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sábado, 26 de maio de 2018

Natalia LaFourcade - Musas: un homenaje al folclore latinoamericano en manos de Los Macorinos, vol. 1 (2017)

Natalia LaFoucarde é uma artista impressionante, que demonstra uma capacidade de se reinventar e dialogar com a música desde Hasta la Raiz, de vertente mais pop, até se metamorfosear em Musas, com uma proposta clara de dialogar com a latinoamerica. Para fazer este trabalho em grande estilo, foram recrutados Los Macorinos, dupla experiente de músicos que já trabalharam com gente do peso como Chavela Vargas. As músicas são de uma consistência incrível, que raramente temos oportunidade de ouvir, seus arranjos conseguem trabalhar bem uma complexidade grande, mas ainda suficientemente inteligível sem o dispêndio de uma soma considerável de atenção. Foi Soledad y el mar que me pegou de surpresa, a ponto de não conseguir mais parar de ouvir Natalia Lafourcade, e me levando aos hits Tú si sabes querrme, Rocío de todos los campos e Mi tierra veracruzana. Para mim é um disco de consistência semelhante a um Transa do Caetano Veloso, ou seja, será ouvido durante muito tempo.


VivaAméricaLatina!

sábado, 13 de junho de 2015

Unknown Mortal Ochestra - Unknown Mortal Ochestra (2011)


 Unknown Mortal Ochestra me pegou de surpresa. Imaginava eu que seria mais uma dessas bandas modernosas, mas não se encerram ai. Ruban Nielson conseguiu construir uma sonoridade impar através de sua guitarra, o que é para mim o grande destaque. Basicamente, a banda soa eletrônica, mas não é. Seu som é bem agradavél, nessa onde nova da psicodelia que está em ebulição e talvez Tame Impala seja o grande nome.



CHUTEnoCÜ!

sábado, 30 de agosto de 2014

(V.A.) - NME C86 (1986)

Em 1986 a famosa revista NME resolveu selecionar o que havia de melhor rolando em fitas k-7 da cena independente inglesa, organizando assim uma coletânea e lançada em cassete mesmo. Esta coletânea acabou se tornando um marco, pois é tratada como um prenúncio do que viria a ganhar holofotes mais tarde. Quando relançaram em 2006 uma edição especial, a coletânea foi subtitulada como "the birth of indie rock", o que estou longe de discordar. A qualidade das gravações é aquela única e especial das fitas k7. O engraçado é ouvir algumas bandas que depois ficam famosas e bem produzidas em sua versão quase "demo". C86 é uma coleção interessante para entender melhor a cena underground britânica dos anos 1980. Seu som ainda mantém a simplicidade do fresco punk rock, mas já bem encaminhados para experimentações, psicodelias e melodia.

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

terça-feira, 4 de março de 2014

Cleaners from Venus - In The Golden Autumn (1983)

Durante os anos 80 havia uma cultura das fitas k7 muito forte. Afinal, sem a internet era preciso dar algum jeito de conseguir suas músicas de uma forma mais barata. É também nos anos 1980 que o DIY do Punk está bem aceito entre os músicos e a busca por meios independentes de divulgação e gravação ganha notoriedade. Cleaners from Venus é uma espécie de banda "master" desta cultura do cassete (cassete culture, em inglês). Basicamente seu trabalho era lançado por meio do k7 e como podemos perceber pela capa, faziam um trabalho bem manual. O Som é bem particular, segue bem na linha dos anos 1980 mesmo, porém sua não tão boa qualidade de gravação acabam dando uma sonoridade lo-fi especial. Há uma mescla de elementos tradicionais do rock, como violão e guitarra, mas sintetizadores e baterias eletrônicas estão presentes. Recomendo ouvir Cleaners from Venus em dias de chuva. Vale a pena dar uma olhada nessa coisa do casste, parece que está voltando e que durante os anos 80 e princípios de 90 foi uma cultura muito forte, lançando muita coisa boa. Reza a lenda foi por meio das fitas que o indie rock se fez.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Happy Mondays - Bummed (1988)

Esta capa é bonitona, gosto muito dela. Happy Mondays não foi uma paixão de cara, têm muito preconceito com eles pelo fato de terem sido os caras que afundaram a Factory. Além disso seu som não é tão triste quanto Joy Division ou New Order, o que pode decepcionar um pouco no começo. Percebo no som deles uma mistura forte, a guitarra frenética, o baixo ritmado no funk, bateria epilética e teclados psicodélicos. O vocal não acho grandes coisas, mas não é nenhum fim de mundo também.

sábado, 16 de novembro de 2013

Chapterhouse - Whirlpool (1991)

Chapterhouse parece ser uma daquelas bandas fatásticas que não deram certo, ou seja, não ficaram famosas. Isso não reduz em nada a qualidade das músicas. O som da banda é um shoegazing de primeira, a faixa de abertura, Breathe, é uma maravilha de linda. Como toda vez que eu ouvia essa música perto de alguém me perguntavam "que som é esse?", imagino que mais gente do que eu vai achar este disco coisa fina. Achei-os um pouco mais pop do que o MBV. Na real, pra mim o shoegazing não passa de um pop barulhento.