Chapterhouse parece ser uma daquelas bandas fatásticas que não deram certo, ou seja, não ficaram famosas. Isso não reduz em nada a qualidade das músicas. O som da banda é um shoegazing de primeira, a faixa de abertura, Breathe, é uma maravilha de linda. Como toda vez que eu ouvia essa música perto de alguém me perguntavam "que som é esse?", imagino que mais gente do que eu vai achar este disco coisa fina. Achei-os um pouco mais pop do que o MBV. Na real, pra mim o shoegazing não passa de um pop barulhento.
sábado, 16 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
The Field - Looping State of Mind (2011)
Não julgue um disco pela capa. Apesar disso gosto das capas e elas fazem parte de 80% ou 98% do meu julgamento inicial sobre o disco - ou seja, antes de escutar ele. Field é nada mais do que "música eletrônica". Não entendo nada disso e não sei te diferenciar nada nessa área, mas gosto de ouvir mais do que o "tunts tunts" barato que rola na baladas mundo a fora. Ocorre que este disco chegou até mim (dica: verifiquem os torents) e gostei cara, é legal, mesmo não sendo uma obra prima (e nem tudo na vida o será). Pesquisando agora para o post, parece que este álbum ficou entre os melhores de 2011, bem, isso só comprova o quão atrasado eu chego nas novidades. Também pouco me importo com elas.
Aspidistra - Grip 7 (1991)
Aspidistra não parece ser uma banda famosa, só ouvi falar desse disco que encontrei certo dia por acaso num blogue que desde os temerosos dias do SOPA e PIPA não existe mais. A banda é na linha Shoegazin e Noise dos anos 1990. São só duas músicas no EP. O Som é relaxante, tem aquilo que chamo de um "mar de guitarras".
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Ananda Shankar - Ananda Shankar (1970)
Definitivamente não tenho ideia de quantas pessoas da família Shankar estão envolvidas com música, mas enquanto eu folhava o famoso 1001 discos acabei me deparando com Ananda Shankar. Parece que Jimi Hendrix o encontrou por Nova York e pirou no som da Sitar. Ananda fazia seu som de forma muito peculiar e Hendrix buscava novos sons, assim sendo o lendário guitarrista resolveu convidar Shankar para ir ao estúdio gravar alguma coisa com ele que misturasse a sitar com a guitarra e a música indiana com o rock. Parece que o encontro não deu muito certo e o resultado foi que os dois saíram do estúdio brigados. Shankar decarou que Jimi queria acabar com sua sonoridade. Mas o indiano não desistiu e seguiu em frente! Pegou o que já havia gravado, regravou e gravou dentro da medida do necessário e por fim lançou um disco incrível que mistura de forma belíssima o rock com a música tradicional indiana. O resultado é um som que é chapação pura, se light my fire já é relaxante, a versão com sitar é mais ainda. Apesar de ser um disco de rock a sitar é o foco das músicas. É a primeira vez que consegui ouvir algo como jumping jack flash soando muito bem numa sitar (quantas vezes não imaginei algo parecido!). Bem, aproveitem, escutem, pirem, dancem e relaxem.
Mais informações.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Neil Young - After the Gold Rush (1970)
Eu nunca havia entendido direito porque o pessoal pira tanto em Neil Young até ouvir o After the Gold Rush. Young já era conhecido meu dos tempos do Buffalo Springfield e dos tempos do soulseek, onde ouvi algumas músicas suas porém não me chamou muita atenção, na época eu queria saber de "rock paulera". Ocorre que faz algum tempo acabei dando mais uma chance e acabei escolhendo este disco pelo fato dele sempre aparecer em tudo que é blogue de música. As músicas são bem folkeadas, violão é o carro chefe. Dá para ouvir aquele som de madeira na maior parte das faixas. O disco é exatamente o que sempre pensei que fosse, boa música para se ouvir e relaxar.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Beth Gibbons & the Rusti Man - Out of Season (2002)
Cheguei até este disco por acaso, como praticamente todos os discos nos chegam. Não conheço muito de Portishead, na real só conheço a sensual Glory Box e nada mais, admito. O interessante é que Beth Gibbons, vocal do Portishead gravou este trabalho solo, que é bem menos experiemental (me parece) do que o trabalho usual da famosa banda. O som usa e abusa bem mais do folk e os vocais, óbvio, são lindos. Música calma para se ouvir quando se quer ficar calmo. É o que mais faço com esse disco. Poderia ser Joni Mitchell ou música indiana.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Balkan Beat Box - Balkan Beat Box (2005)
Balkan Beat Box foi a recomendação de um amigo meu. Estavámos comentando sobre bandas com som inusitado, Balkan Beat Box surgiu na conversa. O som é basicamente um som "gypsie" (cigano, balcânico) remixado. Parece que o disco fez bastante sucesso na época. Pelo que encontrei por ai eles já produziram alguma coisa junto com Gogol Bordello e Eugene Hütz. Vale a pena ter algumas músicas inusitadas para dançar.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
John Lennon - Plastic Ono Band (1970)
De maneira geral o chamado "rock clássico" deixou de ser uma grande novidade para mim. Isso não significa que eu não o escute e goste bastante dele, apesar de minhas críticas as pessoas que buscam "o verdadeiro rock'n'roll".
Reza a lenda foi por causa da Yoko Ono que os Beatles acabaram. Creio que isso não passa de raiva de fãs que desejam que sua banda favorita persista por anos e anos até a eternidade (sentimento perfeitamente compreensível, mas que não concordo). O que ocorre é que temos que nos acostumar com a ideia de que um dia as coisas acabam, por mais óbvio que isso pareça.
De longe John & Paul são os grandes nomes dos Beatles. Quiçá, John seja até mesmo mais popular do que Paul. Ele sempre posou de rebelde, o que me seduziu desde pequeno. Mas John Lennon não era só pose, fazia um som muito bom também. Descobri este disco enquanto andava de carro com um amigo meu, por meio da música "well, well, well" e de imediato fiquei hipnotizado pelo som da bateria e do baixo. O disco contém várias canções ótimas, com destaque especial para Mother, que é sempre linda e não tão batida quanto Imagine (sim, eu sei, é de outro disco). Pessoalmente Working class Hero é a canção mais fraca, e toda vez que a escuto não sai da minha cabeça que John tentou bancar o Bob Dylan ali e, acabou ficando cansativo ouvir essa música.
O conteúdo das letras no geral é muito bom - caso de working class hero, mesmo não gostando dela. Imagino John soltou mais seu lado corrosivo neste disco, depois de tantos anos preso ao estigma de boy band dos Beatles (que verdade seja dita, nem tão garotos assim quando a banda acabou). Opiniões a parte, acredito que os Beatles, de maneira geral, começaram a ser uma banda mais interessante e original quando George Harrison começa a se aventurar na Sitar.
sábado, 28 de setembro de 2013
Neon India - Era Extraña (2011)
Neon Indian está entre as bandas ativas que mais gosto. Parece que som do Neon Indian era o que eu estava esperando, rapidinho escutei e digeri os dois discos da banda e sigo escutando desde então. Não é todo dia que escuto algo que me faça ouvir repetidamente de maneira tão frenética. O som dos caras é puro ácido, psicodelia pura. Disco especial pra quem acho que psicodelia é só uma para dos anos 60-70.
sábado, 14 de setembro de 2013
Yanka Dyagileva - Ангедония (1989)
Cada vez mais eu venho gostando do som da Yanka Dyagileva. Música simples, dá para perceber que é só aquela guitarra nervosa, baixo, bateria e ela como que declamando poemas numa língua da qual não entendo patavina. Não bastasse adoro as capas dos discos dela. Como minha irmã (até hoje maior companheira de sons) vem gostando também, fico confiante para mostrar mais essa bizarrice para o público. A vibe se mantém naquela onde folk-punk. Baita som pra dias nublados, chuvosos ou frios.
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