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sábado, 13 de junho de 2015

Unknown Mortal Ochestra - Unknown Mortal Ochestra (2011)


 Unknown Mortal Ochestra me pegou de surpresa. Imaginava eu que seria mais uma dessas bandas modernosas, mas não se encerram ai. Ruban Nielson conseguiu construir uma sonoridade impar através de sua guitarra, o que é para mim o grande destaque. Basicamente, a banda soa eletrônica, mas não é. Seu som é bem agradavél, nessa onde nova da psicodelia que está em ebulição e talvez Tame Impala seja o grande nome.



CHUTEnoCÜ!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

the Upholsterers - Makers of High Grade Suites (2000)

Jack White trabalhava como aprendiz numa estofaria, foi lá que ele conheceu Brian Muldoon e os dois montaram uma banda, no mesmo estilo de White Stripes, guitarra e bateria. Seguindo essa linha do Flat Duo Jets, Jack White vai mostrar aqui o seu primeiro grito registrado. O curioso é observar a energia das músicas, Apple of my eye, composição do próprio White, é o grande destaque entre as três músicas do EP, todas ouvidas e re-ouvidas incansávelmente.É curioso observar nisso tudo como o punk serve ainda hoje para firmar bases sólidas, mesmo não sendo Jack White um primor em questões técnicas, é graças a sua base punk que a energia e a vontade de tocar estão sempre presentes em suas músicas.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mac Demarco - Rock'n'roll Nightclub (2012)

Algumas dicas valem a pena, Mac DeMarco é uma delas. Quando ouvi seu som pela primeira vez percebi que era algo bonito, gostoso e tranquilo de ouvir, mas conforme tomei mais cuidado havia ali algo que não largava os meus ouvidos. Pode ser o reverb que é um dos efeitos mais incríveis, mas só isso não basta. Suas composições são simples, dá para desvendar o "desenho" das notas só de ouvir. Você se toca que o som é simples, sem floreios e firulas. Isso não torna suas composições medíocres. É uma música ótima, para momentos mais tranquilos. Pode combinar com praia, bar e até uma festa. Ou seja, é versátil. Este EP é o que mais venho escutando dele, mas recomendo qualquer coisa do Mac Demarco, mas escute a faixa título só pra começar, Rock'n'roll Nightclub é uma beleza. Suas músicas envolvem.

sábado, 18 de outubro de 2014

Killing Chainsaw - Slim Fast Formula (1994)

Já faz algum tempo que eu venho defendendo a cena alternativa brasileira em relação a mainstream no quesito musical. Parece que após um surto nos anos 1980, o rock brasileiro entra numa decadência... discussões a parte sobre a qualidade do cenário nacional, é uma constatação sincera minha afirmar que é no dito cenário underground brasileiro que as melhores bandas surgem. Apesar de galgarem as rádios nos anos 1990, bandas como Raimundos, Planet Hemp e Nação Zumbi, para citar as mais famosas, são geradas em circuitos independentes. Desse circuito independente (alternativo, underground... como quiser) o grande nome foi sem dúvidas Pin Ups. Quando pesquisei coisas sobre o Pin Ups para postar aqui no blogue, me deparei com Killing Chainsaw (motosserra matadora?), que foi uma grande promessa e como podemos constatar tinha todo potencial para suprir os anseios sobre ela. Mas segundo uma série de fatores (desde pessoais até de "gravadoras") a banda acabou... Este parece ser um dos poucos materiais gravados com boa qualidade sonora - confesso não ter escutado os outros discos. Seu som é marcado aqui pelo peso das duas guitarras, uma bateria ativa e um baixo bem marcado. Uma dificuldade é classificar a banda, pois percebemos a pegada do grunge, a barulheira do shoegazing, e um peso, bem de leve, de metal, mas acho forçado enquadrar a banda em qualquer um dos estilos descritos acima. Uma característica são as letras em inglês, algo muito comum na época, nem que seja no nome da banda - alguém ai falou do Planet Hemp? Talvez por eu ser uma criança, ou pela nostalgia com o passado, os anos 1990 tinham uma efervescência ótima de bandas brasileiras, Killing Chainsaw é uma dessas bandas ótimas que passaram por aqui.

domingo, 17 de agosto de 2014

Charlie Megira & the Modern Dance Club - Love Police (2012)

Charlie Megira me desconcertou. Sua sonoridade já tem algo ali que conhecemos, o abuso do reverb, guitarras nevorsas, vocais berrados, referências claras a um rock "morto", 50toso, ou 90toso, porém tudo isso de uma maneira bem original, pois são referências, não imitações. Confesso que não esperava tanto de um cara alto, desajeitado e estranho vindo de Israel (!). Acontece que você vai pirar no seu som, que passeia pelo shoegazing e surf rock. Talvez temos aqui uma banda que traga algo novo para o rock, porém esse disco é restrito ao que chamamos de underground, não é nada pop, mas é muito bom. Seu disco é selvagem, cru e puro. Já aviso que foi complicadíssimo achar qualquer material dele, então aproveitem a oportunidade, pq o disco vale a pena.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

The Lemonheads - Hate your friends (1987)

Este é um disco que surpreendeu. Você talvez conheça Lemonheads pelo clipe de Mrs Robinson, ou alguma outra canção mais melodiosa. Não é o caso deste disco, estão crus e nus, como uma boa banda de punk rock bem garageiro é. O incrível é que fazem com maestria esse be-a-bá do punk rock e rock alternativo muito bem, não tão original quanto se gostaria, mas bem feito, e no final das contas, boa música é tão importante quanto música nova. É o disco de estréia da banda, que vai ganhando contornos mais melodiosos ao longo de sua carreira. Também nunca foram uma grande banda, sempre mais restritos ao circuito underground, seu maior sucesso na mídia ainda foi o cover do Simon & Garfunkel. Apesar da sujeira do som deles, já está presente um leve toque melodioso, nada muito forte, mas bem marcado. E eu adoro!

domingo, 22 de junho de 2014

Porno for Pyros - Porno for Pyros (1993)

Os anos 1990 trouxeram o rock alternativo para os holofotes, desde então ele se tornou algo mais comum do que parece. Porno for Pyros é uma dessas bandas alternativas garageiras que passaram pela terra no começo dos anos 90. Resultado da interrupção dos trabalhos no Janes Addiction, membros remanescentes acabaram fundando a Porno for Pyros, chegaram a lançar nada mais que dois discos. Este é o primeiro deles. O tom garageiro está bem marcado nas canções, que buscam alcançar alguma psicodelia, algo perceptível pelos efeitos de guitarra e outras estripulias ao longo das canções. Acho curioso que em canções como Black girlfriend e Orgasm, eles lembram bastante uma sonoridade post-rock, porém de uma forma primitiva e relativamente distante deste gênero. É um disco curioso, com música tão estranhas e bizarras quanto a capa do disco.

sábado, 10 de maio de 2014

Erkin Koray - Erkin Koray (1973)

Usando o fuzz e a psicodelia sem medo, Erkin Koray lançou um dos discos mais significativos para o rock turco. Apesar do rock tomar proporções mundiais com o final dos anos 1960 e primórdios de 1970, sua cara ainda era muito "americana" e as pessoas começam a buscar por uma expressão mais legítima do rock, é assim que surgem movimentos como tropicália, kraut rock e o anatolian rock, este último da Turquia. Mesclando os elementos do rock psicodélico de então com a sonoridade da música tradicional turca, especialmente da região da Anatólia, Erkin Koray mostra por que é um dos maiores ícones da música turca, e na minha opinião do mundo, já que pago um pau danado pra esse cabra. A estrutura tradicional está ali, perceptível na guitarra fuzzeada imitando uma baglama (instrumento que Koray sabe tocar) dando uma sonoridade que acaba soam "árabe" aos nossos ouvidos - cabe colocar que se demonstra respeitoso diferenciar a cultura turca da árabe, já que são duas vertentes diferentes. Esta estrutura tradicional também aparece nos vocais, que segue as variações vocais tradicionais da música turca. Tudo isto sem deixar de ser um disco de rock psicodélico. Absolutamente um clássico e um disco memorável. Destaque para Mesafeler, Istemen, Cicek Dagi, Sana Birseyler Olmus e a atualmente favorita Ilhahi Morluk.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Wire - Object 47 (2008)

Certamente Wire é uma banda histórica devido a clássica trilogia Pink flag, Chairs Missing, 154, onde a banda consegue se reinventar e criar novas sonoridades em um curto espaço de tempo, pra quem não sabe os discos são de 1977, 1978, 1979! É estranho que a banda não tenha vingado muito, seu som não é tão contagiante quanto o do Sex Pistols, ou não pega tão fundo quanto Joy Division, bandas que estavam na ativa quando esta banda surge. Ainda assim, Wire é uma banda que vale a pena sentar e escutar, nunca se negaram e se reinventar e assim seguiram. O que pouco gente sabe é que a banda praticamente nunca parou, diminuiu suas atividades, mas sempre continuou produzindo, e o melhor, além de sua fase clássica ainda assim lançaram material muito bom. Quando me dei conta de que sua discografia seguia até os dias atuais tive que buscar algo mais recente da banda e acompanhar o que estava rolando, diferente do que ocorreu na minha busca pelo stranglers, a decepção não veio, eles não ficaram bregas ou com uma pegada menos marcante, pelo contrário mais uma vez eles conseguem se reinventar, compor uma nova sonoridade, pegar o que há de mais além na sua área e seguir em frente. Quando observamos bandas por um longo período de tempo, acabamos nos dando conta de como isso é importante, ainda mais quando nos deparamos com um disco como esse, que não fica devendo em nada para o peso que Wire acaba tendo.

domingo, 23 de março de 2014

Las Vegas Grind, part 2

Las vegas é um simbolo muito forte da cultura americana. Parece que por lá as coisas são todas possíveis, talvez por isso sua conotação sexual tão forte (mesmo que hoje em dia seja proibida a prostituição dentro dos limites da cidade). A música querendo ou não sempre foi algo importante na sociedade, seja como algo principal da noite, seja apenas como ambiência ou como pano de fundo para um show de strip tease. O que chama atenção aqui é este "rockabilly" incomum, particular, estranho, difere do Little Richard, Elvis ou Chuck Berry, mas ainda é Rockabilly. A originalidade chama muito a atenção, talvez pelo propósito final as músicas tem poucas vozes, geralmente quando se canta ou fala é alguma brincadeira ou simplesmente berros e gemidos, essas brincadeiras são acompanhadas pela banda que batuca aqui, toca um acorde diferente ali, muda o ritmo e por ai vai. De qualquer forma é uma boa coletânea para se ter. Logo posto as outras partes (parece que há até o volume 6).

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

terça-feira, 4 de março de 2014

Cleaners from Venus - In The Golden Autumn (1983)

Durante os anos 80 havia uma cultura das fitas k7 muito forte. Afinal, sem a internet era preciso dar algum jeito de conseguir suas músicas de uma forma mais barata. É também nos anos 1980 que o DIY do Punk está bem aceito entre os músicos e a busca por meios independentes de divulgação e gravação ganha notoriedade. Cleaners from Venus é uma espécie de banda "master" desta cultura do cassete (cassete culture, em inglês). Basicamente seu trabalho era lançado por meio do k7 e como podemos perceber pela capa, faziam um trabalho bem manual. O Som é bem particular, segue bem na linha dos anos 1980 mesmo, porém sua não tão boa qualidade de gravação acabam dando uma sonoridade lo-fi especial. Há uma mescla de elementos tradicionais do rock, como violão e guitarra, mas sintetizadores e baterias eletrônicas estão presentes. Recomendo ouvir Cleaners from Venus em dias de chuva. Vale a pena dar uma olhada nessa coisa do casste, parece que está voltando e que durante os anos 80 e princípios de 90 foi uma cultura muito forte, lançando muita coisa boa. Reza a lenda foi por meio das fitas que o indie rock se fez.

& 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

VA - Simla Beat (1970-1971)

Capa do disco de 1970
Parece que Simla era a maior marca de cigarro na Índia durante os finais de 1960 e princípios de 1970. Como o rock estava em alta eles aproveitaram para criar um festival de rock para as bandas de toda a Índia apresentarem sua música. Esqueça qualquer referência a música clássica indiana, parece que os músicos aqui jamais ouviram falar em Ravi Shankar ou até mesmo na sitar. Tão pouco deixe de esperar qualquer canção cantada em hindu ou algo parecido, todas as canções aqui são em inglês, por sinal em nada parecido com o falado pelo dono do mercadinho dos Simpsons. De qualquer maneira, são boas canções e não ficam devendo em nada para a psicodelia de garagem que era produzida durante esse período em qualquer parte do mundo. As músicas encontradas aqui de maneira geral não são algo tão elaborado quanto teremos neste período nos países nórdicos, nem tão original quanto o que foi a Tropicália. Apesar de boa música esta compilação dos vencedores de um concurso produzido pela indústria do cigarro para atrair o mercado jovem da Índia, tudo não passa de uma cópia do que vinha sendo produzido nos EUA e RU, revelando um baixa autonomia cultural neste sentido, algo perceptível pelos covers contidos nesta compilação. Isso infelizmente lhes tira muito da originalidade que podemos esperar. Óbvio e vale lembrar que cada povo faz as coisas a sua maneira e sempre adiciona algo.


Capa do disco de 1971


O link leva direto para uma compilção dos dois discos.

Bahia Pirata




sábado, 28 de dezembro de 2013

TSOL - Change Today? (1984)

Os anos 80 reservam muita coisa boa entre todo aquele pop famosérimo e o hard rock farofagem. Você precisa de paciência e vontade mas sempre se encontram coisas boas, Cure talvez seja o exemplo mais clássico. Havia uma cena underground durante os anos 1980 que será importante para coisas que surgem depois como Nirvana, My Bloody Valentine e Mudhoney. Não podemos esquecer todas essas citadas começam suas atividades no final de oitenta. O Skate estava muito ligado ao punk neste período, algo que me parece, vai mudar nos anos 1990 (assim como o estilo de andar, se aproximando muito mais do rap). Podemos sentir a importância que foi o punk rock para a música rock, pois o mais importante dito por aquele punhado de bandas do final dos anos 1970 foi, "faça a sua música", acabando com várias regras - vide Clash. Tsol é uma dessas bandas importantes do período, sua canção "Flowers by the Door" é sem dúvida a melhor canção do disco seu ar é bem soturno.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Autoramas - Motocross (1999)

 Autoramas está entre as minhas bandas nacionais favoritas, já os conhecia da leva de boas bandas que houveram no Brasil durante os anos 1990. Você com certeza conhece canções como "fale mal de mim", "você sabe" ou alguma outra. Faz anos que eles vêm sobrevivendo no Underground e infelizmente nunca vi um show deles (algo que dói no meu coração). Enquanto o fatídico show não acontece vamos ouvindo este EP lançado em 1999 com duas faixas instrumentais. A banda faz um som trabalhado sem abandonar a querida simplicidade.


obs: os links do piratebay vêm mudando constantemente devido a problemas do site que muda constantemente de país.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Suicide - First Album (1977)

Suicide é um duo, bateria eletrônica, sintetizador e vocal. Seu som é bem particular e está ligado ao punk nova iorquino dessa época. Óbvio que eles seriam um episódio a parte, mas não os desconsidero de toda aquela cena descrita em mate-me por favor, apesar de não lembrar deles no livro. De qualquer forma pelo que eu sei eles foram e continuam sendo muito influentes, é só ouvir que alguns sons serão familiares. É uma música sombria, e por vezes difícil de ouvir (confesso que raramente escuto mais de duas músicas seguidas). Ghost Rider é o grande hit do disco. Se você se interessa pela música "eletrônica", Suicide é parada obrigatória para qualquer listinha dos discos mais importantes. Selvagem é o som deles. E aproveitem antes que não tenhamos mais piratebay.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pin Ups - Lee Marvin (1997)

Pin Ups é constantemente indicada como uma das bandas mais importantes do underground brasileiro dos anos 1990. O fantástico é a qualidade do som da banda, totalmente ligada na cena gringa que vinha rolando (leia-se: Inglaterra & Estados Unidos). Não devendo em nada para o que vinha sendo produzido lá fora. Pessoalmente gosto mais do Lee Marvin do que do time will burn, os dois únicos discos que conheço da banda (se tiver mais alguma coisa, posta ai). Neste disco em especial, o vocalista original abandona a banda pra se dedicar a sua família, nem chegando a participar do show de lançamento, por isso os vocais são revezados e a baixista Alê começa a cantar. Se você se interessa pela movimentação do underground de 1990 (onde Planet Hemp e Naçao Zumbi são os expoentes maiores), vale a pena ouvir Pin Ups e ficar imaginando como eram os festivais que rolavam, que eu, na época uma inocente criança, via alguma coisa quando minha irmã e primo (mais velhos) trocavam do cartoon network para a mtv na casa do meu avô, já que eu não tinha tv a cabo.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Las Vegas Grind Part 1




Las Vegas Grind (em 6 partes), é uma série de compilações de rock n'roll, rythm & blues, garagem e soul a-go-go. A perfeita trilha sonora para  strip tease dos anos 60, e pra quem gosta de requebrar ao estilo twist. Las Vegas sempre foi um pólo de entretenimento, boêmia e cabarets, por isso acredito que os discos tenham esse título, apesar dos artistas não necessariamente serem do deserto do estado de Nevada.
Extremamente dançante, brincalhão e até bobinho, as músicas tem aquela conotação sexual cheia de jargões ("oh my baby boo"). Não espere grandes letras, mas uma coleção autêntica de rock oldschool com ótimos ritmos.
Os artistas, em sua maioria, não são conhecidos, mas ao mesmo tempo, não eram  totalmente parte de uma "subcultura", já que na época, gravadoras cediam espaço e rádios eram abertas a música jovem. Em uma proporção diferente da atual, Las Vegas Grind foi o som "hipster" de algum momento dos anos 60.
Las Vegas Grind foi lançado pelo sub-selo Strip, da lendária gravadora Crypt Records. Com o sub-selo Strip, eram lançados compilações rockabilly, garagem e r&b como LV Grind e Jungle Exotica (que pretendo falar sobre mais tarde).
Passe cera no chão, vista um bom sapato ou fique de meias, e se prepare para dançar muito (inspire-se em Mia Wallace e Vince Vega)!





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pavement - Slated & Enchanted (1992)

 Dos vários discos do Pavement, seu albúm de estréia é de longe meu favorito. O resto do seu trabalho depois deste disco é legal, mas para mim não chega nem perto do que é este disco. Seu som é bem diferente do que vejo depois. As guitarras são mais selvagens, e o som bem mais experimental. Em termos da época em que foi lançado este disco simplesmente é demais. Segue sim a onda da época, mas é um cadinho especial em relação a boa parte do que vinha sendo produzido nos começos de 1990.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Louise Attaque - À Plus tard Crocodile (2005)

 Já faz algum tempo que este disco está guardado só esperando o momento certo. Me parece que são umas das bandas mais originais desta virada do noventa para dois mil. A mistura de rock de garagem, arte rock e um "quê" de músicas folclóricas associados a língua francesa dão o tom da banda. O som por vezes é bem calmo, outras mais dançante. Bom para beber um vinho talvez - não resisto ao cliché do francês e do vinho... Descobri o grupo nos tempos de ficar horas em comunidades de bandas no orkut num daqueles tópicos de recomendação de bandas, é verdade que você escuta como muito duas ou três das quatrocentas bandas citadas, mas algum fruto sempre rende.
 Louise Attaque é uma banda particular, e ainda pretendo postar mais material deles.