quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Las Vegas Grind Part 1




Las Vegas Grind (em 6 partes), é uma série de compilações de rock n'roll, rythm & blues, garagem e soul a-go-go. A perfeita trilha sonora para  strip tease dos anos 60, e pra quem gosta de requebrar ao estilo twist. Las Vegas sempre foi um pólo de entretenimento, boêmia e cabarets, por isso acredito que os discos tenham esse título, apesar dos artistas não necessariamente serem do deserto do estado de Nevada.
Extremamente dançante, brincalhão e até bobinho, as músicas tem aquela conotação sexual cheia de jargões ("oh my baby boo"). Não espere grandes letras, mas uma coleção autêntica de rock oldschool com ótimos ritmos.
Os artistas, em sua maioria, não são conhecidos, mas ao mesmo tempo, não eram  totalmente parte de uma "subcultura", já que na época, gravadoras cediam espaço e rádios eram abertas a música jovem. Em uma proporção diferente da atual, Las Vegas Grind foi o som "hipster" de algum momento dos anos 60.
Las Vegas Grind foi lançado pelo sub-selo Strip, da lendária gravadora Crypt Records. Com o sub-selo Strip, eram lançados compilações rockabilly, garagem e r&b como LV Grind e Jungle Exotica (que pretendo falar sobre mais tarde).
Passe cera no chão, vista um bom sapato ou fique de meias, e se prepare para dançar muito (inspire-se em Mia Wallace e Vince Vega)!





sábado, 31 de agosto de 2013

Buzzcocks - Singles Going Steady (1979)

 Buzzcocks foi uma revelação para mim. Gostava muito do punk, mas me parecia que o normal era que seguissem uma tendência cada vez mais agressiva (a exemplo de GBH), o que pessoalmente me desagradava. Gostava desse som meio bubblegum, melódicosinho porém sem ser coxinha ao extremo. Uma boa medida era Buzzcocks. Sentimentais, porém não chorosos. Suas letras falam das angústias adolescentes, algo que fazia bastante sentido para mim naqueles anos. Ainda hoje tenho minhas dúvidas de até onde é realmente sério o conteúdo das letras, até porque o nome da banda é de caráter bem cômico. Este disco no caso é uma compilação de singles lançado em 1979. Um baita disco para começar a ouvir Buzzcocks, ou para continuar ouvindo.


domingo, 25 de agosto de 2013

Idoli - Maljciki (1980)

Vis Idoli, os ídolos em sérvio. Conheci a banda por meio de um vídeo aleatório de Maljciki. O clipe é bem simples, porém fiquei apaixonado por ser bem elaborado. Retratam ali a dualidade, que imagino, vivam os iugoslávos, algo meio cortina de ferro, algo meio sonho americano (devido a antiga Iugoslávia ser socialista, porém extremamente aberta e tinham os EUA como maior parceiro). Essa referência ao realismo soviético e as mesclas de cultura americana no clipe são impagáveis afinal. De qualquer forma a música deles é bem curiosa. O rock produzido na antiga Iugoslávia é curioso em si. Há coisas terríveis, porém existem algumas pérolas magnificas. E como sempre há em maior ou menor escala um uso dos ritmos tradicionais balcânicos.
 Caso queira ver o citado clipe de "Maljciki", clique aqui.

 Mais informações!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pavement - Slated & Enchanted (1992)

 Dos vários discos do Pavement, seu albúm de estréia é de longe meu favorito. O resto do seu trabalho depois deste disco é legal, mas para mim não chega nem perto do que é este disco. Seu som é bem diferente do que vejo depois. As guitarras são mais selvagens, e o som bem mais experimental. Em termos da época em que foi lançado este disco simplesmente é demais. Segue sim a onda da época, mas é um cadinho especial em relação a boa parte do que vinha sendo produzido nos começos de 1990.

sábado, 10 de agosto de 2013

Sweet 75 - Sweet 75 (1997)

Sempre tive interesse pelos trabalhos do Krist Novoselic além do Nirvana. Já tinha escutado alguma coisa, e parece que o trabalho é vasto. Numa destas empreitadas na busca de material do exótico baixista do Nirvana encontrei Sweet 75. Parece que Krist encontrou a vocalista nas ruas. Ela é uma garota de rua venezuelana que estava vivendo nos EUA. Admito que esta garota foi um grande achado de Krist Novoselic. Os vocais são bons. Apesar do disco se caracterizar pelo rock, assim mesmo, de forma genérica, caminhando e mesclando vários elementos, minha canção favorita é "Cantos de Pilon", a mais étnica de todas. Música boa, mas já aviso que longe de ser excelente. A banda acabou em 2000.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Planet Hemp - Os cães ladram mas a caravana não pára (1997)

 Talvez hoje em dia possa parecer bizarro, mas quando este disco saiu ele foi fundamental para mim. Minha irmã que estava começando a se ligar em som, acabou correndo atrás e conseguiu comprar um cd deles e levar para casa. Como ainda éramos muito pirralhos ouvir este disco era algo para ser feito escondido, quando nossos pais não estavam em casa. Complicado crianças ouvirem "queimando tudo" na frente de seus pais. Havia essa empolgação toda, alguns amigos na escola também tinham irmãos mais velhos e escutavam Planet Hemp também. Era, para mim, algo como uma definição de "legal" quem ouvia ou não Planet Hemp. Hoje em dia vejo que a banda foi muito mais do que algo proibido e que falava de muito mais do que sobre maconha, tema sempre polêmico. Percebo agora que eles tratam de outros assuntos, e que o tema da maconha era apenas o que chamava mais atenção. As letras tem um conteúdo muito bom, falando desde a música até problemas da nossa sociedade (muitos ainda enfrentados, a exemplo de uma polícia corrupta ou a criminalização da maconha). Além disso o som da banda é muito bom, fazem aquele caminho comum, mas difícil, da "mistureba", manifesto antropofágico puro, caminhando entre vários ritmos do underground e de ótima qualidade. Este disco com toda certeza é um clássico e na minha opinião o melhor da banda. Sem falar que eles já estavam por dentro do esquema das gravadoras alternativas e festivais, apesar de falarmos muito hoje sobre isso devido a importante alternativa que isto tudo representa para a grandes gravadoras (inimigas mortais do download pela internet), tal esquema gravadoras laternativas/festivais, já faziam bastante barulho nos anos 1990 - DIY.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Elis Regina - Falso Brilhante (1976)

A indústria da música é algo interessante, sacana, mas interessante. Há uma coisa que me interessa, que é a capacidade dos estúdios em agruparem músicos de altíssima qualidade e como, a partir deles, conseguem montar bandas ótimas, fora da velha história dos amigos que gostam de tocar. Elis Regina talvez seja o nome mais famoso em termos de MPB. Custei um tempo para perceber que a Elis está muito mais para interprete do que "músico" mesmo. Ela não cria suas canções, mas interpreta as composições de outros autores. Verdade seja dita, fica bom, e não só isso, fica diferente. Elis Regina cantando uma música é Elis Regina cantando. Isso talvez seja uma boa para entendermos um pouco mais sobre essa questão do direito autoral.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dinossaur Jr - You're Living all Over me (1987)

Dinossaur Jr é uma dessas bandas clássicas dentro do underground. O som deles é bem garageiro, porém com bons toques melódicos. Na boa escola do Buzzcocks. Sou pouco aprofundado na banda, mas este disco, por sinal o primeiro que conheci, é ótimo, escuto-o até hoje. Sempre rola algo dos pequenos dinossauros no meu mp3. Se você gosta deste som underground, que não se encontra fácil por ai, que te ajuda a fazer amigos na vida, deixo este disco lindo para ouvirem.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mutantes - Tudo foi feito pelo sol (1974)

 Definitivamente o Rock Progressivo não é a minha praia. Não que eu ache ele ruim ou outro desses clichês, realmente gosto de algumas coisas, mas é um tipo de rock que pouco me agrada, não me preenche os ouvidos. Soube que os mutantes iam tocar no psicodália, um evento que rola aqui pelas bandas de Santa Catarina e enche de rockeiros classe média (aliás, parece que o rock é quase que restrito a classes média e alta). De qualquer forma, fui sabendo que era um disco da fase progressiva deles e que só o Sérgio Dias, da formação original, estava ali ainda. Sabia também que eles já estavam velhos e que já não é a mesma coisa, que eu veria uma representação desse passado tão idolatrado. Propositalmente procurei não escutar muito este disco conhecido antes de ir para o festival, ouvi-o uma ou duas vezes antes do festival e não corri atrás de mais nenhuma banda que iria tocar. Queria a experiência de ver e ouvir uma banda pela primeira vez e ao vivo, como venho gostando de fazer ou ir em shows e festivais menores que rolam por aqui. O resultado final é que percebi no show que este disco é maravilhoso, uma coisa linda! E me admirava de não conhecer ou ter ouvido falar sobre ele antes. Parece que foi com este disco que os Mutantes consolidaram seu nome na gringa. Bem, pra eu gostar de um disco de rock progressivo, todo ele, não umas duas ou três faixas, todo ele, é algo que vale a pena ser compartilhado com o mundo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tommy Mccook & The Supersonics - Pleasure Dub (1974 - 2009)

 Pelo que consegui encontrar de informações este disco do Mccook é um achado. São umas gravações e mixes não lançados porque o produtor deste disco morreu de câncer ali pelo ano de 1974. Deu que o disco ficou esquecido durante muito tempo. Foi que veio a calhar lançarem ali por 2009. A capa é bonita lembrando algum desenho do Roberto Crumb, os sons são únicos. Gosto de Reggae, não sou um grande apreciador, verdade seja dita, mas acho gostoso. Porém odeio, realmente odeio o fato de resumirem o reggae a figura mítica de Bob Marley. Infelizmente tenho aquele fetiche pela música, e isto acaba fazendo com que eu ache Bob Marley muito chato - e lá vem o maluco dizendo que vai tocar uma do Bob e "não chore mais" no woman no cry é a música escolhida. Eu sinto vontade de chorar assim como de sair correndo... O que temos aqui com Mccook é um uso lindo de metais (e olha que não gosto deles) com pitadinhas de jazz e tecladinhos bacanissímos. A música por si só já dá uma chapada, vale a pena ouvir, até porque isso parece ser um pouco raro.