridades que vemos em voga nas bandas atuais. Unrest e seu imperial f.f.r.r. talvez façam parte deste gigante rol de bandas. O disco é muito bom, traz uma série de composições de caráter pop, porém originais, algo como um Galaxie 500 mais garageiro e ligeiro. As canções são em sua maioria calmas e possuem um caráter experimental mínimo. Confesso que apesar de ser um bom disco, sinto que falta alguma coisa, que não sei explicar o que, pode até ser eu, vai lá saber. De qualquer forma é um bom disco para ser ouvido.

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Autoramas - Motocross (1999)

 Autoramas está entre as minhas bandas nacionais favoritas, já os conhecia da leva de boas bandas que houveram no Brasil durante os anos 1990. Você com certeza conhece canções como "fale mal de mim", "você sabe" ou alguma outra. Faz anos que eles vêm sobrevivendo no Underground e infelizmente nunca vi um show deles (algo que dói no meu coração). Enquanto o fatídico show não acontece vamos ouvindo este EP lançado em 1999 com duas faixas instrumentais. A banda faz um som trabalhado sem abandonar a querida simplicidade.


obs: os links do piratebay vêm mudando constantemente devido a problemas do site que muda constantemente de país.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pin Ups - Lee Marvin (1997)

Pin Ups é constantemente indicada como uma das bandas mais importantes do underground brasileiro dos anos 1990. O fantástico é a qualidade do som da banda, totalmente ligada na cena gringa que vinha rolando (leia-se: Inglaterra & Estados Unidos). Não devendo em nada para o que vinha sendo produzido lá fora. Pessoalmente gosto mais do Lee Marvin do que do time will burn, os dois únicos discos que conheço da banda (se tiver mais alguma coisa, posta ai). Neste disco em especial, o vocalista original abandona a banda pra se dedicar a sua família, nem chegando a participar do show de lançamento, por isso os vocais são revezados e a baixista Alê começa a cantar. Se você se interessa pela movimentação do underground de 1990 (onde Planet Hemp e Naçao Zumbi são os expoentes maiores), vale a pena ouvir Pin Ups e ficar imaginando como eram os festivais que rolavam, que eu, na época uma inocente criança, via alguma coisa quando minha irmã e primo (mais velhos) trocavam do cartoon network para a mtv na casa do meu avô, já que eu não tinha tv a cabo.

&

sábado, 16 de novembro de 2013

Chapterhouse - Whirlpool (1991)

Chapterhouse parece ser uma daquelas bandas fatásticas que não deram certo, ou seja, não ficaram famosas. Isso não reduz em nada a qualidade das músicas. O som da banda é um shoegazing de primeira, a faixa de abertura, Breathe, é uma maravilha de linda. Como toda vez que eu ouvia essa música perto de alguém me perguntavam "que som é esse?", imagino que mais gente do que eu vai achar este disco coisa fina. Achei-os um pouco mais pop do que o MBV. Na real, pra mim o shoegazing não passa de um pop barulhento.

sábado, 9 de novembro de 2013

Aspidistra - Grip 7 (1991)

Aspidistra não parece ser uma banda famosa, só ouvi falar desse disco que encontrei certo dia por acaso num blogue que desde os temerosos dias do SOPA e PIPA não existe mais. A banda é na linha Shoegazin e Noise dos anos 1990. São só duas músicas no EP. O Som é relaxante, tem aquilo que chamo de um "mar de guitarras".

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pavement - Slated & Enchanted (1992)

 Dos vários discos do Pavement, seu albúm de estréia é de longe meu favorito. O resto do seu trabalho depois deste disco é legal, mas para mim não chega nem perto do que é este disco. Seu som é bem diferente do que vejo depois. As guitarras são mais selvagens, e o som bem mais experimental. Em termos da época em que foi lançado este disco simplesmente é demais. Segue sim a onda da época, mas é um cadinho especial em relação a boa parte do que vinha sendo produzido nos começos de 1990.

sábado, 10 de agosto de 2013

Sweet 75 - Sweet 75 (1997)

Sempre tive interesse pelos trabalhos do Krist Novoselic além do Nirvana. Já tinha escutado alguma coisa, e parece que o trabalho é vasto. Numa destas empreitadas na busca de material do exótico baixista do Nirvana encontrei Sweet 75. Parece que Krist encontrou a vocalista nas ruas. Ela é uma garota de rua venezuelana que estava vivendo nos EUA. Admito que esta garota foi um grande achado de Krist Novoselic. Os vocais são bons. Apesar do disco se caracterizar pelo rock, assim mesmo, de forma genérica, caminhando e mesclando vários elementos, minha canção favorita é "Cantos de Pilon", a mais étnica de todas. Música boa, mas já aviso que longe de ser excelente. A banda acabou em 2000.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Planet Hemp - Os cães ladram mas a caravana não pára (1997)

 Talvez hoje em dia possa parecer bizarro, mas quando este disco saiu ele foi fundamental para mim. Minha irmã que estava começando a se ligar em som, acabou correndo atrás e conseguiu comprar um cd deles e levar para casa. Como ainda éramos muito pirralhos ouvir este disco era algo para ser feito escondido, quando nossos pais não estavam em casa. Complicado crianças ouvirem "queimando tudo" na frente de seus pais. Havia essa empolgação toda, alguns amigos na escola também tinham irmãos mais velhos e escutavam Planet Hemp também. Era, para mim, algo como uma definição de "legal" quem ouvia ou não Planet Hemp. Hoje em dia vejo que a banda foi muito mais do que algo proibido e que falava de muito mais do que sobre maconha, tema sempre polêmico. Percebo agora que eles tratam de outros assuntos, e que o tema da maconha era apenas o que chamava mais atenção. As letras tem um conteúdo muito bom, falando desde a música até problemas da nossa sociedade (muitos ainda enfrentados, a exemplo de uma polícia corrupta ou a criminalização da maconha). Além disso o som da banda é muito bom, fazem aquele caminho comum, mas difícil, da "mistureba", manifesto antropofágico puro, caminhando entre vários ritmos do underground e de ótima qualidade. Este disco com toda certeza é um clássico e na minha opinião o melhor da banda. Sem falar que eles já estavam por dentro do esquema das gravadoras alternativas e festivais, apesar de falarmos muito hoje sobre isso devido a importante alternativa que isto tudo representa para a grandes gravadoras (inimigas mortais do download pela internet), tal esquema gravadoras laternativas/festivais, já faziam bastante barulho nos anos 1990 - DIY.

sábado, 29 de junho de 2013

The Cure - The 13th (1996)

Ganhei este disco de presente de aniversário da minha namorada. Foi o disco que o dinheiro dela permitia comprar na época, queria me fazer uma surpresa e conseguiu. Me via como a pessoa que mais entendia e sabia sobre pós-punk na cidade naquelas épocas. Este Single contém duas faixas, a primeira, "the 13th", está bem ligado a um experimentalismo, a influência de sons não tão comuns ao rock estão ali. A segunda faixa "Adonais", é a minha favorita, e é também aquele som mais tradicional do Cure que estamos acostumados. Creio que as canções deste single não saíram em nenhum álbum em específico. Lhes deixo um arquivo em formato .flac e com os escaners da capa e disco. Espero que gostem deste exemplar do meu acervo pessoal.


Chute no cü

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sheik Tosado - Som de caráter urbano e de salão (1999)

Cada vez mais percebo como o manifesto antropofágico dá uma boa saída para a cultura brasileira de maneira geral. Suspeito que a produção cultural na década de 1990 já estava mais madura e procurava mais do que na década anterior, demonstrar sua face brasileira e identidade sem contudo cair em nacionalismos cegos. Na esteira iniciada pelo Clash e seguida pelo Mano Negra, a mistura do rock com os ritmos tradicionais ganhou sua legitimidade. Neste sentido o manisfesto antropofágico é uma boa saída pois não ignora o regional/local, tão particular de cada lugar (geográfico ou não), com o que vêm de outras latitudes. A língua já faz essa mistura, de pegar trejeitos locais e mesclar eles com outros, algumas vezes vindos de longe. A cultura tem disso, ela não é pura, não se quer pura, "pureza é um mito", já colocava Oiticica nesta frase de duplo sentido - seja por ser elemento fundador de muita coisa, como por ser algo impossível, brincando com este duplo sentido da palavra mito dado no cotidiano: origem ou mentira. Neste sentido Sheik Tosado a banda que tornou o China (sim aquele cara da MTV) conhecido. O som é bem particular, mistura as guitarras do rock underground (hardcore e afins) com a batucada do frevo. Sim eu sei que Chico Science e a Nação Zumbi também vão fazer isso, mas vale lembrar que as duas bandas são diferentes, assim como a cultura em cada lugar, é um rizoma afinal.

domingo, 10 de março de 2013

Fun People - Anesthesia (1995)


Os anos 1990 são cada vez mais nostalgicos. Havia uma cena alternativa muito forte na época, entre as várias o Hardcore estava com tudo. Em Buenos Aires a cena estava forte, e Fun People é absolutamente o expoente mais forte desse movimento. Alternando as letras entre o espanhol e o inglês, Nekro (Vocalista da banda) consegue oscilar muito bem entre tons agudos e graves. Seu tom de voz é um dos mais particulares que já escutei até hoje. O som é Hardcore com fortes pegadas melódicas, mas nesta época não se falava em Emocore e coisas do gênero que apareceram mais tarde. Os temas das músicas variam entre: vegetarianismo, questões políticas e éticas.