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domingo, 1 de novembro de 2015

Cartola - Cartola (1976)

Cartola me apareceu feito um acidente muito tempo atrás. Como havia de ser ele me pegou desprevenido e acabei escutando-o freneticamente durante alguns meses. A história de Cartola é famosa, wikipedia e várias outras fontes estão ai para lhe contar de maneira decente sua incrível história. O que foi me chamando atenção, e gerando admiração conforme o tempo foi passando é a espontaneidade de sua música, como é de se esperar de bons sambas. A comparação entre Samba e Blues imagino não ser coisa nova e limitada, apesar de lidarmos com uma música negra, que basicamente pauta um estilo de vida, deve ser tocada de forma espontânea, sem muitas regras, mas ao mesmo tempo com muita qualidade e, sem esquecer, a lamentação podem ser marcas dos dois estilos, mas evitemos atropelos! Tratamos de duas coisas diferentes! O que importa é que Cartola é de longe um ícone desta sonoridade. Sua música flui, e por ser o que é, me apresentou uma sonoridade nova e completamente diferente.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Planet Hemp - Os cães ladram mas a caravana não pára (1997)

 Talvez hoje em dia possa parecer bizarro, mas quando este disco saiu ele foi fundamental para mim. Minha irmã que estava começando a se ligar em som, acabou correndo atrás e conseguiu comprar um cd deles e levar para casa. Como ainda éramos muito pirralhos ouvir este disco era algo para ser feito escondido, quando nossos pais não estavam em casa. Complicado crianças ouvirem "queimando tudo" na frente de seus pais. Havia essa empolgação toda, alguns amigos na escola também tinham irmãos mais velhos e escutavam Planet Hemp também. Era, para mim, algo como uma definição de "legal" quem ouvia ou não Planet Hemp. Hoje em dia vejo que a banda foi muito mais do que algo proibido e que falava de muito mais do que sobre maconha, tema sempre polêmico. Percebo agora que eles tratam de outros assuntos, e que o tema da maconha era apenas o que chamava mais atenção. As letras tem um conteúdo muito bom, falando desde a música até problemas da nossa sociedade (muitos ainda enfrentados, a exemplo de uma polícia corrupta ou a criminalização da maconha). Além disso o som da banda é muito bom, fazem aquele caminho comum, mas difícil, da "mistureba", manifesto antropofágico puro, caminhando entre vários ritmos do underground e de ótima qualidade. Este disco com toda certeza é um clássico e na minha opinião o melhor da banda. Sem falar que eles já estavam por dentro do esquema das gravadoras alternativas e festivais, apesar de falarmos muito hoje sobre isso devido a importante alternativa que isto tudo representa para a grandes gravadoras (inimigas mortais do download pela internet), tal esquema gravadoras laternativas/festivais, já faziam bastante barulho nos anos 1990 - DIY.

sábado, 29 de setembro de 2012

Criolo - Nó na Orelha (2011)




 Criolo faz a já tradicional mistura do rap com elementos do jazz, funk e blues, porém o que me chama atenção são o samba (que é sempre bom lembrar), mas principalmente do afrobeat, muito perceptível na canção Bogotá.
   Bacana mesmo é ele ter disponibilizado este baita disco para download gratuito em seu próprio site.


  1. Bogotá
  2. Subirusdoistiozin
  3. Não existe amor em sp
  4. Mariô
  5. Freguês da meia noite
  6. Grajauex
  7. Samba sambei
  8. Sucrilhos
  9. Lion man


tragaabóiamarina!