Mostrando postagens com marcador proto-punk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador proto-punk. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de agosto de 2014

Charlie Megira & the Modern Dance Club - Love Police (2012)

Charlie Megira me desconcertou. Sua sonoridade já tem algo ali que conhecemos, o abuso do reverb, guitarras nevorsas, vocais berrados, referências claras a um rock "morto", 50toso, ou 90toso, porém tudo isso de uma maneira bem original, pois são referências, não imitações. Confesso que não esperava tanto de um cara alto, desajeitado e estranho vindo de Israel (!). Acontece que você vai pirar no seu som, que passeia pelo shoegazing e surf rock. Talvez temos aqui uma banda que traga algo novo para o rock, porém esse disco é restrito ao que chamamos de underground, não é nada pop, mas é muito bom. Seu disco é selvagem, cru e puro. Já aviso que foi complicadíssimo achar qualquer material dele, então aproveitem a oportunidade, pq o disco vale a pena.

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Suicide - First Album (1977)

Suicide é um duo, bateria eletrônica, sintetizador e vocal. Seu som é bem particular e está ligado ao punk nova iorquino dessa época. Óbvio que eles seriam um episódio a parte, mas não os desconsidero de toda aquela cena descrita em mate-me por favor, apesar de não lembrar deles no livro. De qualquer forma pelo que eu sei eles foram e continuam sendo muito influentes, é só ouvir que alguns sons serão familiares. É uma música sombria, e por vezes difícil de ouvir (confesso que raramente escuto mais de duas músicas seguidas). Ghost Rider é o grande hit do disco. Se você se interessa pela música "eletrônica", Suicide é parada obrigatória para qualquer listinha dos discos mais importantes. Selvagem é o som deles. E aproveitem antes que não tenhamos mais piratebay.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Las Vegas Grind Part 1




Las Vegas Grind (em 6 partes), é uma série de compilações de rock n'roll, rythm & blues, garagem e soul a-go-go. A perfeita trilha sonora para  strip tease dos anos 60, e pra quem gosta de requebrar ao estilo twist. Las Vegas sempre foi um pólo de entretenimento, boêmia e cabarets, por isso acredito que os discos tenham esse título, apesar dos artistas não necessariamente serem do deserto do estado de Nevada.
Extremamente dançante, brincalhão e até bobinho, as músicas tem aquela conotação sexual cheia de jargões ("oh my baby boo"). Não espere grandes letras, mas uma coleção autêntica de rock oldschool com ótimos ritmos.
Os artistas, em sua maioria, não são conhecidos, mas ao mesmo tempo, não eram  totalmente parte de uma "subcultura", já que na época, gravadoras cediam espaço e rádios eram abertas a música jovem. Em uma proporção diferente da atual, Las Vegas Grind foi o som "hipster" de algum momento dos anos 60.
Las Vegas Grind foi lançado pelo sub-selo Strip, da lendária gravadora Crypt Records. Com o sub-selo Strip, eram lançados compilações rockabilly, garagem e r&b como LV Grind e Jungle Exotica (que pretendo falar sobre mais tarde).
Passe cera no chão, vista um bom sapato ou fique de meias, e se prepare para dançar muito (inspire-se em Mia Wallace e Vince Vega)!





quinta-feira, 20 de junho de 2013

Outsiders - Vital hours (1978)




Durante minha apressada busca não encontrei imagens do Outsiders nem do albúm em questão. Detalhes a parte esta banda é pré-sound. Mais tarde Adrian inicia o sound Aqui dá para perceber um som mais cru, com boas faixas dançantes e a alta qualidade e inventividade da guitarra que já conhecemos pelo Sound. Aproveitem pois este material parece ser bem restrito, não encontrei muitos dados sobre este arquivo. O consegui anos atrás pelo orkut, e nunca mais encontrei algo sobre. Um bom disco.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Neon Boys - Neon Boys (1973) EP

Desde Mate-me por favor sou um apaixonado pela cena underground da década de 1970, em especial esta de Nova Iorque tão bem ilustrada no livro. Television foi de longe uma das bandas que mais demorei para escutar. Sabia que o visual do punk vinha muito do Richard Hell, que vai ser uma das primeiras pessoas a adotar o visual de roupas rasgadas. Sei que o Hell e Tom Verlaine eram grandes chapas, desde os tempos da escola. Parece que a primeira banda que eles montam é a Neon Boys (garotos neon também me soa bem). O som é bem mais cru e muito menos rebuscado que será mais tarde no Television, mas aqui Hell já está estilosão (vide a foto da capa). Essa cara de ícone da Blank Generation única. Mais tarde seu trabalho com os Voidoids não me agrada tanto quanto este EP perdido dos Neon Boys, tão desconhecido - segundo minha insensível impressão. Bom disco que pretendo relembrar por meio desta postagem.
 ahh, simplesmente adoro "time", sou apaixonado por esta canção.

Mais informações

terça-feira, 26 de março de 2013

The 101ers

Antes de formar o Clash, o filho de diplomatas Joe Strummer tinha uma banda de algo normalmente chamado pub rock, do qual o fruto mais famoso parece se chamar Elvis Costello. Basicamente desejavam um contato maior com aquele rock clássico, agitado, de músicas curtas e feito para dançar, e o 101ers é isso. Rock sempre foi algo simples de ser tocado, o punk só se deu ao trabalho de tirar os solos de guitarra (ou o excesso deles). Apesar de relativamente desconexo, já podemos suspeitar do que viria mais tarde (o que depois que acontece fica fácil). A voz de Joe, lógicamente, é super reconhecível. Algumas gravações não estão com boa qualidade, mas no geral esta compilação das músicas (nunca chegaram a lançar um LP, apenas alguns EP's entre outras gravações) do 101ers é diversão garantida, e suspeito Letsgetbitarockin' agitaria qualquer pista de dança, desde que as pessoas tenham sangue nas veias.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Velvet Underground - White Light/White Heat (1968)





 Velvet Underground é mais do que o disco da banana. White Light/ White Heat tem um forte tom de experiência em relação aos outros albúms.


  1. White Light/ White Heat
  2. The Gift
  3. Lady Godiva's Operation
  4. Here She Comes Now
  5. I Heard Her Call my Name
  6. Sister Ray

TragaBóiaMarina!

Bahia_Pirata!

terça-feira, 5 de março de 2013

The Sonics - Here are the Sonics (1965)





Se você quer saber da onde vem o rock de garagem, você precisa ouvir Sonics. Basicamente eles não eram uma boa banda, mas a energia das músicas e o "Q" de originalidade dão um ótimo tom. São uma dessas peças essenciais para entender isto tudo chamado de alternativo. Se não me engano esta gravação não foi feita por especialistas em gravação de bandas, ou haviam limitações técnicas, que de qualquer forma levaram a bateria ter sido gravada com menos microfones do que realmente precisava (o bumbo é o mais prejudicado). Um destaque especial para Santa Claus e a eterna Boss Hoss.


  1. The Witch
  2. Do You Love me
  3. Roll over Beethoven
  4. Boss Hoss
  5. Dirty Robber
  6. Have Love Will Travel
  7. Psycho
  8. Money
  9. Walkin' the dog
  10. Night Time is the Right Time
  11. Strychnine
  12. Good Golly Miss Molly
  13. Keep a Knockin'
  14. Don' Believe in Christmas
  15. Santa Claus
  16. The Village Idiot

TragaBóiaMarina!

&

PraQuemGostaDeTorrent!