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sábado, 14 de abril de 2018

Charles Mingus - Mingus Three (1957)

Charles Mingus é destes músicos excepcionais, vale ouvir muito de sua obra. Mingus Three é um disco especial, pois é baseado num trio, sem o complexos arranjos com maravilhosos contrapontos que fizeram de Mingus uma pessoa venerável. É um bom disco para quando se cansou um pouco dos metais (eu pessoalmente só comecei a entende-los, e tolera-los, recentemente). Baixo, piano e bateria. Tem como dar errado? Não! É isto o que temos aqui. Nada notável, mas vai tudo bem do começo ao final. Um disco fácil de ouvir, com destaque para back home blues e hamp's new blues. Um bom disco de jazz para ter na manga, e ouvir repetidas vezes.

BahiaPirata!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Chet Baker - Sings (1954)

Talvez o disco mais clássico do Chet Baker. Na década de 1950 Chet Baker começou a causar algum barulho, o que somado a sua voz doce e cara de bom moço, o  catapultaram para a fama. Nenhuma das canções são originais, são todas interpretações de clássicos, que ganham um atmosfera incrível com a voz delicada de Chet (antes de perder seus dentes frontais e cair pesado nas drogas, entre elas heroína) e seu trompete macio e aveludado. Essa combinação de bateria, baixo, piano e trompete conseguem produzir um som suave, aveludado, que te aconchega. Um dos discos que mais andei escutando nos últimos tempos e que ainda ouvirei muito. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sonny Clark - Cool Struttin' (1958)

O imediato pós-guerra talvez seja a época dourada do jazz, não só por ter inserção em ampla fatia do público, mas principalmente pelas inovações produzidas por sujeitos como Miles Davis, Chet Baker, John Coltrane e outros. Sonny Clark não é um dos sujeitos passíveis de algum desmerecimento e reclusão para notas de curiosidade. Pianista talentoso, versado em sua habilidade, é responsável por algumas das melhoras músicas do período. Dentre seus discos mais famosos, possivelmente cool struttin' esteja entre os mais bem acabados. Audível da primeira a última faixa de forma insana, temos a grande obra, possível que seja a mais clássica, do hard bop. É um disco que cativa os ouvintes mais experientes do jazz e os mais frescos (meu caso). Desde a capa, até as canções, temos aquilo que me fisgou no jazz, sua euforia rítmica, sua forma de conduzir sons quebrados e atravessados (do que Mingus me parece um gênio maior), de produzir a atmosfera do isolamento e solidão de tarde da noite, da busca por estímulos mais variados, e tudo possibilitado pelo urbano, está aqui. Do café ao jantar, do trânsito ao passeio na calçada, faz sentido os estilos bop acabarem tão associados a noite e a cidade de Nova Iorque.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Charles Mingus - The Clown (1957)

Charles Mingus é o responsável por me fazer atentar para o jazz. Gosto do grave do baixo, conceber a música sem isso é uma coisa difícil para mim. Mingus é baixista, e isto agrada muito, pois seu baixo está sempre presente. Mais do que isso, em Mingus escuto mais do que a simples demonstração de habilidade, muito comum e exaustiva no jazz. Ele e sua banda vão nos conduzindo maravilhosamente bem através de sons que não estão ali para impressionar ninguém, apenas nos preencher. A faixa de abertura é o grande destaque aqui, foi pensando Haitian fight song que o disco Blues & Roots foi concebido. É o grande destaque absoluto do disco. A banda consegue produzir sons variados conforme vai evoluindo sua música, usando bastante de crescendos. Blue Cee e a Reincarnation of lovebird são boas músicas, e dão conta de continuar o disco. Confesso que a faixa título é a que menos me prende, não consigo sentir vontade de ouvi-la, quem sabe um dia mude de ideia. As músicas e os discos de Mingus, continuam valendo a pena serem ouvidos.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Bill Lee Riley - Rock With Me

A músida Rock with me de Billy Lee Rilley aparece em algum momento do filme Johnny & June, e até imagino estar fora da trilha sonora oficial (é um trecho muito rápido e curto, e como a música é pouco conhecida, não colocaram). A guitarra corre em puro rockabilly nesse grande sucesso de Billy. Ele, assim como tantos outros, era um músico da Sun Records, e acabei tendo contato com suas canções na coletânea da Sun que já foi postada aqui. Suas músicas não demonstram grandes inovações, e seu destaque fica por conta da energia das músicas, sensivelmente mais enérgicas que outras da época. Mesmo assim, esse é um daqueles artistas que valem a pena se ouvidos, e como recentemente comecei a desenterar muito estilo de música que faziam anos eu não ouvia direito, Billy Lee Riley veio bem a calhar.
 Como neste período os músicos lançavam em sua maioria EP's, basicamente o que existe por ai são coletâneas, as mais variadas, e como é de praxe, lançadas por gravadoras que acabam não dando o devido suporte para o material lançado, e sendo assim, saber certinho que disco é este é bem dificil, tenho quase certeza de que não é essa re-edição da Sun Records que coloco ai, mas mantenho a descisão pelo simples fato da maioria das capas serem horríveis.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

The Sun Records Collection (1994)

A Sun Records era uma das várias gravadoras pequenas que existiam antes da absorção e monopólio pelas grandes gravadoras. Curioso pensarmos como neste período do começo da música pop como conhecemos e sua tomada da frequência das rádios era basicamente feita na base de singles e ep. A ideia de um álbum na duração de um LP ainda era pouco usual. A Sun acabou ficando famosa por terem passado por ela quase todos os grandes nomes da música na época, sejam eles brancos ou negros, mistureba que dizem dar origem ao roque en rou. Sam Philips, fundador da gravadora, era antenado com a música branca Country mas também adorava a música negra, por isso o que temos aqui é um claro mix de canções com uma pegada mais country enquanto outras são gigantes como Howlin' Wolf, além daquele Rockabilly que bem conhecemos. O grande destaque desta coletânea são as canções esquecidas ao longo do tempo, e os artistas que provavelmente não produziram mais do que algumas poucas canções e pelo esquecimento do tempo ficaram. Nem por isso você deixa de se surpreender, pois se prestar bastante atenção verá que as buscas por uma nova sonoridade já estão presentes ali. Está elencado também na lista de melhores álbuns da revista Rolling Stone, caso isso seja de algum convencimento.

domingo, 23 de março de 2014

Las Vegas Grind, part 2

Las vegas é um simbolo muito forte da cultura americana. Parece que por lá as coisas são todas possíveis, talvez por isso sua conotação sexual tão forte (mesmo que hoje em dia seja proibida a prostituição dentro dos limites da cidade). A música querendo ou não sempre foi algo importante na sociedade, seja como algo principal da noite, seja apenas como ambiência ou como pano de fundo para um show de strip tease. O que chama atenção aqui é este "rockabilly" incomum, particular, estranho, difere do Little Richard, Elvis ou Chuck Berry, mas ainda é Rockabilly. A originalidade chama muito a atenção, talvez pelo propósito final as músicas tem poucas vozes, geralmente quando se canta ou fala é alguma brincadeira ou simplesmente berros e gemidos, essas brincadeiras são acompanhadas pela banda que batuca aqui, toca um acorde diferente ali, muda o ritmo e por ai vai. De qualquer forma é uma boa coletânea para se ter. Logo posto as outras partes (parece que há até o volume 6).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Las Vegas Grind Part 1




Las Vegas Grind (em 6 partes), é uma série de compilações de rock n'roll, rythm & blues, garagem e soul a-go-go. A perfeita trilha sonora para  strip tease dos anos 60, e pra quem gosta de requebrar ao estilo twist. Las Vegas sempre foi um pólo de entretenimento, boêmia e cabarets, por isso acredito que os discos tenham esse título, apesar dos artistas não necessariamente serem do deserto do estado de Nevada.
Extremamente dançante, brincalhão e até bobinho, as músicas tem aquela conotação sexual cheia de jargões ("oh my baby boo"). Não espere grandes letras, mas uma coleção autêntica de rock oldschool com ótimos ritmos.
Os artistas, em sua maioria, não são conhecidos, mas ao mesmo tempo, não eram  totalmente parte de uma "subcultura", já que na época, gravadoras cediam espaço e rádios eram abertas a música jovem. Em uma proporção diferente da atual, Las Vegas Grind foi o som "hipster" de algum momento dos anos 60.
Las Vegas Grind foi lançado pelo sub-selo Strip, da lendária gravadora Crypt Records. Com o sub-selo Strip, eram lançados compilações rockabilly, garagem e r&b como LV Grind e Jungle Exotica (que pretendo falar sobre mais tarde).
Passe cera no chão, vista um bom sapato ou fique de meias, e se prepare para dançar muito (inspire-se em Mia Wallace e Vince Vega)!





domingo, 16 de junho de 2013

Chuck Berry - One Dozen Berrys (1958)




 Seguro que Johnny be Good está entre as melhores canções já escritas e mais famosas da história, antes mesmo da clássica cena de Devolta para o futuro, tal canção não precisava de ajuda nenhuma. Nos EUA a música rock em geral parece estar bem inserida na cultura deles e é algo corriqueiro e normal, como imagino são algumas músicas populares do Brasil para nós - assim espero. Aqui estamos muito mais preocupados em "imitar" o que acontece ou aconteceu lá. Não que a cultura norte americana seja um hambúrguer enfiado goela adentro, gostamos da cultura deles, isso é óbvio, porém nossa relação é diferente da deles, assim como para eles a bossa nova e  samba, por exemplo, são algo de outro mundo. Enfim, percebo que os conhecimentos sobre Chuck Berry estão muitas vezes restritos a clássica canção do Joãozinho bonzinho, e isso acaba apagando um pouco as outras canções de Chuck Berry, ótimas também. Este disco é escolhido quase que pela capa cheia de morangos e reforçando o lindo trocadilho com o segundo nome de Chuck e os morangos (berrys). Outro motivo são as faixas La Juanda e a também famosa Rock'n'roll music. Também gosto muito de Oh baby doll, gostosa para dançar. E o mais determinante talvez, o grande hit não está aqui.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Edith Piaf - Best of


 Não gosto de coletâneas, mas gosto de Edith Piaf. Não sou um profundo conhecedor do trabalho dela, mas gosto do pouco que conheço através do filme que conta sua história e este disco que encontrei certa vez.

  1. La vie, L'amour
  2. La vie en Rose
  3. Milord
  4. Comme Moi
  5. Le vieux Piano
  6. Polichinelle
  7. Toujours Aimers
  8. L'Effet que tu me fais
  9. Mon Menege a moi
  10. Mon Dieu
  11. Hymne a l'Amour
  12. T'es Beau, Tu Sais
  13. Bravo Pour le Clown
  14. C'est l'Amour
  15. Non je ne Regrette Rien
  16. Le Goulante de Pauvre Jean
  17. L'Arccordeoniste
  18. Sous le ciel de Paris
  19. Le Bleu de tes Yeux
  20. Notre Dame de Paris
  21. La Croix
  22. Padam Padam
  23. La Foule
  24. La Marsellesa

tragabóiamarina!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Link Wray & the Wraymen - Rumble


 Coletânea com os maiores sucessos deste guitarrista genial considerado o pai do Powerchord e da distorção. Sendo verdade ou não, digamos que ele faz um puta som pesado para os primórdios do rock'n'roll. Provavelmente você já ouviu alguma música dele em alguma película do Taratino.

  1. Rumble
  2. The Swag
  3. Batman (theme)
  4. Ace of Spades
  5. Jack the Ripper
  6. I'm Branded
  7. Fat Back
  8. Run Chicken Run
  9. Turnpike USA
  10. Deuces Wild
  11. Mustang
  12. Blueberry Hill
  13. Run Boy Run
  14. The Sweeper
  15. Hound Dog
  16. That'll be the Day
  17. The Fuzz
  18. Rawhide
  19. Draggin'
  20. Aces Wild
  21. The Rumble Man
  22. Copenhagen Boogie

tragabóiamarina!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

24.000 baci, "Você se lembra de Dolly Bell?"


 O filme de Kusturica é muito musical, apesar das poucas canções que tocam ao longo do filme, a música se revela como um elemento importante nesta trama ambientada nos subúrbios de Sarajevo.
  Infelizmente não encontro de forma alguma a versão desta música que toca na abertura do filme, tão pouco informações sobre esta versão (que suspeito ter sido feita especialmente para o filme). Como esta música vale a pena e tudo o que tenho pra hoje é ela, espero que fiquem contentes.
  Para quem gostar, deixo também a versão original [segundo tudo indica] da canção. Espero que gostem deste rock-étnico italiano.