Mostrando postagens com marcador dub. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dub. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Palatine Factory Story (1978-1990)

Muito provavelmente você deve ter uma camiseta do Joy Division, deve ouvir seus discos e balançar o esqueleto enquanto ouve blue monday do New Order. Deve adorar a mistura de rock com eletrônico, do eletrônico em si e de sons experimentais. De certa forma todo mundo sabe o que foi o punk rock pelo mundo, ele deu a possibilidade de qualquer pessoa fazer uma banda e seu som. Querendo ou não isso foi super importante e praticamente tudo de original que temos depois do final dos anos 1970 deve alguma coisa ao punk rock.
A cena de Manchester deve em muito. Mas precisamos sempre entender o que foi essa cena, pois muitas vezes pode parecer difícil sacarmos a importância da coisa toda. Parece que a maior parcela da população mora em cidades médias ou algo parecido (não conheço bem as estatisticas), e de uma forma ou de outra sempre parecem haver centros que emanam as tendências e se mostram os únicos privilegiados com as inovações e novidades. Apesar da decadência Novaiorquina de finais de 1970, ainda estamos falando de Nova Iorque - e Londres. Cidades consagradas como importantes centros cosmopolitas, enquanto nós, os caipiras, morremos de tédio

Até certo ponto haviam condições propícias na cidade de Manchester, não era algo minúsculo, afinal foi ali que a revolução industrial começou, o que lhe garantia uma urbanidade. Ao mesmo tempo não podemos esquecer de toda a decadência pela qual a região passava devido a mudança macro econômica inglesa, que pretendia diminuir a produção e aumentar a prestação de serviços (não por acaso são hoje muito mais um centro financeiro do que produtor, o que lhes ocasiona problemas algumas vezes). Mas quem ouvia falar de Manchester naquela época? Ninguém, era apenas mais uma cidade esquecida. Tony Wilson talvez seja a resposta que desejamos. Rapaz estudado numa boa universidade, arranja emprego numa rede televisiva do interior. A partir de seu emprego ele percebe a oportunidade que se mostrava e começa a produzir estas bandas, não demorando muito funda a Factory, uma gravadora tão importante quanto a Sub pop, e por meio dessa gravadora lançavam muita coisa boa além de Joy Division e New Order.

Parece que o pessoal de Manchester sempre estava ligado no que estava rolando de bom na época. Antenados com o que havia de melhor podemos ouvir músicas lindas como sketch for summer do Durutti Column, Hymn from a village da banda James até as eletrônicas Cool as ice 52nd steet e Yashar da consagrada Cabaret Voltaire. Isso tudo somado as faixas obrigatórias de Joy Division, New Order e Happy Mondays. Se você quer agitar uma festa pós-punk ou quer ouvir aquele sonzinho anos 80 alternativo, essa é a coletânea. O bom é que diferente de muitas coletâneas, muito som você dificilmente encontrará em outro lugar.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tommy Mccook & The Supersonics - Pleasure Dub (1974 - 2009)

 Pelo que consegui encontrar de informações este disco do Mccook é um achado. São umas gravações e mixes não lançados porque o produtor deste disco morreu de câncer ali pelo ano de 1974. Deu que o disco ficou esquecido durante muito tempo. Foi que veio a calhar lançarem ali por 2009. A capa é bonita lembrando algum desenho do Roberto Crumb, os sons são únicos. Gosto de Reggae, não sou um grande apreciador, verdade seja dita, mas acho gostoso. Porém odeio, realmente odeio o fato de resumirem o reggae a figura mítica de Bob Marley. Infelizmente tenho aquele fetiche pela música, e isto acaba fazendo com que eu ache Bob Marley muito chato - e lá vem o maluco dizendo que vai tocar uma do Bob e "não chore mais" no woman no cry é a música escolhida. Eu sinto vontade de chorar assim como de sair correndo... O que temos aqui com Mccook é um uso lindo de metais (e olha que não gosto deles) com pitadinhas de jazz e tecladinhos bacanissímos. A música por si só já dá uma chapada, vale a pena ouvir, até porque isso parece ser um pouco raro.