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sábado, 14 de abril de 2018

Charles Mingus - Mingus Three (1957)

Charles Mingus é destes músicos excepcionais, vale ouvir muito de sua obra. Mingus Three é um disco especial, pois é baseado num trio, sem o complexos arranjos com maravilhosos contrapontos que fizeram de Mingus uma pessoa venerável. É um bom disco para quando se cansou um pouco dos metais (eu pessoalmente só comecei a entende-los, e tolera-los, recentemente). Baixo, piano e bateria. Tem como dar errado? Não! É isto o que temos aqui. Nada notável, mas vai tudo bem do começo ao final. Um disco fácil de ouvir, com destaque para back home blues e hamp's new blues. Um bom disco de jazz para ter na manga, e ouvir repetidas vezes.

BahiaPirata!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Chet Baker - Sings (1954)

Talvez o disco mais clássico do Chet Baker. Na década de 1950 Chet Baker começou a causar algum barulho, o que somado a sua voz doce e cara de bom moço, o  catapultaram para a fama. Nenhuma das canções são originais, são todas interpretações de clássicos, que ganham um atmosfera incrível com a voz delicada de Chet (antes de perder seus dentes frontais e cair pesado nas drogas, entre elas heroína) e seu trompete macio e aveludado. Essa combinação de bateria, baixo, piano e trompete conseguem produzir um som suave, aveludado, que te aconchega. Um dos discos que mais andei escutando nos últimos tempos e que ainda ouvirei muito. 

domingo, 30 de abril de 2017

Ryo Fukui - Scenery (1976)

Onde alguém consegue aprender piano aos 22 anos e lançar um disco de sucesso 6 anos depois? No Japão isso aconteceu através de Ryo Fukui e seu Scenery de 1976. Curioso que, pelos anos 1960 o jazz foi perdendo espaço para o rock e a música pop. Nesse quadro o Japão foi uma exceção, e lá o jazz estava bombando pela década de 1970. Passado algum tempo da Segunda Guerra, os japoneses nascidos pós-guerra conseguiam aceitar melhor a crescente influência estadunidense. Como sabemos, os  Estados Unidos começa a se apresentar como detentor e produtor da cultura ocidental, deslocando o eixo da Europa (no caso, França, Inglaterra e Alemanha). É neste contexto que o jazz ganhou força nos anos 1950 e o pop rock nos 1960. Durante a década de 1970 o jazz estava em seu auge no Japão, e enquanto os jazzistas sobreviventes exploravam cada vez mais novos ritmos, vide Alice Coltrane, Miles Davis e Herbie Hancock, Ryo Fukui lançava um disco maravilhoso pautado no jazz mais clássico e conhecido dos anos 1950-60. Algum paralelo deste trabalho com algo de Sonny Clark é mais viável do que alguma comparação com Phaorah Sanders. Até hoje disco se mantém um clássico, cunhado entre obras experimentais de sua época, traz um trabalho pautado numa linha mais tradicional, sem porém soar repetitivo e previsível. As faixas destaque ficam por conta de willow weep for me, atuum leaves e a magnífica early summer. Um disco fácil de se ouvir do começo ao fim.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sonny Clark - Cool Struttin' (1958)

O imediato pós-guerra talvez seja a época dourada do jazz, não só por ter inserção em ampla fatia do público, mas principalmente pelas inovações produzidas por sujeitos como Miles Davis, Chet Baker, John Coltrane e outros. Sonny Clark não é um dos sujeitos passíveis de algum desmerecimento e reclusão para notas de curiosidade. Pianista talentoso, versado em sua habilidade, é responsável por algumas das melhoras músicas do período. Dentre seus discos mais famosos, possivelmente cool struttin' esteja entre os mais bem acabados. Audível da primeira a última faixa de forma insana, temos a grande obra, possível que seja a mais clássica, do hard bop. É um disco que cativa os ouvintes mais experientes do jazz e os mais frescos (meu caso). Desde a capa, até as canções, temos aquilo que me fisgou no jazz, sua euforia rítmica, sua forma de conduzir sons quebrados e atravessados (do que Mingus me parece um gênio maior), de produzir a atmosfera do isolamento e solidão de tarde da noite, da busca por estímulos mais variados, e tudo possibilitado pelo urbano, está aqui. Do café ao jantar, do trânsito ao passeio na calçada, faz sentido os estilos bop acabarem tão associados a noite e a cidade de Nova Iorque.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Chet Baker - Italian Sessions (1962)

Chet Baker é definitivamente um dos maiores jazzistas, e mesmo sem ouvir nada de jazz você já ouvi falar dele, ou já escutou alguma vez my funny valentine (que foi por ele imortalizada). Curioso que Baker teve uma carreira conturbada, fazendo sucesso rápido e jovem, logo começa aquele típico caminho para a decadência de deixar muito roqueiro no chinelo. É nesse clima de decadência que ele acaba indo para Itália, onde lançou uma série de materiais medianos, porém este disco é um material acima da média, segundo a jazz times, bem acima da média - e eu concordo. Um disco praticamente tão bom quanto o Chet Baker Sings, apesar da sonoridade e proposta bem distintas. Gosto que o uso do trompete (e as vezes da flugelhorn) são de uma suavidade maravilhosa! É isto que encanta em Chet Baker, e faz com que você possa ouvir músicas e mais músicas. Não por acaso, sua imagem durante muito tempo foi associada a alguma coisa como um James Dean do jazz, rapazinho bonito e sedutor, sua música é assim mesmo.

obs: o catálogo de Chet Baker é algo absurdo, e este disco foi originalmente lançado como Chet is Back em 1962, para em 1990 ser relançado como Italian sessions. Como o arquivo estava assim nomeado, mas a data das gravações é de 1962 preferi ir por este raciocínio.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Alice Coltrane - Journey to Satchidananda (1970)

Se você gostou do Ptah, the el Daoud, este disco lançado na sequência vai agradar. Na mesma linha, porém mais acessível, mais fácil de ser escutado, menos experimental. A banda aqui está um pouco mais complexa, mas a simplicidade e ritmo em torno do baixo e a bateria continua marcante. O uso de instrumentos indianos também é perceptível, e os solos em sax tenor de Pharoah Sanders também estão aqui. Música incrível, que fez eu me perguntar como ignorei Alice Coltrane tanto tempo, como nunca ouvi falar dela?

sábado, 21 de janeiro de 2017

Charles Mingus - The Clown (1957)

Charles Mingus é o responsável por me fazer atentar para o jazz. Gosto do grave do baixo, conceber a música sem isso é uma coisa difícil para mim. Mingus é baixista, e isto agrada muito, pois seu baixo está sempre presente. Mais do que isso, em Mingus escuto mais do que a simples demonstração de habilidade, muito comum e exaustiva no jazz. Ele e sua banda vão nos conduzindo maravilhosamente bem através de sons que não estão ali para impressionar ninguém, apenas nos preencher. A faixa de abertura é o grande destaque aqui, foi pensando Haitian fight song que o disco Blues & Roots foi concebido. É o grande destaque absoluto do disco. A banda consegue produzir sons variados conforme vai evoluindo sua música, usando bastante de crescendos. Blue Cee e a Reincarnation of lovebird são boas músicas, e dão conta de continuar o disco. Confesso que a faixa título é a que menos me prende, não consigo sentir vontade de ouvi-la, quem sabe um dia mude de ideia. As músicas e os discos de Mingus, continuam valendo a pena serem ouvidos.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Alice Coltrane - The Ptah, El Daoud (1970)

Não saber até pouco tempo atrás quem foi Alice Coltrane, me envergonha. Como é de se imaginar, ela foi esposa de John Coltrane. Mas o que me surpreendeu não é esta associação - esse costume de reduzir mulheres à com quem são casadas. O que surpreendeu é sua música. Construída entre o jazz e ritmos tradicionais (em especial indianos, até pela sua conversão ao hinduismo em 1970), sua sonoridade é algo único. A potência da música é para tomar conta do ambiente. Sua oscilação entre o piano e a harpa, que pensei em princípio seria algo estranho, compõe execuções bem particulares. Tudo isto é produzido por um quarteto, que por vezes oscilam seus instrumentos, tal qual Alice Coltrane faz em Blue Nile, onde te leva para descer o Nilo, ora tocando piano, ora harpa. A faixa Turiya & Ramakrishna é o grande destaque. Em resumo uma música entorpecedora.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Charles Mingus - Blues & Roots (1960)

Este disco me fez pagar pelos meus pecados. Sempre declarava que havia um problema sério no jazz pelo fato dos músicos se divertirem mais do que a plateia. Não é um ritmo fácil de ser ouvido, exige maturidade, e dai meu desprezo por esse pedantismo de que você não pode dizer que não gosta de jazz. Você não entende de música se diz isso. Verdade que todo mundo gosta de alguma coisa de jazz, vai dizer que não vibrou quando viu o filme do Ray Charles ou Whiplash? Ou que não acha chique as trilhas sonoras do Woody Allen? Bem, mas falar de Jazz é a mesma coisa que de rock. Charles Mingus é um desses baixistas ligados ao vanguardista momento pelo qual o jazz passava no pós-guerra. É um jazz mais complicado e menos usual do que as orchestra. Demorei para sacar que o lance nesse disco (e outros) é o tempo. Música é tempo, se não está no tempo certo, não está bom. O que faz um ritmo ser diferente do outro, e logo uma música diferente da outra é o tempo. Disco já para além do Be Bop, mas que apresenta as variações de tempo ao longo das faixas, prazeroso escutar os berros no estúdio conforme a banda prossegue. Dai fica fácil entender o porque do jazz ter se tornado um estilo musical tão associado ao urbano e noturno. Seu ritmo quebrado, seu improviso combinam com a vida urbana e sua experiência.

ChutenocÜ!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Money Mark - Mark's Keyboard Repair (1995)

Money Mark é um tecladista japinha que trabalhou com os Beastie Boys durante um bom tempo. Apesar do sucesso com os braquelos judeus do Beastie Boys e alguns discos produzidos, ele também lançou seu material solo. Este é um deles, e temos basicamente uma série de "brincadeiras" com o teclado. É um disco para ser ouvido sem pressa. A faixa "insects are all around us" aparece na trilha sonora de dick & jane.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Beth Gibbons & the Rusti Man - Out of Season (2002)

Cheguei até este disco por acaso, como praticamente todos os discos nos chegam. Não conheço muito de Portishead, na real só conheço a sensual Glory Box e nada mais, admito. O interessante é que Beth Gibbons, vocal do Portishead gravou este trabalho solo, que é bem menos experiemental (me parece) do que o trabalho usual da famosa banda. O som usa e abusa bem mais do folk e os vocais, óbvio, são lindos. Música calma para se ouvir quando se quer ficar calmo. É o que mais faço com esse disco. Poderia ser Joni Mitchell ou música indiana.

&

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tommy Mccook & The Supersonics - Pleasure Dub (1974 - 2009)

 Pelo que consegui encontrar de informações este disco do Mccook é um achado. São umas gravações e mixes não lançados porque o produtor deste disco morreu de câncer ali pelo ano de 1974. Deu que o disco ficou esquecido durante muito tempo. Foi que veio a calhar lançarem ali por 2009. A capa é bonita lembrando algum desenho do Roberto Crumb, os sons são únicos. Gosto de Reggae, não sou um grande apreciador, verdade seja dita, mas acho gostoso. Porém odeio, realmente odeio o fato de resumirem o reggae a figura mítica de Bob Marley. Infelizmente tenho aquele fetiche pela música, e isto acaba fazendo com que eu ache Bob Marley muito chato - e lá vem o maluco dizendo que vai tocar uma do Bob e "não chore mais" no woman no cry é a música escolhida. Eu sinto vontade de chorar assim como de sair correndo... O que temos aqui com Mccook é um uso lindo de metais (e olha que não gosto deles) com pitadinhas de jazz e tecladinhos bacanissímos. A música por si só já dá uma chapada, vale a pena ouvir, até porque isso parece ser um pouco raro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Di Melo - Di Melo (1975)






 Estes discos da década de 1970 de música brasileira geram uma (sempre) perigosa nostalgia. Misturando elementos do que havia de melhor na época, este disco se constitui. A faixa de abertura Kilariô é um sucesso absoluto até hoje. Segundo parece ele foi re-descoberto nos últimos anos.


  1. Kilariô
  2. A vida em seus métodos diz calma
  3. Aceito tudo
  4. Conformópolis
  5. Má-lida
  6. Sementes
  7. Pernalonga
  8. Minha estrela
  9. Se o mundo acabasse em mel
  10. Alma gêmea
  11. João
  12. Indecisão



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Codona - 3 (1982)


Collin Wallcot, Don Cherry, Nana Vasconcelos (CODONA). Não encontrei muita informação sobre este projeto, deduzo que seja o terceiro (3) deste grupo. de qualquer forma o som que tem aqui é uma mistura de ritmos tradicionais, dos quais poucos consigo identificar. Bem, se você escuta post-rock, porque não ouvir esses projetos destes músicos que adoram se trancar em estúdios e gostam de fazer som com as coisas mais inusitadas? Infelizmente meus conhecimentos para coisas além do "rock" são muito restritos e pouca coisa posso comentar a respeito. É um disco particular, e com uma capa muito legal!
 Uma das minhas faixas favoritas é lullaby.

  1. Goshakabuchi
  2. Hey da ba Doom
  3. Travel By Night
  4. Lullaby
  5. Trayra Boia
  6. Clicky Clacky
  7. Inner Organs

tragaBóiaMarina!

ps: discografia em torrent

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Prodigy - The Dirtchamber Sessions Volume One (1992)


A primeira vez que ouvi "música eletrônica" foi este disco e foi Prodigy. Desde então esse disco é clássico para mim. Mais tarde investigando eu descobri que este albúm foi um projeto especial que fizeram na época, as músicas são basicamente vários samplers de vários artistas e ritmos nas quais as oito faixas não tem um nome espcífico (nunca encontrei pelo menos). um bom disco para ouvir e lembrar da música eletrônica dos 1990.


TragaBóiaMarina!

&

PraQuemGostaDeTorrent!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Morphine - Cure for Pain (1993)


  Faz algum tempo que pretendo postar este disco, mas como não gosto de postar nada ainda não digerido, ele aparece apenas agora.
 Vejo ai uma forte mistura de pós-punk com jazz. A música é triste, ótima para se escutar a noite.

  1. Dawna
  2. Buena
  3. I'm Free Now
  4. All Wrong
  5. Candy
  6. A Head With Wings
  7. In Spite of Me
  8. Thursday
  9. Cure for Pain
  10. Mary Won't You Call My Name?
  11. Let's Take a Trip Together
  12. Sheila
  13. Miles Davis' Funeral


tragabóiamarina!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fela Kuti & Ginger Baker - Live! (1971)


 No ínicio da década de 1970 Ginger baker, baterista do Cream, resolve se aventurar pela Nigéria em busca dos ritmos africanos. Durante esta sua viajem Fela Kuti esteve junto. Imagino que o inglês aprendeu algumas coisas interessantes. O som é na linha do afrobeat, e como sempre, há uma energia na música de Fela Kuti que é única. Minha teoria é que, como ele só realizava gravações "ao vivo" (pelo que sei, sem ser necessariamente em shows) e deixava de executar estas canções depois de gravadas, uma energia diferente rola no som. Segundo a wikipédia, a faixa bonus foi gravada durante o festival de jazz de Berlim em 1978 e adicionado ao album mais tarde.

  1. Let's Start - 8:06
  2. Black Man's Cry - 12:12
  3. Ye Ye De Smell - 13:55
  4. Egbe Mi O - 12:37
  5. Ginger Baker and Tony Allen Drum Solo - live 1978  - 16:21



Traga bóia Marina!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Vagif Mustafa Zadeh - Düshünce


 Vagif Mustafa Zadeh é um pianista de jazz do Azerbaijão. Para quem não sabe o Azerbaijão fazia parte da antiga URSS e durante o período stalinista o jazz fora proibido. Histórias a parte, a mescla musical de Vagif é do jazz com ritmos tradicionais do Azerbaijão. encontrei por acaso num blog e baixei devido a bela capa (aham, baixo discos pela capa). Confesso que este metódo me rendeu bons discos. Destaques para: "Zibeyde", "Gemeldi", "Aman Ovchu", "Ay Peri" e a faixa título "Düshünce".

1 Aman Ovchu 03:52
2 Dushunce 03:59
3 Zibeyde 02:47
4 'bayati Shiraz' 11:15
5 Ay Peri 05:16
6 Qizil Uzuk 05:01
7 Melodiya 04:17
8 Ezize 04:09
9 Fantaziya 04:05
10 Gelmedi 03:57
11 Improvizasiya 05:17



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fela Kuti & Afrika'70 - Zombie


   fela kuti é o criador do afrobeat. Artista de grande talento, porém com uma vida bem conturbada. É até hoje uma das grandes (senão a maior) referência no que tange a música africana "moderna". 
   O Afrobeat seria uma mistura do jazz, funk, soul e ritmos africanos. Este albúm contém a música "Zombie", feita para os soldados nigerianos.