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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sun Records - the Rhythm & the Blues (2012)

Tempo atrás retomei aquele som 50-toso que eu conhecia pouco. Muitas vezes é uma delícia retomar sons, estilos ou bandas que fazia tempo você não ouvia. Mergulhando nesses sons, a Sun Records se constituiu uma Mecca, e não há nada de novo em dizer isso. O legal mesmo são as coletâneas que tem por ai da Sun, e neles temos uma série de bandas e músicas ótimas que nunca ouvimos falar. O curioso é que a Sun trabalhou muito no esquema dos singles, e esse formato de mídia está ligado a outra forma de ouvir música. As canções aqui são bem interessantes, há mais "músicas negras", da qual Sam Philips (o dono da gravadora) era fanzão. A faixa de abertura "Let the good times roll" e "Polk Salad Annie" são meus dois destaques elegidos, mas vai na fé que o disco todo é fácil, prazeroso de ouvir. Acho incrível que as técnicas de gravação, segundo me parece, eram mais rústicas e ainda assim as canções são ótimas, o que só me faz pensar na relação outra que tinham com a música.

sábado, 27 de junho de 2015

Neil Young - Neil Young (1968)

Logo no começo de carreira Neil Young lançou aqueles discos maravilhosos, everybody knows this is nowhere, after gold rush, harvest, que são de longe os discos mais significativos e comentados do músico. Apesar deste seu disco de estréia entrar em listagens mais longas do período, é usual que ele fique de fora, a meu ver, não por ser um disco ruim, pelo contrário, nele já podemos ouvir toda a qualidade daquilo que vêm pela frente, mas talvez, por ainda não ser tão maduro (como sempre se busca justificar as coisas) ele não chega a ser uma das obras primas gravadas em seguida. Justiça seja feita, creio que é um disco até melhor que alguns outros que aparecem mais tarde na carreira do sujeito em questão, e que este disco mereceria mais espaço, por isso o coloco aqui. Confesso que escuto o disco e fico imaginando aquelas cidades norte-americanas que ficam justamente no interior do país (como parece ser o caso de Winnipeg, cidade onde Young se criou), e por isso essa fusão com a música country. Pelo que suspeito, essa rapaziada dos anos 60 estava numa vibe de buscar as raízes, retomar o contato com a terra e essas coisas que já ouvimos falar em algum lugar, creio que é dai que os músicos começam a incorporar elementos destas músicas de raiz de seus respectivos países (temos Mogollar, Erkin Koray, Mutantes, Fela Kuti, e toda uma galera que circulava nessa temporalidade. Curioso pensar sobre isso.

ChuteNoCÜ!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

The Sun Records Collection (1994)

A Sun Records era uma das várias gravadoras pequenas que existiam antes da absorção e monopólio pelas grandes gravadoras. Curioso pensarmos como neste período do começo da música pop como conhecemos e sua tomada da frequência das rádios era basicamente feita na base de singles e ep. A ideia de um álbum na duração de um LP ainda era pouco usual. A Sun acabou ficando famosa por terem passado por ela quase todos os grandes nomes da música na época, sejam eles brancos ou negros, mistureba que dizem dar origem ao roque en rou. Sam Philips, fundador da gravadora, era antenado com a música branca Country mas também adorava a música negra, por isso o que temos aqui é um claro mix de canções com uma pegada mais country enquanto outras são gigantes como Howlin' Wolf, além daquele Rockabilly que bem conhecemos. O grande destaque desta coletânea são as canções esquecidas ao longo do tempo, e os artistas que provavelmente não produziram mais do que algumas poucas canções e pelo esquecimento do tempo ficaram. Nem por isso você deixa de se surpreender, pois se prestar bastante atenção verá que as buscas por uma nova sonoridade já estão presentes ali. Está elencado também na lista de melhores álbuns da revista Rolling Stone, caso isso seja de algum convencimento.