Este disco do Cory Hanson me pegou desprevenido, e é ótimo quando algo assim acontece. Com sua vertente clara pelo folk estadunidense no melhor estilo voz e violão, suas músicas são maravilhosamente complementadas por banda de apoio e orquestra. O resultado deste disco de pouco mais de meia hora, é maravilhoso. Arrisco que é um disco para estar entre os melhores de 2016, e eu nem ouvi os outros. Poderia ser mais um folk manjado, mas não é. Suas músicas são tranquilas, e creio, falam deste limbo que vivemos dos 2000's pra cá. É uma música que te ajuda a absorver os momentos do dia. O violão simplório e marcante dá uma sustentação para todo o resto. Um disco maravilhoso.
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sábado, 18 de março de 2017
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Iggy Pop - Post Pop Depression (2016)
Este disco flerta bastante com uma certa alta da música pós-punk-depressiva-noir. A estética é esta o disco todo, e a referência é clara ao lermos uma das faixas chamas german days, nos remetendo as andanas de Pop por Berlim. Não estamos falando de obra-prima, e acredito que Iggy Pop já produziu as obras primas que uma pessoa na terra poderia produzir. Ainda assim o disco é bem consistente, apresenta faixas que valem a pena serem ouvidas muito mais do que uma única vez, como é o caso da minha favorita Gardenia. O fato de contar com um músico experiente como Joshua Homme, mais famoso por sua atuação junto ao Queens of stone age colabora bastante. Suas guitarras não são óbvias, e vão para além da pegada garageira que lhe deixou famoso. O que digo de Joshua Homme é que ele conseguiu ir além daquilo que o consagrou, palmas para ele. E Iggy Pop conseguiu produzir um disco sintonizado, bem acabado e bom de ser ouvido, mais palmas. Lembrando que uma banda não é nada sem a totalidade de seus integrantes, as palmas não podem faltar para Dean Ferita e Matt Helders.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
The Horrors - Luminous (2014)
The Horrors é uma banda da qual meus amigos sempre falavam, e da qual eu exercia muito da minha resistência para bandas atuais. Porém, eles foram me cativando no momento certo, junto com um bom sistema de som, questão pela qual eu prezo cada vez mais. Sua sonoridade flerta com uma série de coisas que eu adoro, muitos efeitos, ambiência, experimentação e uma música nem tão longa (apesar de se estenderem mais neste disco do que em relação ao começo de carreira). Definitivamente eles começaram como uma promissora banda de garagem, e conseguiram galgar um lugar na produção de música de qualidade. Suas músicas soam grandiosas, em largas medidas devido ao seu uso e abuso de teclados e efeitos. Luminous já é a pegada mais madura da coisa toda, seu som é mais grandioso, mais refinado do que nos discos anteriores, vai ver por isso demorei um pouco mais para pegar este disco. Minha teoria de que quanto mais tempo você demorar pra curtir um disco, mais tempo você curte ele na sua vida, algumas vezes acerta.
BahiaPirata!
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
The Organ - Sinking Hearts EP (2002)
The Organ é uma banda fantástica, consta que a vocalista e frontwoman, passou por uma formação clássica e desconhecia as bandas mais soturnas dos anos 80 como cure, smiths, siouxsie etc, só conhecendo mais tarde, se fascinando e montando the Organ. A banda me pegou de jeito, abusando do chorus, das linhas conduzidas por um sofrimento ativo (um sofrimento que se mexe e te faz dançar). Este é o EP siminal antes delas lançarem o disco deradeiro (grab that gun). The organ vale a pena ouvir cada canção, suas músicas caem muito bem.
chutenocÜ!
chutenocÜ!
sábado, 22 de agosto de 2015
Motorama - Alps (2010)
Motorama é uma banda que surpreendeu bastante, pois conseguem fazer um indie com pegada pós-punk muito audível, fácil de escutar e alinhado com as tendências de seu tempo (leia-se o que é produzido no eixo UK-USA), usam o recurso da língua inglesa, mas ao mesmo tempo conseguem manter a sua identidade, deixar uma marca clara de "seu" na música. Segundo pesquisei, eles tem a mesma banda com dois nomes, uma canta em russo e outra em inglês - motorama. Por questões de alfabeto não consegui nada deles em russo, muito treta esse alfabeto cirílico. Seu som é marcado por um vocal grave, guitarras limpas, algumas vezes com algo mais, mas sem exageros (chorus), e teclados para dar um tom mais complexo e elaborado para seu arranjo de sonoridade simples. O uso de reverb somado a composição das canções, faz com que eles consigam dar uma atmosfera ótima em suas músicas. Talvez eles te levem para um daqueles apartamentos modernos da era soviética que ainda estão por lá, e como a neve já cobriu tudo, escutá-los fará todo sentido. A música compass pode te pegar com tudo.
chutenocü!
ps: além do Alps, tem mais dois singles.
sábado, 13 de junho de 2015
Unknown Mortal Ochestra - Unknown Mortal Ochestra (2011)
Unknown Mortal Ochestra me pegou de surpresa. Imaginava eu que seria mais uma dessas bandas modernosas, mas não se encerram ai. Ruban Nielson conseguiu construir uma sonoridade impar através de sua guitarra, o que é para mim o grande destaque. Basicamente, a banda soa eletrônica, mas não é. Seu som é bem agradavél, nessa onde nova da psicodelia que está em ebulição e talvez Tame Impala seja o grande nome.
CHUTEnoCÜ!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Mac Demarco - Rock'n'roll Nightclub (2012)
Algumas dicas valem a pena, Mac DeMarco é uma delas. Quando ouvi seu som pela primeira vez percebi que era algo bonito, gostoso e tranquilo de ouvir, mas conforme tomei mais cuidado havia ali algo que não largava os meus ouvidos. Pode ser o reverb que é um dos efeitos mais incríveis, mas só isso não basta. Suas composições são simples, dá para desvendar o "desenho" das notas só de ouvir. Você se toca que o som é simples, sem floreios e firulas. Isso não torna suas composições medíocres. É uma música ótima, para momentos mais tranquilos. Pode combinar com praia, bar e até uma festa. Ou seja, é versátil. Este EP é o que mais venho escutando dele, mas recomendo qualquer coisa do Mac Demarco, mas escute a faixa título só pra começar, Rock'n'roll Nightclub é uma beleza. Suas músicas envolvem.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Mission of Burma - Signalls, Calls & Marches (1981-2008)
Durante os anos 80 as bandas pareciam competir para ver qual era a mais grandiosa, seja nos efeitos infinitos de uma nave espacial pousando, quanto pelo virtuosismo extremo de seus músicos. Mission of Burma já parece ser uma resposta do que estava acontecendo na surdina, nos lugares mal iluminados. Com um trio na clássica formação de baixo, guitarra e bateria eles conseguiram criar uma sonoridade ímpar e cheia de energia. Seu som consegue envolver quem o escuta, mesmo com toda sua simplicidade. Apesar do sucesso inicial, a banda formada em 1980 na cidade de Boston, termina em 1983. Este disco é um EP originalmente lançado num circuito pequeno em 1981, porém após a volta da banda em 2002, no ano de 2008 eles relançam este EP com algumas faixas extras. Aqui temos a clássica "That's when reach for my revolver" e "Max Ernst". A pegada da banda é bem marcante, e apesar de sua sonoridade bem fiel ao punk, seu clima sonoro nos remete ao pós-punk (afirmação possível principalmente pelas letras).
terça-feira, 30 de setembro de 2014
La Femme - Psycho Tropical Berlin (2013)
La Femme é uma banda francesa que faz um som bem original. Sua pegada eletrônica com direito a energia punk me levam a enquadrar a banda no Cyberpunk. Pode ser algo exagerado, mas ainda considero o mais plausível. Suas letras em francês mostram que mesmo depois de Françoise Hardy, Johnny Hallyday e Mano Negra, a música pop francesa continua viva como nunca! Os synths estão ali junto com bateria, guitarra e baixo, dá vontade de sair pulando na maior parte das canções. É um disco recente - 2013 - e que vem sendo digerido. Recomendadíssimo.
sábado, 20 de setembro de 2014
The Organ - Grab that gun (2004)
The Organ é uma dessas bandas maravilhosas que duram apenas um instante. Banda formada por mulheres, possuem uma sonoridade bem soturna e próximo as bandas clássicas dos anos 1980, como Joy division, Cure e Smiths, mas com uma cara particular. A referência é clara, bem explícita, mas não é algo forçado. O som limpo, cristalino e cheio de chorus é constante, com linhas de baixo bem definidas e um teclado fazendo arranjos necessários. Fiquei bem impactado quando escutei esse disco pela primeira vez e ainda escuto ele recorrentemente. Nisto tudo, me anima a quantidade de bandas na linha revival do pós-punk durante os anos 2000, esta foi (e continua sendo) uma sonoridade a qual se deve muito. Este é o único álbum completo que gravaram, além deste disco há mais dois EP's. Em 2006 a banda acabou devido a questões pessoais.
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sábado, 30 de agosto de 2014
(V.A.) - NME C86 (1986)
Em 1986 a famosa revista NME resolveu selecionar o que havia de melhor rolando em fitas k-7 da cena independente inglesa, organizando assim uma coletânea e lançada em cassete mesmo. Esta coletânea acabou se tornando um marco, pois é tratada como um prenúncio do que viria a ganhar holofotes mais tarde. Quando relançaram em 2006 uma edição especial, a coletânea foi subtitulada como "the birth of indie rock", o que estou longe de discordar. A qualidade das gravações é aquela única e especial das fitas k7. O engraçado é ouvir algumas bandas que depois ficam famosas e bem produzidas em sua versão quase "demo". C86 é uma coleção interessante para entender melhor a cena underground britânica dos anos 1980. Seu som ainda mantém a simplicidade do fresco punk rock, mas já bem encaminhados para experimentações, psicodelias e melodia.
domingo, 17 de agosto de 2014
Charlie Megira & the Modern Dance Club - Love Police (2012)
Charlie Megira me desconcertou. Sua sonoridade já tem algo ali que conhecemos, o abuso do reverb, guitarras nevorsas, vocais berrados, referências claras a um rock "morto", 50toso, ou 90toso, porém tudo isso de uma maneira bem original, pois são referências, não imitações. Confesso que não esperava tanto de um cara alto, desajeitado e estranho vindo de Israel (!). Acontece que você vai pirar no seu som, que passeia pelo shoegazing e surf rock. Talvez temos aqui uma banda que traga algo novo para o rock, porém esse disco é restrito ao que chamamos de underground, não é nada pop, mas é muito bom. Seu disco é selvagem, cru e puro. Já aviso que foi complicadíssimo achar qualquer material dele, então aproveitem a oportunidade, pq o disco vale a pena.
sábado, 7 de junho de 2014
Unrest - Imperial f.f.r.r. (1992)
Muitas coisas só são devidamente compreendidas após algum tempo, talvez por este motivo sentimentos de nostalgia são tão comuns. Apesar de ter nascido nos anos 1990, e devido a minha idade não ter tido como acompanhar tudo que rolava, o que é meio óbvio, esta é uma década que vem mostrando muita coisa boa para além do grunge. Uma série de bandas produzem discos que dão o ponta pé a sonoridades que vemos em voga nas bandas atuais. Unrest e seu imperial f.f.r.r. talvez façam parte deste gigante rol de bandas. O disco é muito bom, traz uma série de composições de caráter pop, porém originais, algo como um Galaxie 500 mais garageiro e ligeiro. As canções são em sua maioria calmas e possuem um caráter experimental mínimo. Confesso que apesar de ser um bom disco, sinto que falta alguma coisa, que não sei explicar o que, pode até ser eu, vai lá saber. De qualquer forma é um bom disco para ser ouvido.
sábado, 26 de abril de 2014
Click - Wampum (1983)
The Click é uma banda originária de Lincoln, Nebraska. Pra quem não sabe isso quer dizer que eles são de uma cidade nem grande nem pequena no meio dos EUA. Me chama a atenção para a sonoridade que eles faziam, a guitarra faz sua sonoridade simples, a bateria é bem marcada, e o destaque fica por conta do contra-baixo, por vezes sintetizado. Fiquei impressionado com a originalidade da banda, que apesar de fazer algo que era a linha underground da época, consegue criar algo relativamente original. Minhas faixas favoritas são Elephant e Wednesday's Volume. Este é o EP que encontrei deles, há algumas outras coisas perdidas por ai, até mesmo alguns clipes publicados no youtube, e até parece que recentemente a banda fez algum revival.
Traga a bóia!
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Pulp - It (1983)
Pulp é uma banda clássica, mas ao mesmo tempo misteriosa. Possui uma rotatividade grande de músicos e de estilos, apesar de manter uma mesma linha "indie" sempre. Confesso que conheço bem pouco sobre a banda, e para dizer a verdade o único álbum que conheço a fundo é o It, disco de estréia da banda. A sonoridade do disco é bem particular, por mais que não seja um disco de música "folk", o uso constante do violão ao longo do disco acaba remetendo a este estilo. É uma música bem na linha: tomando café e lendo livros num domingo chuvoso. Temos canções como in many ways ou love, love, que são uma fofura e dão vontade de sair pulando por ai em campos floridos. Essa capa minimalista é uma beleza. Disco para momentos de paz e calma.
domingo, 13 de abril de 2014
Beach Fossils - What a Pleasure (2011)
Definitivamente a sonoridade atmosférica e sombria dos anos 80 me encanta, mas não são muitas bandas que conseguem fazer este tipo de som com propriedade, Beach Fossil é uma dessas bandas. Suas canções parecem querer te absorver e te levar para algum lugar tranquilo. As guitarras ecoam longe ao longo do disco. Acabei descobrindo o som numa discotecagem, achei tão bom que fui obrigado a perguntar que som que era, e bem, não me arrependi de nada. Para começar a conversa sobre Beach Fossils, deixo este EP lançado em 2011 pelo novaiorquinos.
segunda-feira, 17 de março de 2014
The Palatine Factory Story (1978-1990)
Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio
Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.
Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.
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terça-feira, 4 de março de 2014
Cleaners from Venus - In The Golden Autumn (1983)
Durante os anos 80 havia uma cultura das fitas k7 muito forte. Afinal, sem a internet era preciso dar algum jeito de conseguir suas músicas de uma forma mais barata. É também nos anos 1980 que o DIY do Punk está bem aceito entre os músicos e a busca por meios independentes de divulgação e gravação ganha notoriedade. Cleaners from Venus é uma espécie de banda "master" desta cultura do cassete (cassete culture, em inglês). Basicamente seu trabalho era lançado por meio do k7 e como podemos perceber pela capa, faziam um trabalho bem manual. O Som é bem particular, segue bem na linha dos anos 1980 mesmo, porém sua não tão boa qualidade de gravação acabam dando uma sonoridade lo-fi especial. Há uma mescla de elementos tradicionais do rock, como violão e guitarra, mas sintetizadores e baterias eletrônicas estão presentes. Recomendo ouvir Cleaners from Venus em dias de chuva. Vale a pena dar uma olhada nessa coisa do casste, parece que está voltando e que durante os anos 80 e princípios de 90 foi uma cultura muito forte, lançando muita coisa boa. Reza a lenda foi por meio das fitas que o indie rock se fez.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Wild Nothing - Empty State (2013) EP
Wild Nothing foi uma indicação de uma amiga minha. Não sou o tipo de pessoa que fica ligada nas novidades, mas sei que o pessoal do wild nothing está vivo, o que parece ser um bom começo. Seu som está ligado a isso que vêm sendo chamado de dream pop, estilo que me agrada muito e parece ter toques sinceros de LSD. Assisti agorinha o filme As vantages de ser invisível, e bem, apesar de não tocar nenhuma música da banda, o som deles pareceu combinar bem com o clima. Atualmente venho buscando sons novos e a música feita no campo do "eletrônico" está me surpreendendo muito e agradando cada vez mais. Wild Nothing é uma dessas bandas que espero durem mais do que uma estação, pois eles possuem sonoridade suficiente para isso. Usando e abusando de instrumentos tradicionais, associados a esse caráter eletro, acabam criando uma atmosfera sonora muito agradável.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Top Surprise - Klouds EP (2013)
Não sou de catar novidades, apenas busco música boa, especialmente aquela que você não consegue em qualquer lugar. Numa dessas investidas o site da Bandcamp se mostra ótimo. Foi ali procurando que encontrei este EP simpático da banda Top Surprise. O som deles é bom, especialmente pra que gosta de barulho, o que é de longe a praia deles. Apesar de meu certo desprezo para bandas nacionais que cantam em inglês (tenho aquele lance anti-imperialista sabe?) não posso fazer ou falar nada quando fica bom, e este é o caso doo Top surprise. Infelizmente nunca pude ver uma apresentação ao vivo deles. Foram lançados pela PugRecords.
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