Algumas dicas valem a pena, Mac DeMarco é uma delas. Quando ouvi seu som pela primeira vez percebi que era algo bonito, gostoso e tranquilo de ouvir, mas conforme tomei mais cuidado havia ali algo que não largava os meus ouvidos. Pode ser o reverb que é um dos efeitos mais incríveis, mas só isso não basta. Suas composições são simples, dá para desvendar o "desenho" das notas só de ouvir. Você se toca que o som é simples, sem floreios e firulas. Isso não torna suas composições medíocres. É uma música ótima, para momentos mais tranquilos. Pode combinar com praia, bar e até uma festa. Ou seja, é versátil. Este EP é o que mais venho escutando dele, mas recomendo qualquer coisa do Mac Demarco, mas escute a faixa título só pra começar, Rock'n'roll Nightclub é uma beleza. Suas músicas envolvem.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
La Femme - Psycho Tropical Berlin (2013)
La Femme é uma banda francesa que faz um som bem original. Sua pegada eletrônica com direito a energia punk me levam a enquadrar a banda no Cyberpunk. Pode ser algo exagerado, mas ainda considero o mais plausível. Suas letras em francês mostram que mesmo depois de Françoise Hardy, Johnny Hallyday e Mano Negra, a música pop francesa continua viva como nunca! Os synths estão ali junto com bateria, guitarra e baixo, dá vontade de sair pulando na maior parte das canções. É um disco recente - 2013 - e que vem sendo digerido. Recomendadíssimo.
domingo, 17 de agosto de 2014
Charlie Megira & the Modern Dance Club - Love Police (2012)
Charlie Megira me desconcertou. Sua sonoridade já tem algo ali que conhecemos, o abuso do reverb, guitarras nevorsas, vocais berrados, referências claras a um rock "morto", 50toso, ou 90toso, porém tudo isso de uma maneira bem original, pois são referências, não imitações. Confesso que não esperava tanto de um cara alto, desajeitado e estranho vindo de Israel (!). Acontece que você vai pirar no seu som, que passeia pelo shoegazing e surf rock. Talvez temos aqui uma banda que traga algo novo para o rock, porém esse disco é restrito ao que chamamos de underground, não é nada pop, mas é muito bom. Seu disco é selvagem, cru e puro. Já aviso que foi complicadíssimo achar qualquer material dele, então aproveitem a oportunidade, pq o disco vale a pena.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Las Vegas Grind Part 1
Las Vegas Grind (em 6 partes), é uma série de compilações de
rock n'roll, rythm & blues, garagem e soul a-go-go. A perfeita trilha
sonora para strip tease dos anos 60, e pra quem gosta de requebrar ao estilo twist. Las Vegas sempre foi um
pólo de entretenimento, boêmia e cabarets, por isso acredito que os discos
tenham esse título, apesar dos artistas não necessariamente serem do deserto do
estado de Nevada.
Extremamente dançante, brincalhão e até bobinho, as músicas
tem aquela conotação sexual cheia de jargões ("oh my baby boo"). Não
espere grandes letras, mas uma coleção autêntica de rock oldschool com ótimos
ritmos.
Os artistas, em sua maioria, não são conhecidos, mas ao
mesmo tempo, não eram totalmente
parte de uma "subcultura", já que na época, gravadoras cediam espaço
e rádios eram abertas a música jovem. Em uma proporção diferente da atual, Las
Vegas Grind foi o som "hipster" de algum momento dos anos 60.
Las Vegas Grind foi lançado pelo sub-selo Strip, da lendária
gravadora Crypt Records. Com o sub-selo Strip, eram lançados compilações
rockabilly, garagem e r&b como LV Grind e Jungle Exotica (que pretendo
falar sobre mais tarde).
Passe cera no chão, vista um bom sapato ou fique de meias, e
se prepare para dançar muito (inspire-se em Mia Wallace e Vince Vega)!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Apicultores Clandestinos - Parece, mas não é
Se têm algo importante de ser pensado é a vida das pessoas que moram em cidades de porte médio em lugar nenhum ("middle town in nowhere place", como vi num cometário do video 1979 do Smashing Pumpkins), longe das capitais, quase caipiras. Fazemos parte de uma fatia importante da população, mas o isolamento parece muito grande, e o é de fato. Mesmo assim, com um acesso muito mais difícil a cultura e uma carência de espetáculos, museus, bibliotecas - situação que piorou com o advento da televisão - sempre se produz alguma coisa nesses rincões, a música folk que o diga. Apicultores Clandestinos são de uma cidade menor ou tão insignificante (Rio do Sul, SC) quanto a onde moro (Blumenau, SC), mas isso não os impede em nada de produzir música de qualidade. Fazia tempo que ouvia falar dos rapazes que tocam vestidos de apicultores e jogam mel pra platéia, e um belo dia tive a oportunidade de ir vê-los. Já existe um certo séquito de fãs da banda na cidade, então sempre que eles vêm tocar por aqui lá estão pessoas dançando e cantando todas as músicas, o que torna a experiência muito mais divertida. Com claras influências de Man or Astroman?, os Apicultores produzem um bom rock de garagem, com surf, psicodelia e punk-rock, fazendo com que seja impossível alguém com sangue nas veias não querer dançar. Pelo que sei este é o primeiro disco deles, e os grandes destaques são: Ladrãozinho de guitarra, Não cheire cola, rock do abc e Satanás boliviano. São seguramente uma das bandas mais legais do underground catarinense. Só pra encerrar, curta a cena legal, aproveite para apreciar apresentações ao vivo de músicas próprias nestes tempos onde a arte está em forte processo de reprodutibilidade técnica, mesmo assim a aura ainda está lá, nada substitui ficar bêbado e dançar freneticamente com gente legal! Foi assim, não pelas mídias tradicionais ou internet, que conheci a música deles.
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