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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Iggy Pop - Post Pop Depression (2016)

Este disco flerta bastante com uma certa alta da música pós-punk-depressiva-noir. A estética é esta o disco todo, e a referência é clara ao lermos uma das faixas chamas german days, nos remetendo as andanas de Pop por Berlim. Não estamos falando de obra-prima, e acredito que Iggy Pop já produziu as obras primas que uma pessoa na terra poderia produzir. Ainda assim o disco é bem consistente, apresenta faixas que valem a pena serem ouvidas muito mais do que uma única vez, como é o caso da minha favorita Gardenia. O fato de contar com um músico experiente como Joshua Homme, mais famoso por sua atuação junto ao Queens of stone age colabora bastante. Suas guitarras não são óbvias, e vão para além da pegada garageira que lhe deixou famoso. O que digo de Joshua Homme é que ele conseguiu ir além daquilo que o consagrou, palmas para ele. E Iggy Pop conseguiu produzir um disco sintonizado, bem acabado e bom de ser ouvido, mais palmas. Lembrando que uma banda não é nada sem a totalidade de seus integrantes, as palmas não podem faltar para Dean Ferita e Matt Helders.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

The Horrors - Luminous (2014)



The Horrors é uma banda da qual meus amigos sempre falavam, e da qual eu exercia muito da minha resistência para bandas atuais. Porém, eles foram me cativando no momento certo, junto com um bom sistema de som, questão pela qual eu prezo cada vez mais. Sua sonoridade flerta com uma série de coisas que eu adoro, muitos efeitos, ambiência, experimentação e uma música nem tão longa (apesar de se estenderem mais neste disco do que em relação ao começo de carreira). Definitivamente eles começaram como uma promissora banda de garagem, e conseguiram galgar um lugar na produção de música de qualidade. Suas músicas soam grandiosas, em largas medidas devido ao seu uso e abuso de teclados e efeitos. Luminous já é a pegada mais madura da coisa toda, seu som é mais grandioso, mais refinado do que nos discos anteriores, vai ver por isso demorei um pouco mais para pegar este disco. Minha teoria de que quanto mais tempo você demorar pra curtir um disco, mais tempo você curte ele na sua vida, algumas vezes acerta.


BahiaPirata!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

The Organ - Sinking Hearts EP (2002)

The Organ é uma banda fantástica, consta que a vocalista e frontwoman, passou por uma formação clássica e desconhecia as bandas mais soturnas dos anos 80 como cure, smiths, siouxsie etc, só conhecendo mais tarde, se fascinando e montando the Organ. A banda me pegou de jeito, abusando do chorus, das linhas conduzidas por um sofrimento ativo (um sofrimento que se mexe e te faz dançar). Este é o EP siminal antes delas lançarem o disco deradeiro (grab that gun). The organ vale a pena ouvir cada canção, suas músicas caem muito bem.

chutenocÜ!

sábado, 22 de agosto de 2015

Motorama - Alps (2010)

Motorama é uma banda que surpreendeu bastante, pois conseguem fazer um indie com pegada pós-punk muito audível, fácil de escutar e alinhado com as tendências de seu tempo (leia-se o que é produzido no eixo UK-USA), usam o recurso da língua inglesa, mas ao mesmo tempo conseguem manter a sua identidade, deixar uma marca clara de "seu" na música. Segundo pesquisei, eles tem a mesma banda com dois nomes, uma canta em russo e outra em inglês - motorama. Por questões de alfabeto não consegui nada deles em russo, muito treta esse alfabeto cirílico. Seu som é marcado por um vocal grave, guitarras limpas, algumas vezes com algo mais, mas sem exageros (chorus), e teclados para dar um tom mais complexo e elaborado para seu arranjo de sonoridade simples. O uso de reverb somado a composição das canções, faz com que eles consigam dar uma atmosfera ótima em suas músicas. Talvez eles te levem para um daqueles apartamentos modernos da era soviética que ainda estão por lá, e como a neve já cobriu tudo, escutá-los fará todo sentido. A música compass pode te pegar com tudo.

chutenocü!
ps: além do Alps, tem mais dois singles.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Jay Holy - Skeletor EP (2013)

Dicas de amigos sobre música, muitas vezes são as mais acertadas, especialmente quando você não espera nada dessas dicas. Este EP é puxado por belos moogs e sons sintéticos. Seu cover de Skeletons da banda Sound (uma das mais subestimadas do roque) é matador e te convence a ouvir o resto do EP, experiência bem agradável por sinal. Este som é recomendado para quem procura aquele som simples, bem trabalhado e que te envolve. Nessas horas eu insisto com você meu amigo que diz que a música morreu, e quase sem querer repete o discurso da necrosada indústria musical, a música vai bem, está produzindo coisas boas. Aproveite!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Gattopardo - Gattopardo LP (2014)

Não é todo dia que uma banda aparece fazendo algo diferente da maioria. Em meio a um cenário underground, alternativo e sem dinheiro, as coisas são mais difíceis, nem por isso menos belas. Com um show envolvente a Gattopardo vem fazendo um bom pós-punk em português - algo bem complicado. Com referências bem marcadas que parecem passar por Bauhaus e The Fall, a sonoridade consegue se constituir como algo próprio para além da simples imitação do ídolo. Referências claras, mas que continuam sendo referências. Isto tudo é muito positivo. Confesso que esta é uma das poucas bandas na linha do pós-punk que pude assistir, e valeu a pena!


campodasbandas!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Mission of Burma - Signalls, Calls & Marches (1981-2008)

Durante os anos 80 as bandas pareciam competir para ver qual era a mais grandiosa, seja nos efeitos infinitos de uma nave espacial pousando, quanto pelo virtuosismo extremo de seus músicos. Mission of Burma já parece ser uma resposta do que estava acontecendo na surdina, nos lugares mal iluminados. Com um trio na clássica formação de baixo, guitarra e bateria eles conseguiram criar uma sonoridade ímpar e cheia de energia. Seu som consegue envolver quem o escuta, mesmo com toda sua simplicidade. Apesar do sucesso inicial, a banda formada em 1980 na cidade de Boston, termina em 1983. Este disco é um EP originalmente lançado num circuito pequeno em 1981, porém após a volta da banda em 2002, no ano de 2008 eles relançam este EP com algumas faixas extras. Aqui temos a clássica "That's when reach for my revolver" e "Max Ernst". A pegada da banda é bem marcante, e apesar de sua sonoridade bem fiel ao punk, seu clima sonoro nos remete ao pós-punk (afirmação possível principalmente pelas letras).

sábado, 20 de setembro de 2014

The Organ - Grab that gun (2004)

The Organ é uma dessas bandas maravilhosas que duram apenas um instante. Banda formada por mulheres, possuem uma sonoridade bem soturna e próximo as bandas clássicas dos anos 1980, como Joy division, Cure e Smiths, mas com uma cara particular. A referência é clara, bem explícita, mas não é algo forçado. O som limpo, cristalino e cheio de chorus é constante, com linhas de baixo bem definidas e um teclado fazendo arranjos necessários. Fiquei bem impactado quando escutei esse disco pela primeira vez e ainda escuto ele recorrentemente. Nisto tudo, me anima a quantidade de bandas na linha revival do pós-punk durante os anos 2000, esta foi (e continua sendo) uma sonoridade a qual se deve muito. Este é o único álbum completo que gravaram, além deste disco há mais dois EP's. Em 2006 a banda acabou devido a questões pessoais.


Mais informações

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Desperete Bicycles - Remorse code (1979)

O final da década de 1970 foi marcado por bandas preocupadas em produzir o seu tipo de música. Por mais que a simplicidade tenha se tornado uma marca registrada de boa parte dessas bandas, não podemos esquecer do esforço delas. Vai ver essa busca por um som seu esteja de acordo com a forte tendência DIY da época. Desperete Bicycles é uma banda de excelência quando o assunto é "do it yourself", sempre lançaram seu material de forma independente e nunca chegaram a ser algo muito grande, apesar da relativa fama. Acabaram em 1981 e devido a sua pretensão exclusiva de apenas gravar sua música, demorou algum tempo para surgirem apresentações. Seu caráter amador é perceptível. Com uma sonoridade engraçada e particular, parece que eles desenham muito do que ganha corpo e forma mais tarde. Talvez um primeiro rascunho de um Gang of Four menos funky e mais experimental.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Joy DIvision - Fractured Box (2001)

Quando você conhece a curta discografia de uma banda de cabo a rabo, pode ser cansativo re-ouvir as músicas que você tanto gosta. De fato Joy Division começou como uma banda de punk, mas foi modificando seu som e são a ponte clara entre o punk e o que veio depois. Definiram muito bem uma sonoridade simples, e ainda difícil de reproduzir sem cair em fórmulas prontas (o que afinal, parece valer para qualquer estilo musical). O que temos é uma dessas raras bandas originais e únicas, como poucas conseguem ser. De fato o som de Joy Division é algo triste, perfeito para dias frios e chuvosos, mas é também um som selvagem, cru, cheio de energia, e é nas apresentações ao vivo que isto fica mais claro. Talvez por isso muita gente não perceba a "depressão" de Ian Curtis ao ouvir Joy Division pela primeira vez. Além do mais ouvir sua banda favorita ao vivo é sempre algo diferente do disco de estúdio, no caso do Joy Division - e do New Order - algumas vezes podemos pegar alguns "erros" e mudanças na reprodução da música em relação a versão do disco. É um ótimo disco compilando apresentações gravadas em boa qualidade.

domingo, 1 de junho de 2014

Human League - Dare (1981)

Poderia ser uma banda de um hit só, mas não é. Human League tem uma história curiosa, começaram como uma banda praticamente experimental, porém neste terceiro disco eles decidem abordar uma sonoridade mais pop. Apesar de tudo que a música pop representa, ninguém tira o mérito de que a sonoridade pop é a mais fácil de ser ouvida! Letrinhas bestas e uma música legal. Como o Human League já tinha uma vida interessante e louvável antes, o resultado em Dare foi incrível. Na época o disco acabou sendo um sucesso, dando um belo ponta pé ao uso de elementos eletrônicos numa banda, e trazendo isto para o cenário da música pop. A faixa mais famosa e que você provavelmente já conhece é don't you want me, mas existem outras boas canções como the things that dreams are made of e seconds, são de longe as três melhores canções. O disco vale a pena ser ouvido, open your heart e do or die são bem oitentosas e devem ter atingido alguma pontuação legal nas rádios. Disco fácil de ouvir, especialmente para quem gosta da sonoridade mais ligada ao pós-punk e new wave dos anos 1980.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Wire - Object 47 (2008)

Certamente Wire é uma banda histórica devido a clássica trilogia Pink flag, Chairs Missing, 154, onde a banda consegue se reinventar e criar novas sonoridades em um curto espaço de tempo, pra quem não sabe os discos são de 1977, 1978, 1979! É estranho que a banda não tenha vingado muito, seu som não é tão contagiante quanto o do Sex Pistols, ou não pega tão fundo quanto Joy Division, bandas que estavam na ativa quando esta banda surge. Ainda assim, Wire é uma banda que vale a pena sentar e escutar, nunca se negaram e se reinventar e assim seguiram. O que pouco gente sabe é que a banda praticamente nunca parou, diminuiu suas atividades, mas sempre continuou produzindo, e o melhor, além de sua fase clássica ainda assim lançaram material muito bom. Quando me dei conta de que sua discografia seguia até os dias atuais tive que buscar algo mais recente da banda e acompanhar o que estava rolando, diferente do que ocorreu na minha busca pelo stranglers, a decepção não veio, eles não ficaram bregas ou com uma pegada menos marcante, pelo contrário mais uma vez eles conseguem se reinventar, compor uma nova sonoridade, pegar o que há de mais além na sua área e seguir em frente. Quando observamos bandas por um longo período de tempo, acabamos nos dando conta de como isso é importante, ainda mais quando nos deparamos com um disco como esse, que não fica devendo em nada para o peso que Wire acaba tendo.

domingo, 27 de abril de 2014

Cure - Seventeen Seconds (1980)

A fase obscura do Cure é simplesmente o que eles fizeram de melhor e mais original. Seventeen Seconds é o segundo disco da banda e já lançam um clássico. Considero a sonoridade bem diferente do disco anterior o Three imaginary boys, a estrutura minimalista das músicas, o uso constante do flanger, dão ao som uma ambiência e corpo únicos. Na época os membros da banda sabiam que faziam um som novo, não por acaso na época eram chamados de "o novo Joy Division". Confesso que o disco me pegou durante uma madrugada. A música é uma experiência estética e por isso as sensações são importantes para sentir melhor a sonoridade. Não há muito o que falar de algo que já é bem consagrado.

sábado, 26 de abril de 2014

Click - Wampum (1983)

The Click é uma banda originária de Lincoln, Nebraska. Pra quem não sabe isso quer dizer que eles são de uma cidade nem grande nem pequena no meio dos EUA. Me chama a atenção para a sonoridade que eles faziam, a guitarra faz sua sonoridade simples, a bateria é bem marcada, e o destaque fica por conta do contra-baixo, por vezes sintetizado. Fiquei impressionado com a originalidade da banda, que apesar de fazer algo que era a linha underground da época, consegue criar algo relativamente original. Minhas faixas favoritas são Elephant e Wednesday's Volume. Este é o EP que encontrei deles, há algumas outras coisas perdidas por ai, até mesmo alguns clipes publicados no youtube, e até parece que recentemente a banda fez algum revival

Traga a bóia!

domingo, 13 de abril de 2014

Beach Fossils - What a Pleasure (2011)

Definitivamente a sonoridade atmosférica e sombria dos anos 80 me encanta, mas não são muitas bandas que conseguem fazer este tipo de som com propriedade, Beach Fossil é uma dessas bandas. Suas canções parecem querer te absorver e te levar para algum lugar tranquilo. As guitarras ecoam longe ao longo do disco. Acabei descobrindo o som numa discotecagem, achei tão bom que fui obrigado a perguntar que som que era, e bem, não me arrependi de nada. Para começar a conversa sobre Beach Fossils, deixo este EP lançado em 2011 pelo novaiorquinos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Rakta - S/T (2013)

Muita gente vai querer me atirar pedras ao afirmar que o rock nacional é muito mal representado, não temos grandes bandas, o que temos são bandas que continuam até hoje porque em algum momento lançaram um ou dois discos bons e por causa disso estão ai até hoje. De maneira geral temos músicas fracas, seja pela composição pouco original ou pelas letras capengas. Essas afirmações acima podem dar a entender que um "rock brasileiro" ou uma "cena" rock nacional seja impossível e suas tentativas sejam ridículas, ledo engano. Há muita banda boa, que vai te divertir muito durante o show e que têm músicas boas o suficiente para escutar em casa mais tarde, entretanto estas bandas estão nesta coisa chamada underground e/ou circuito alternativo. O apoio vêm dos fãs que assistem os shows, e só. Rakta é uma dessas bandas. Nunca havia assistido uma banda formada apenas por garotas, o que é muito raro e necessário - afinal, punk rock não é só pro seu namorado. Fui assistir o show das garotas sem conhecer uma música se quer (como venho adquirindo o hábito de fazer), e foi um show que eu não esperava, de tão positivo que acabou sendo. Apesar de não apresentarem nenhum mega virtuosismo no manuseio dos instrumentos, todas elas sabem o que fazer e fazem o necessário. Entretanto elas poderiam cair na velha cartilha punk rock, e criarem uma sonoridade repetitiva, que apesar de serem composições próprias, você já conheceria. Elas trazem um som original que me pareceu uma mistura do punk, pós-punk e uma pegada industrial. Não sei se era pelo espaço pequeno onde elas tocaram, mas conforme a banda desenvolvia seu som acabavam criando toda uma atmosfera sonora que te envolvia e pedia para que se entregasse cada vez mais. Além de tudo a banda fez esta capa lindona.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Gun Club - Mother Juno (1987)

Acredito que Gun Club seja a banda mais famosa a misturar Blues com Punk. É uma mistura inusitada, mas que surte um efeito legal. Este disco em especial foi mais querido por mim durante algum tempo do que o famoso fire of love. As músicas são mais soturnas e adoro esta música simples e negra. Além de tudo a voz de Jeffrey Lee Pierce contém um desespero único. A faixa de abertura Bill Bailey já traz essa descrença com o mundo. Na época eu usava muito o transporte público, e Gun Club soava perfeito quando já estava escuro e era necessário caminhar pelas ruas já quase escuras. Com suas guitarras limpas, melancólicas e inconformadas. Este ar muito mais ligado ao pós-punk que encontramos aqui em Mother Juno acredito estar diretamente ligado ao seu consumo de drogas pesadas. No fim, só pela capa o disco já vale. Gun Club é único.

sábado, 28 de dezembro de 2013

TSOL - Change Today? (1984)

Os anos 80 reservam muita coisa boa entre todo aquele pop famosérimo e o hard rock farofagem. Você precisa de paciência e vontade mas sempre se encontram coisas boas, Cure talvez seja o exemplo mais clássico. Havia uma cena underground durante os anos 1980 que será importante para coisas que surgem depois como Nirvana, My Bloody Valentine e Mudhoney. Não podemos esquecer todas essas citadas começam suas atividades no final de oitenta. O Skate estava muito ligado ao punk neste período, algo que me parece, vai mudar nos anos 1990 (assim como o estilo de andar, se aproximando muito mais do rap). Podemos sentir a importância que foi o punk rock para a música rock, pois o mais importante dito por aquele punhado de bandas do final dos anos 1970 foi, "faça a sua música", acabando com várias regras - vide Clash. Tsol é uma dessas bandas importantes do período, sua canção "Flowers by the Door" é sem dúvida a melhor canção do disco seu ar é bem soturno.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Spacemen 3 - Sound of Confusion (1986)

Spacemen 3 não me parece uma banda muito conhecida no Brasil. Entatanto não é nenhum achado do baú. Como foi postado o som da banda Pin Ups, lembrei que o som do Spacemen 3 inaugura muita coisa que se pode escutar principalmente no Time will burn. A banda inglesa me parece definir bem o som do que seria este ressurgimento da psicodelia após o pós-punk - My Bloody valentine, Happy Mondays, Jesus & Marychain talvez sejam as bandas mais cotadas deste movimento. Apesar do caráter psicodélico, não espere aquele som já previsível (e lindo) da parte mais famosa de Pink Floyd que esta muito mais para o progressivo do que para psicodelia. A parte psicodélica que me interessa é a da piração de bandas como 13th Floor Elevators, os primeiros discos do Pink Floyd (que acho mais pirados, e mais "difíceis"), os primeiros discos dos Mutantes, Erkin Koray e o uso de fuzz. Chamo de psicodelia de garagem (por ser uma psicodelia que dá para dançar). A banda causou certo alvoroço quando defendeu o uso recreativo de drogas. O mais incrível é que dá para sentir um cadinho de Stooges ali. Aproveite!