Este disco do Cory Hanson me pegou desprevenido, e é ótimo quando algo assim acontece. Com sua vertente clara pelo folk estadunidense no melhor estilo voz e violão, suas músicas são maravilhosamente complementadas por banda de apoio e orquestra. O resultado deste disco de pouco mais de meia hora, é maravilhoso. Arrisco que é um disco para estar entre os melhores de 2016, e eu nem ouvi os outros. Poderia ser mais um folk manjado, mas não é. Suas músicas são tranquilas, e creio, falam deste limbo que vivemos dos 2000's pra cá. É uma música que te ajuda a absorver os momentos do dia. O violão simplório e marcante dá uma sustentação para todo o resto. Um disco maravilhoso.
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sábado, 18 de março de 2017
sábado, 13 de junho de 2015
Unknown Mortal Ochestra - Unknown Mortal Ochestra (2011)
Unknown Mortal Ochestra me pegou de surpresa. Imaginava eu que seria mais uma dessas bandas modernosas, mas não se encerram ai. Ruban Nielson conseguiu construir uma sonoridade impar através de sua guitarra, o que é para mim o grande destaque. Basicamente, a banda soa eletrônica, mas não é. Seu som é bem agradavél, nessa onde nova da psicodelia que está em ebulição e talvez Tame Impala seja o grande nome.
CHUTEnoCÜ!
sábado, 30 de agosto de 2014
(V.A.) - NME C86 (1986)
Em 1986 a famosa revista NME resolveu selecionar o que havia de melhor rolando em fitas k-7 da cena independente inglesa, organizando assim uma coletânea e lançada em cassete mesmo. Esta coletânea acabou se tornando um marco, pois é tratada como um prenúncio do que viria a ganhar holofotes mais tarde. Quando relançaram em 2006 uma edição especial, a coletânea foi subtitulada como "the birth of indie rock", o que estou longe de discordar. A qualidade das gravações é aquela única e especial das fitas k7. O engraçado é ouvir algumas bandas que depois ficam famosas e bem produzidas em sua versão quase "demo". C86 é uma coleção interessante para entender melhor a cena underground britânica dos anos 1980. Seu som ainda mantém a simplicidade do fresco punk rock, mas já bem encaminhados para experimentações, psicodelias e melodia.
domingo, 17 de agosto de 2014
Charlie Megira & the Modern Dance Club - Love Police (2012)
Charlie Megira me desconcertou. Sua sonoridade já tem algo ali que conhecemos, o abuso do reverb, guitarras nevorsas, vocais berrados, referências claras a um rock "morto", 50toso, ou 90toso, porém tudo isso de uma maneira bem original, pois são referências, não imitações. Confesso que não esperava tanto de um cara alto, desajeitado e estranho vindo de Israel (!). Acontece que você vai pirar no seu som, que passeia pelo shoegazing e surf rock. Talvez temos aqui uma banda que traga algo novo para o rock, porém esse disco é restrito ao que chamamos de underground, não é nada pop, mas é muito bom. Seu disco é selvagem, cru e puro. Já aviso que foi complicadíssimo achar qualquer material dele, então aproveitem a oportunidade, pq o disco vale a pena.
sábado, 2 de agosto de 2014
Pink Floyd - Obscured by Clouds (1972)
Não é preciso dizer nada sobre o Pink Floyd, todo mundo sabe quem eles são e a importância deles para a música pop. O problema sério do Pink Floyd é que sua música está num patamar tão único de beleza e arte, que somado a suas músicas de dez minutos, acaba criando um problema sério para ouvir Pink Floyd no dia-a-dia, seja pelo caráter intimista da música, ou do tempo gigante da canção, tornando as chances do aparecimento de um incomodo antes do fim da canção algo gigante. Neste sentido o disco Obscured by Clouds é um achado, pois suas canções são mais curtas, sendo a mais longa com 5:52 minutos, e ainda assim é Pink Floyd. No mínimo curioso como este disco acabou ficando de fora de muitas listas de discos desses ingleses doidões. Acredito que o dark side of the moon que veio depois, acabou ofuscando este discoi
O disco é resultado de uma trilha sonora encomendada para o filme La Vallée.
sábado, 10 de maio de 2014
Erkin Koray - Erkin Koray (1973)
Usando o fuzz e a psicodelia sem medo, Erkin Koray lançou um dos discos mais significativos para o rock turco. Apesar do rock tomar proporções mundiais com o final dos anos 1960 e primórdios de 1970, sua cara ainda era muito "americana" e as pessoas começam a buscar por uma expressão mais legítima do rock, é assim que surgem movimentos como tropicália, kraut rock e o anatolian rock, este último da Turquia. Mesclando os elementos do rock psicodélico de então com a sonoridade da música tradicional turca, especialmente da região da Anatólia, Erkin Koray mostra por que é um dos maiores ícones da música turca, e na minha opinião do mundo, já que pago um pau danado pra esse cabra. A estrutura tradicional está ali, perceptível na guitarra fuzzeada imitando uma baglama (instrumento que Koray sabe tocar) dando uma sonoridade que acaba soam "árabe" aos nossos ouvidos - cabe colocar que se demonstra respeitoso diferenciar a cultura turca da árabe, já que são duas vertentes diferentes. Esta estrutura tradicional também aparece nos vocais, que segue as variações vocais tradicionais da música turca. Tudo isto sem deixar de ser um disco de rock psicodélico. Absolutamente um clássico e um disco memorável. Destaque para Mesafeler, Istemen, Cicek Dagi, Sana Birseyler Olmus e a atualmente favorita Ilhahi Morluk.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Brian Eno - Here come the warm jets (1974)
A música não seria a mesma coisa sem a presença de Brian Eno. Nos últimos tempos comecei a prestar mais atenção no que ele fez e anda fazendo. Bowie não teria gravado a fase Berlim com tanta qualidade sem a presença de Eno, quem sabe Bowie não teria inovado para além de Ziggy Stadust. Suposições é claro, não levam a nada. De fato, Brian Eno ainda participava da genial banda Roxy Music quando se lançou em aventuras solo. Há um disco anterior a Here come the warm jets, mas ele é experimental num nível muito particular e quem sabe ouço ele decentemente e posto aqui. O que me chama atenção é que este disco é experimental, Eno está claramente buscando novos rumos para a música, ainda um tanto tímido e mais longe da música ambiente, da qual parece ser o papa. Vale colocar que ele não é o criador da música ambiente e isto ainda merece uma postagem.
O que vale a pena no disco é a qualidade das músicas. Tendo como importante colaborador Robert Fripp, membro fundador do King Crimson, as músicas curtas e as guitarras marcantes nos deixam hipnotizados. Além de toda a repetição hipnotizante que eu adoro, a melodia marca sua presença. Destaque especial para Needles in Camel's eyes e Babys on Fire, presentes na trilha sonora de Velvet Goldmine. Todas as outras faixas são ótimas.
segunda-feira, 17 de março de 2014
The Palatine Factory Story (1978-1990)
Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio
Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.
Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Música Indiana
Para além de todo o misticismo em torno da Índia, o que há de mais
tátil lá é a sua pluralidade. Talvez a Índia seja, junto com o
Brasil, um dos únicos países no mundo com tanta diversidade
cultural. As questões religiosas refletem isso, há tantas religiões
na Índia quanto ritmos musicais. O instrumento mais famoso é de
longe a Sitar. Seu som peculiar é largamente associado a psicodelia.
Dentre os músicos que tocam Sitar, Ravi Shankar é uma espécie de
Jimi Hendrix do instrumento.
Por acaso é o disco the sounds of India
de Ravi Shankar que está no livro 1001 discos para ouvir
antes de morrer – onde
clássicos e mais clássicos da música pop aparecem. O disco não
foi escolhido por acaso, é nele que temos a faixa an
introduction to indian music,
onde ele explica coisas básicas como o tempo da música indiana. A
ideia é ótima para nós ocidentais irmos conhecendo a música
oriental e entendermos ela. Apresentando em separado cada parte, elas
ficam mais claras quando executadas junto. Igual aquela cena do
Moonrise Kingdom.
A música europeia é a que criou as partituras, onde as notas estão
indicadas e o tempo da música está ali também (colcheias, semi
colcheias, etc). Este tipo de notação musical surge com um tipo de
música, a europeia.
Porém tem algo que pode estranhar a nossos ouvidos acostumados com a
voz humana, não há vocais na música de Ravi Shankar. E se existe
algo bonito são as variações feitas pelas Surdas. Elas são
cantoras de hinos sagrados, geralmente em devoção a Krishna. Como
muitas delas são cegas, se crê que a cegueira lhes facilitaria a
habilidade para o canto, sendo sua voz um dom divino. As letras são
em forma de poesia, hinos devocionais. Você com certeza já ouviu
algum canto devocional das surdas, nem que seja como trilha de fundo
de algum filme ambientado na Índia. Por acaso um belo dia encontrei
o disco Surdas Bhajans hindi devotional de Sangitha Kalanidhi
M. S. Subbulakshmi. Mesmo sem conseguir pronunciar seu nome, me
apaixonei por sua música rapidinho. A presença de vocais se mistura
com outros instrumentos da música indiana que geram um som tal que
te leva para longe.
![]() |
| George Harrison e Ravi Shankar |
Mesmo começando com o clássico Ravi Shankar, muita gente (inclusive
eu) parou para ouvir alguma música indiana com os Beatles,
mais especificamente George Harrison e o disco Revolver.
George Harrison é apontado como um dos precursores na mistura da
música indiana clássica com o rock, chegando até mesmo a tomar
aulas de sitar com Ravi Shankar e ficando um bom tempo na Índia para
se aperfeiçoar. Seu trabalho é notório, mas segundo declarações
suas ao justificar seu “abandono” da Sitar coloca: “jamais
chegaria a ser um bom tocador de sitar e isso não melhorou em nada
minha guitarra”.
Acredito que a mistura da música indiana com o rock tenha seu
exemplo mais bem sucedido com Ananda Shankar, parente de Ravi
Shankar. Ananda foi encontrado por Jimi Hendrix em Nova York que logo
o convidou para produzirem alguma música juntos. Parece que Jimi
Hendrix buscava um som novo e amou a Sitar de Ananda. Até chegaram a
ir para o estúdio, mas tudo o que Hendrix e Shankar conseguiram foi
brigar. Depois disso Ananda Shankar decidiu gravar seu próprio
disco. O resultado foi o homônimo Ananda Shankar em 1970.
Depois da era hippie a cultura indiana parece que conseguiu
furar um pouco essa cultura ocidental moderna tão dura e rígida. O
objetivo da contracultura é justamente este, criar algo novo em
negação a sociedade que existia, uma alternativa para esse mundo
cão.
Recentemente tomei contato com o som ácido indiano dos anos 1960.
Como em todo lugar, eles produziam sua própria versão daquele som
maravilhoso dos incríveis anos sessenta. Gosto bastante desta
psicodelia de garagem, muito mais do que todo o refinamento e
perfeição de bandas como Yes ou Pink Floyd. A sujeira
faz com que as coisas sejam menos estéreis.
Se você já assistiu Ghost World, com toda certeza gostou da
entrada quando toca Jaan Pehechaan ho, a música mais
explosiva para balançar braços e cabeça na sua vida! Partindo dai,
podemos perceber que não só de música clássica vive a Índia.
Apesar de toda yoga e ayurveda, eles possuem seu lado
ocidental. Podemos escutar a Simla Beat, coletânea do
festival organizado pela marca de cigarros Simla, que gravou em duas
edições as músicas dos participantes vencedores (o concurso ocorria em várias regiões da Índia). Não espere por Sitars ou
algo indiano, temos um esforço descarado em imitar as bandas
americanas e inglesas. Curioso afinal, já que o que torna a Índia tão famosa,
e não só na música, é essa sua particularidade em relação ao
mundo ocidental (europeu). Simla Beat não passa de uma boa
coletânea de música rock psicodélica de garagem indiana dos anos
1960, som fácil e gostoso de ouvir. Mas o encontro entre a Índia e
a cultura ocidental não para por ai.
![]() |
| Om, provavelmente o mantra mais famoso. |
O que pouca gente sabe é que a província indiana de Goa, que foi
até o ano de 1962 colônia portuguesa, vai se transformar num reduto
dos Hippies. Isso fará com que mais tarde Goa se transforme
num templo das raves, e parece continuar sendo. O curioso
é que um dos primeiros discos para as raves é produzido na
Índia! Charanjit Singh lança seu Ten ragas to a disco beat,
e temos a rave lançada para o mundo. O nome já anuncia o
caráter meditativo da música (lembra do raga citado acima?). Nada
mais que os primórdios do eletrônico. Pode nos parecer até mesmo
demasiado repetitivo, mas imagine este som em 1982! Loucura pura!
Ocorre que a Índia tem um caldeirão de sons tão grande quanto sua
variedade religiosa, e por isso independente de ser tocado por um
instrumento sagrado como a Sitar, a ideia do contato com o seu ser
está sempre ali, e isto talvez seja o mais importante da música
indiana para nós ocidentais, motivados por máquinas, fumaça e o
tempo marcado do relógio.
Ps: para mais informações sobre os discos e download, clique nos links ;)
Ps: para mais informações sobre os discos e download, clique nos links ;)
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Beatles - Revolver (1966)
Sem sombra de dúvidas se não fosse pelos Beatles a música hoje em
dia não seria a mesma coisa. Devo admitir que eles são de longe a minha
boy band favorita. Confesso que demorei anos para
gostar de fato deles, mas os caras são realmente bons no que fazem.
Mas tudo isto você sabe não é mesmo? O que temos de especial aqui
neste disco é que os Beatles estão flertando com a psicodelia e não
podemos esquecer eles são uma banda de música pop na época
em que Revolver é lançado. Desta forma eles acabam trazendo
mais do que a sitar para o grande público, estão misturando LSD com
música indiana e mostrando isso para o grande público. Pode parecer
estranho, mas o que eles estão fazendo é se esforçando por deixar o
mundo menos coxinha (inclusive eles). Esta psicodelia não está tão
clara quanto ficará mais tarde com Sgt Pepper, mas já temos
uma amostra mais clara do que no disco anterior Rubber Soul. As faixas Love you To e a matadora Tomorrow
Never Knows, usam da sitar e são as mais lisérgicas do disco
apesar de todo o mérito de canções como Yellow Submarine,
Taxman, Eleonor Rigby e outras tantas que acredito você já
conhece.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
VA - Simla Beat (1970-1971)
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| Capa do disco de 1970 |
Parece que Simla era a maior marca de cigarro na Índia durante os finais de 1960 e princípios de 1970. Como o rock estava em alta eles aproveitaram para criar um festival de rock para as bandas de toda a Índia apresentarem sua música. Esqueça qualquer referência a música clássica indiana, parece que os músicos aqui jamais ouviram falar em Ravi Shankar ou até mesmo na sitar. Tão pouco deixe de esperar qualquer canção cantada em hindu ou algo parecido, todas as canções aqui são em inglês, por sinal em nada parecido com o falado pelo dono do mercadinho dos Simpsons. De qualquer maneira, são boas canções e não ficam devendo em nada para a psicodelia de garagem que era produzida durante esse período em qualquer parte do mundo. As músicas encontradas aqui de maneira geral não são algo tão elaborado quanto teremos neste período nos países nórdicos, nem tão original quanto o que foi a Tropicália. Apesar de boa música esta compilação dos vencedores de um concurso produzido pela indústria do cigarro para atrair o mercado jovem da Índia, tudo não passa de uma cópia do que vinha sendo produzido nos EUA e RU, revelando um baixa autonomia cultural neste sentido, algo perceptível pelos covers contidos nesta compilação. Isso infelizmente lhes tira muito da originalidade que podemos esperar. Óbvio e vale lembrar que cada povo faz as coisas a sua maneira e sempre adiciona algo.
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| Capa do disco de 1971 |
O link leva direto para uma compilção dos dois discos.
Bahia Pirata
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