quinta-feira, 12 de março de 2015

Jay Holy - Skeletor EP (2013)

Dicas de amigos sobre música, muitas vezes são as mais acertadas, especialmente quando você não espera nada dessas dicas. Este EP é puxado por belos moogs e sons sintéticos. Seu cover de Skeletons da banda Sound (uma das mais subestimadas do roque) é matador e te convence a ouvir o resto do EP, experiência bem agradável por sinal. Este som é recomendado para quem procura aquele som simples, bem trabalhado e que te envolve. Nessas horas eu insisto com você meu amigo que diz que a música morreu, e quase sem querer repete o discurso da necrosada indústria musical, a música vai bem, está produzindo coisas boas. Aproveite!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Gattopardo - Gattopardo LP (2014)

Não é todo dia que uma banda aparece fazendo algo diferente da maioria. Em meio a um cenário underground, alternativo e sem dinheiro, as coisas são mais difíceis, nem por isso menos belas. Com um show envolvente a Gattopardo vem fazendo um bom pós-punk em português - algo bem complicado. Com referências bem marcadas que parecem passar por Bauhaus e The Fall, a sonoridade consegue se constituir como algo próprio para além da simples imitação do ídolo. Referências claras, mas que continuam sendo referências. Isto tudo é muito positivo. Confesso que esta é uma das poucas bandas na linha do pós-punk que pude assistir, e valeu a pena!


campodasbandas!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Adrian Belew - Lone Rhino (1982)

Descobri Adrian Belew assistindo a versão ao vivo do David Bowie de Station to station com ele fazendo os barulhos que são sua marca registrada. Provavelmente graças ao punk rock, nunca fiquei de queixo muito caído para "super-guitarristas", apesar de gostar e valorizar (mesmo achando um saco) uma lista considerável. Minha implicância com músicos muito "virtuosos" é que não cessam de cuspir sua genialidade aos quatro ventos, e isso pode encher o saco, afinal rock'n'roll é para ouvir e dançar. Talvez Adrian Belew seja maravilhoso graças a sua influência mais citada: o rinoceronte! Na sua busca por um som novo e diferente, Belew é famoso por reproduzir com sua guitarra sons semelhantes ao grito de animais, sendo o rinoceronte o mais recorrente. De fato ele conseguiu criar um sonoridade completamente nova para a guitarra. Não por acaso é um músico de peso, além de Bowie também temos Frank Zappa, Talking Heads, Nine Ich Nails e King Crimson como as bandas nas quais já tocou. Seu trabalho solo é mais marcado pelo experimentalismo, e pode não ser tão surpreendente quando os nomes associados a ele já citados acima, mas de fato ele está longe de ser um nome ignorado, sua música e técnica são originais. Destaque para a faixa Lone Rhino.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

the Upholsterers - Makers of High Grade Suites (2000)

Jack White trabalhava como aprendiz numa estofaria, foi lá que ele conheceu Brian Muldoon e os dois montaram uma banda, no mesmo estilo de White Stripes, guitarra e bateria. Seguindo essa linha do Flat Duo Jets, Jack White vai mostrar aqui o seu primeiro grito registrado. O curioso é observar a energia das músicas, Apple of my eye, composição do próprio White, é o grande destaque entre as três músicas do EP, todas ouvidas e re-ouvidas incansávelmente.É curioso observar nisso tudo como o punk serve ainda hoje para firmar bases sólidas, mesmo não sendo Jack White um primor em questões técnicas, é graças a sua base punk que a energia e a vontade de tocar estão sempre presentes em suas músicas.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Drive Soundtrack (2011)

Drive é um filme com um roteiro não muito complexo, mas bem construído, junto com toda estética do filme não podemos ignorar a trilha sonora. Elaborada por Cliff Martinez, que trabalha em vários setores da música profissional. A música é boa para climas mais soturnos, noir, na proposta do filme. Os destaques da trilha sonora ficam por conta das músicas não compostas por Cliff Martinez, nightcall, under your spell e real hero.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

John Cale - Fear (1974)

John Cale fazia uma dupla linda com Lou Reed nos tempos do Velvet Underground, é na verdade um músico tão fundamental para o velvet quanto Lou Reed. Sabemos que Lou Reed lançou trabalhos solos geniais, "take a walk on the wild side" bomba até hoje onde quer que toque. Mas John Cale também fazia músicas ótimas em sua carreira solo. A melhor forma de definir essas músicas de John Cale e Lou Reed talvez seja um chão de madeira, uma xícara de café, um dia frio e piano - ah esse instrumento de duas claves. Este disco faz parte de uma trilogia dos tempos de contrato com a Island records, e como na época Brian Eno também era contratado da Island, John aproveitou para usar seus dons neste disco. A faixa título é o grande destaque, apesar de gostar muito de "ship of fools", até por remeter a Idade média, também temos a divertida "Baracuda". É um bom disco para se ouvir quando se está cansado de músicas mais agitadas.


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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Money Mark - Mark's Keyboard Repair (1995)

Money Mark é um tecladista japinha que trabalhou com os Beastie Boys durante um bom tempo. Apesar do sucesso com os braquelos judeus do Beastie Boys e alguns discos produzidos, ele também lançou seu material solo. Este é um deles, e temos basicamente uma série de "brincadeiras" com o teclado. É um disco para ser ouvido sem pressa. A faixa "insects are all around us" aparece na trilha sonora de dick & jane.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mac Demarco - Rock'n'roll Nightclub (2012)

Algumas dicas valem a pena, Mac DeMarco é uma delas. Quando ouvi seu som pela primeira vez percebi que era algo bonito, gostoso e tranquilo de ouvir, mas conforme tomei mais cuidado havia ali algo que não largava os meus ouvidos. Pode ser o reverb que é um dos efeitos mais incríveis, mas só isso não basta. Suas composições são simples, dá para desvendar o "desenho" das notas só de ouvir. Você se toca que o som é simples, sem floreios e firulas. Isso não torna suas composições medíocres. É uma música ótima, para momentos mais tranquilos. Pode combinar com praia, bar e até uma festa. Ou seja, é versátil. Este EP é o que mais venho escutando dele, mas recomendo qualquer coisa do Mac Demarco, mas escute a faixa título só pra começar, Rock'n'roll Nightclub é uma beleza. Suas músicas envolvem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Mission of Burma - Signalls, Calls & Marches (1981-2008)

Durante os anos 80 as bandas pareciam competir para ver qual era a mais grandiosa, seja nos efeitos infinitos de uma nave espacial pousando, quanto pelo virtuosismo extremo de seus músicos. Mission of Burma já parece ser uma resposta do que estava acontecendo na surdina, nos lugares mal iluminados. Com um trio na clássica formação de baixo, guitarra e bateria eles conseguiram criar uma sonoridade ímpar e cheia de energia. Seu som consegue envolver quem o escuta, mesmo com toda sua simplicidade. Apesar do sucesso inicial, a banda formada em 1980 na cidade de Boston, termina em 1983. Este disco é um EP originalmente lançado num circuito pequeno em 1981, porém após a volta da banda em 2002, no ano de 2008 eles relançam este EP com algumas faixas extras. Aqui temos a clássica "That's when reach for my revolver" e "Max Ernst". A pegada da banda é bem marcante, e apesar de sua sonoridade bem fiel ao punk, seu clima sonoro nos remete ao pós-punk (afirmação possível principalmente pelas letras).

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Colin Potter - A Gain (1982)


Colin Potter é um sujeito lendário. É uma dessas figuras que você nunca ouviu falar, e dificilmente ouvirá de novo, mas ele é uma espécie de lenda dentro do universo underground de fitas k7 caseiras de música eletrônica industrial. Seu domínio sobre o som é incrível, não por acaso ele é também um engenheiro de som. Esta fita em particular conseguiu me desconcertar de uma maneira única como fazia algum tempo não me desconcertava (o que ultimamente só vem ocorrendo quando escuto coisas puxadas para o eletrônico). Já conhecia outro trabalho seu, o Here, mas ele não gerou aquela pegada. Sua música não é algo que tocaria numa festa, não numa festa comum pelo menos. É um tipo de música para ouvir sozinho e de preferência de dia (acredito muito em clima pra música). Este é um trabalho fundamental para mim, uma referência, além do desenho da capa que achei apaixonante, esses contornos de desenhos técnicos, esse modernismo tão bem mostrado pelo Joy Division. Sem falar que é o trocadalho do carilho o nome do albúm.